<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268</id><updated>2012-02-02T17:40:34.223Z</updated><category term='12ºAno'/><category term='11ºAno'/><title type='text'>SOS Português</title><subtitle type='html'>Este espaço destina-se a professores e alunos do ensino secundário da disciplina de Português do CMB. A intenção é proporcionar um espaço de interacção e uma outra estratégia para apoiar os alunos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>116</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7509023327904656390</id><published>2011-01-10T19:44:00.000Z</published><updated>2011-01-10T19:44:42.859Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Os Maias - Contextualização</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;Realismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;A Questão Coimbrã está na origem de um renovação literária à qual a França deu o seu impulso. Sente-se a crise religiosa no positivismo de Auguste Comte. Renan com o seu ateísmo, Michelet e o seu anticlericalismo, o socialismo de Proudhon vão determinar essa renovação que se opera na segunda metade do século XIX. Também o Determinismo e o Naturalismo de Taine e, na literatura, Flaubert e Baudelaire, Alphonse Daudet, Balzac e Zola, uns com o romance realista e o Parnasianismo, outros com o romance naturalista, exercem a sua influência nessa viragem que se opera. Em Portugal agitava-se o mesmo sentido reformista em Coimbra (1860-1865), onde uma falange de jovens devorava Proudhon, Zola, Renan, Victor Hugo, entre outros e, em breve, se fez sentir essa rajada ideológica de natureza social e política nas Odes Modernas (1865) de Antero e na Visão dos Tempos e Tempestades Sonoras (1864) de Teófilo Braga. É o rastilho da Questão Coimbrã à qual se seguem, depois, As Conferências do Casino Lisbonens,e nas quais Eça pronuncia uma conferência com o título «O realismo como nova expressão de arte», enunciando os seguintes princípios: «É a negação da arte pela arte; é a prescrição do convencional, do enfático, do piegas. É a abolição da retórica considerada como arte de promover a comoção usando da inchação do período, da epilepsia da palavra, da gestão dos tropos. É a análise com o fito na verdade absoluta. Por outro lado, o Realismo é uma reacção contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento. O Realismo é anatomia do carácter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos para condenar o que houver de mau na nossa sociedade». Nela faz referência aos quadros realistas de Courbet. Com estes parâmetros, proclama uma literatura arejada, sã, positiva, com uma natureza soalheira, viva, matizada, aberta à observação e não propensa ao devaneio. Faz-se eco de Boileau quando afirma «rien n'est beau que le vrai». O espírito analítico aguça o trabalho do observador, que, objectivamente, tal como o analista no laboratório, se debruça sobre os factos a explicá-los, a tentar encontrar as respectivas causas, substituindo o «eu» sujeito (subjectivismo) pelo objecto (objectivismo). A arte é posta ao serviço da ciência e daí o Naturalismo. É uma arte que reforma, moralizando, quando põe a nu os podres de uma sociedade que a arte dos clássicos e o sentimento dos românticos tinham deixado camuflados. Diz Zola: «Cacher l'imaginaire sous le réel».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 Afirma-se o impessoalismo, a objectividade, a captação das impressões pelos sentimentos, o que leva à fuga do «eu». É evidente a apetência pelo pormenor descritivo, com uma relevância especial no emprego do adjectivo, da imagem, do concreto pelo abstracto. Pratica-se a rejeição do trabalho inventivo, segundo o pensamento de Aain de Lattre «L'oeuvre... est une fabrication et de seconde main. L' ouvrage véritable est dans ce que l'on voit ». São postos de parte os valores espirituais, é anulado o interesse pelo passado nacional, o cosmopolitismo afirma-se. De francamente positivo o Realismo trouxe o enriquecimento e aperfeiçoamento da língua, com novas formas de expressão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #663333;"&gt;&lt;strong&gt;Naturalismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt; Interessa ao naturalista, principalmente, encontrar o clima científico motivador do comportamento das personagens. Talvez a imagem do escritor realista se assemelhe à do cirurgião, que todo se desinfecta e calça luvas para efectuar uma operação, contrariamente ao vulgar matador de porcos que, com as suas mãos, chafurda no corpo do animal. Assim, também, o escritor naturalista quando se debruça sobre a podridão social. Seja, embora, Eça mais um escritor realista do que naturalista, estas duas posições não estão dissociadas nele, pois o Naturalismo como o definiu J. Huret em Enquêtes sur l'évolution littéraire é «um método de pensar, de ver, de reflectir, de estudar, de experimentar, uma necessidade de saber, mas não uma maneira especial de escrever» e Eça justifica determinadas situações nos seus romances - a hereditariedade, o meio ambiente em &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;, as pressões do momento em &lt;em&gt;A Relíquia&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;strong&gt;Questão Coimbrã&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Foi uma das mais importantes polémicas literárias portuguesas e a maior em todo o século XIX. No início dos anos 60, um grupo de jovens intelectuais coimbrãos vinham reagindo contra a degenerescência romântica e o atraso cultural do país. Em 1865, Pinheiro Chagas publica o Poema da Mocidade, em cujo posfácio o velho poeta António Feliciano de Castilho lhe fez elogios rasgados, chegando ao ponto de propor o jovem poeta para reger a cadeira de Literatura no Curso Superior de Letras. Foi o suficiente para de imediato Antero de Quental lançar um violento ataque num opúsculo intitulado Bom Senso e Bom Gosto. Os sectários de Castilho por um lado, e outros jovens por outro, vieram a terreiro lançar dezenas de opúsculos de cariz fortemente polémico e onde por vezes não faltava o sarcasmo mordaz e o ataque pessoal. Embora de origem literária, a questão alargou-se a outras áreas como a cultura, a política e a filosofia. Esta refrega durou mais de um ano e envolveu nomes que já eram ilustres, como Ramalho Ortigão e Camilo C. Branco. Ela marca, de certo modo, o início de um espírito de modernidade nas letras portuguesas, pois esses jovens intelectuais (que foram o fermento da posterior Geração de 70), manifestaram a vontade de modernizar o pensamento e a Literatura em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;strong&gt;Geração de 70&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Assim se designa o grupo de jovens intelectuais portugueses que, primeiro em Coimbra e depois em Lisboa, manifestaram um descontentamento com o estado da cultura e das instituições nacionais. O grupo fez-se notar a partir de 1865, tendo Antero de Quental como figura de proa e de maior profundidade reflexiva, e integrando ainda literatos como Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Teófilo Braga, Eça de Queirós, Oliveira Martins, Jaime Batalha Reis e Guilherme de Azevedo. Juntos ou, como sucedeu mais tarde, trilhando caminhos de certa forma divergentes, estes homens marcaram a cultura portuguesa até ao virar do século (se não mesmo até à República), na literatura e na crítica literária, na historiografia, no ensaísmo e na política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Os homens da Geração de 70 tiveram possibilidade e, sobretudo, apetência de contacto com a cultura mais avançada da Europa como não se via em Portugal desde o tempo da formação de um Garrett e de um Herculano. Puderam, pois, aperceber-se da diferença que havia entre o estado das ciências, das artes, da filosofia e das próprias formas de organização social no país e em nações como a Inglaterra, a França ou a Alemanha. Em consequência, esta juventude cosmopolita nas leituras, liberal e progressista não se revia nos formalismos estéticos que grassavam nem naquilo que consideravam ser a estagnação social, institucional, económica e cultural a que assistiam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;O seu inconformismo havia de se manifestar em diversas ocasiões, com repercussões públicas dignas de registo. Em 1865 é despoletada a chamada Questão Coimbrã, que opôs o grupo, a pretexto de uma obra literária de mérito discutível, ao ultra-romantismo instalado que António Feliciano de Castilho personificava. Travou-se uma acesa polémica, à qual subjaziam grandes diferenças ao nível das referências estéticas mas também ideológicas. O grupo reunir-se-ia depois na capital, formando o Cenáculo, e em 1871 organizou as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, com as quais chamou definitivamente a atenção da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Nos anos seguintes, embora a atitude de crítica e de intervenção cultural e política se mantivesse, os membros do grupo foram definindo caminhos pessoais independentes, ora dedicando-se mais a umas actividades, ora a outras. Antero suicidou-se em 1891, e dir-se-ia que esse gesto simboliza o destino destes homens a caminho do final do século, em desilusão progressiva com o país e o sentido das suas próprias vidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;strong&gt;Conferências do Casino&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Conjunto de conferências realizadas em Lisboa em 1871 que surgiu aquando das reuniões do "Cenáculo" e que teve como impulsionador Antero de Quental. Este é o ponto mais alto da Geração de 70. Visavam abrir um debate sobre o que de mais moderno, a nível de pensamento, se vinha fazendo lá fora. Aproximar Portugal da Europa era o objectivo máximo, anunciado, aliás, no respectivo programa. Das várias conferências previstas, só se realizaram cinco, pois, a partir da sexta, as conferências foram proibidas pelo governo, sob a alegação que elas atacavam "a religião e as instituições políticas do Estado". Esta proibição levantou uma enorme onda de protestos de novo encabeçada por Antero de Quental. De qualquer modo, entre os intelectuais portugueses, ficou o gérmen da modernidade do pensamento político, social, pedagógico e científico que na França, na Alemanha e na Inglaterra se fazia sentir. Este espírito revolucionário e positivista dominava a maioria da jovem classe pensante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;strong&gt;Vencidos da Vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Nome pelo qual ficou conhecido um grupo de onze intelectuais portugueses que tiveram destaque na vida literária e política do final do século XIX. Deste grupo faziam parte Oliveira Martins (autor da denominação Vencidos da Vida), Ramalho Ortigão, António Cândido, Guerra Junqueiro, Carlos Mayer, o marquês de Soveral, Carlos Lobo d'Ávila, o conde de Ficalho, Bernardo de Pindela e o conde de Sabugosa. Eça de Queirós juntou-se-lhes em 1889.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;Reuniram-se com certa regularidade entre 1888 e 1894. Encontravam-se para convívio intelectual e diversão no Tavares, no Hotel Bragança ou na residência de um dos participantes. Vários destes intelectuais estiveram associados a iniciativas de renovação da vida social e cultural portuguesa de então, como as Conferências do Casino. Como um grupo, ficaram conhecidos (embora não com inteira justiça) pelo seu diletantismo, por um certo mundanismo desencantado. Estes não eram, contudo, sinais de falta de profundidade intelectual, como comprovam as abundantes realizações dos seus membros na política, na diplomacia, na historiografia e na literatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7509023327904656390?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7509023327904656390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7509023327904656390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7509023327904656390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7509023327904656390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/01/os-maias-contextualizacao.html' title='Os Maias - Contextualização'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3241538446838381814</id><published>2010-11-24T20:40:00.002Z</published><updated>2010-11-24T20:40:20.720Z</updated><title type='text'>Pergunta B</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 17.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Gill Sans MT&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;O espaço em Frei &lt;i&gt;Luís &lt;/i&gt;de &lt;i&gt;Sousa&lt;/i&gt;intensifica a tensão dramática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 17.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Gill Sans MT&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;O Acto I desenrola-se no palácio deManuel de Sousa, moderno, luxuoso, com janelas sobre Lisboa e o Tejo,simbolizando a harmo­nia aparente e a felicidade precária da família.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 17.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Gill Sans MT&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;No Acto II (palácio de D. João dePortugal), a sala apresenta uma decoração antiga, os reposteiros cortam a luz,na parede dominam os retratos de Camões, D. Sebastião e D. João, símbolos dumpassado ameaçador, prestes a regressar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 17.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Gill Sans MT&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Finalmente, o Acto III passa-se numasala escura e vazia (há ape­nas alguns objectos religiosos próprios da SemanaSanta, símbolos de morte), fechada ao exterior, dando para a capela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; mso-pagination: none; text-align: justify; text-autospace: none; text-indent: 17.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Gill Sans MT&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12.0pt; line-height: 150%;"&gt;Assim, os espaços vão-se obscurecendo,afunilando, pressa­giando o desenlace final, a morte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3241538446838381814?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3241538446838381814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3241538446838381814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3241538446838381814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3241538446838381814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/pergunta-b.html' title='Pergunta B'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4288583408749975427</id><published>2010-11-24T20:36:00.000Z</published><updated>2010-11-24T20:36:49.817Z</updated><title type='text'>Correcção do questionário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;1. Este excerto faz parte do Acto II, no conflito, e surge após as primeiras impressões da nova casa, a partida para Lisboa e as preocupações de D. Madalena; aproxima-se a chegada do Romeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;2. O receio de D. Madalena (sextas-feiras); a partida de Maria e de Manuel de Sousa criou um ambiente propício para a chegada do Romeiro; o espaço da acção, que recordava o passado, criou as condições necessárias à sua identificação; Madalena está sobressaltada, assustada e com um mau pressentimento; o simbolismo do dia em que decorre a acção é fundamental para o aumento da tensão dramática, para o crescendo da atmosfera trágica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;3.1. Estado de espírito de Madalena: amedrontada, receosa, angustiada, deixando transparecer um forte sentimento de culpa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;3.2. Esta sexta-feira será, de facto, um dia aziago para Madalena com a chegada do Romeiro e com as consequências desse acontecimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;4. Os maus presságios de Madalena cumprem-se com a chegada do Romeiro, no final do Acto II, o que precipita o desenlace trágico: morte física de Maria e morte para o mundo de Manuel e Madalena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;5. Expressividade da linguagem e da pontuação neste excerto:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- as interrogações e as reticências, associadas às frases curtas manifestam a emoção e a intranquilidade que se vivia;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- o vocabulário utilizado que é pressagiador de desgraça;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;- as repetições que destacam as emoções e a hesitação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4288583408749975427?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4288583408749975427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4288583408749975427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4288583408749975427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4288583408749975427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/correccao-do-questionario.html' title='Correcção do questionário'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8416844747605050996</id><published>2010-11-21T13:51:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:51:56.236Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Análise de «Frei Luís de Sousa»</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;/stroke&gt;&lt;formulas&gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/formulas&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;Leia com atenção o texto transcrito. Responda, depois, de forma clara, objectiva e documentada às questões apresentadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORGE, MADALENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MADALENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(falando ao bastidor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Vai, ouves, Miranda? Vai e deixa-te lá estar até veres chegar o bergantim; e quando desimbarcarem, vem-me dizer para eu ficar descansada. (Vem para a cena.) Não há vento, e o dia está lindo. Ao menos não tenho sustos com a viagem. Mas a volta… quem sabe? o tempo muda tão depressa…&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;JORGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não, hoje não tem perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MADALENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Hoje… hoje! Pois hoje é o dia da minha vida que mais tenho receado… que ainda temo que não acabe sem muito grande desgraça… É um dia fatal para mim; faz hoje anos que… que casei a primeira vez, faz anos que se perdeu el-rei D. Sebastião, e faz anos também que… vi pela primeira vez a Manuel de Sousa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;JORGE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pois contais essa entre as infelicidades da vossa vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MADALENA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Conto. Este amor, que hoje está santificado e bendito no céu, porque Manuel de Sousa é meu marido, começou com um crime, porque eu amei-o assim que o vi… e quando o vi, hoje, hoje… foi em tal dia como hoje, D. João de Portugal ainda era vivo! O pecado estava-me no coração; a boca não o disse… os olhos não sei o que fizeram, mas dentro da alma eu já não tinha outra imagem senão a do amante… já não guardava a meu marido, a meu bom… a meu generoso marido… senão a grosseira fidelidade que uma mulher bem nascida quási que mais deve a si do que ao esposo. Permitiu Deus… quem sabe se para me tentar?… que naquela funesta batalha de Alcácer, entre tantos, ficasse também D. João.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;1. Integre o excerto na estrutura da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Comente a importância que este extracto assume para o crescendo da atmosfera trágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. “ Pois hoje é o dia da minha vida que mais tenho receado... que ainda temo que não acabe sem muito grande desgraça...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1. Caracterize o estado de espírito de Madalena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2. Demonstre em que medida a sexta-feira será mais uma vez um dia aziago para Madalena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Comprove a seguinte afirmação: “ Os maus presságios de Madalena cumprem-se com a chegada do Romeiro, o que precipita o desenlace trágico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Comente a expressividade da linguagem e da pontuação neste excerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;B&lt;/div&gt;Num texto bem estruturado, de&amp;nbsp;80 a&amp;nbsp;130 palavras, comente a seguinte afirmação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Cada um dos cenários dos três actos de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, sugerem, respectivamente, a felicidade aparente, a desgraça súbita fatal e a “morte”. Só naqueles espaços físicos era possível desenvolver cada um dos grandes momentos da acção trágica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br clear="all" style="mso-ignore: vglayout;" /&gt;&amp;nbsp;&lt;stroke joinstyle="miter"&gt;&lt;/stroke&gt;&lt;formulas&gt;&lt;f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/f&gt;&lt;f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/f&gt;&lt;/formulas&gt;&lt;path gradientshapeok="t" o:connecttype="rect" o:extrusionok="f"&gt;&lt;/path&gt;&lt;lock aspectratio="t" v:ext="edit"&gt;&lt;/lock&gt;&lt;shape id="_x0000_s1026" style="height: 513pt; margin-left: 0px; margin-top: 214.45pt; mso-position-horizontal: center; position: absolute; width: 495pt; z-index: 251658240;" type="#_x0000_t75"&gt;&lt;imagedata gain="109227f" grayscale="t" o:title="~AUT0014" src="file:///C:\Users\MARIAJ~1\AppData\Local\Temp\msohtmlclip1\01\clip_image001.png"&gt;&lt;/imagedata&gt;&lt;wrap type="topAndBottom"&gt;&lt;/wrap&gt;&lt;/shape&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8416844747605050996?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8416844747605050996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8416844747605050996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8416844747605050996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8416844747605050996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/analise-de-frei-luis-de-sousa.html' title='Análise de «Frei Luís de Sousa»'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4456462679225333552</id><published>2010-11-16T19:27:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:37:11.703Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Síntese «Frei Luís de Sousa»</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLatyKhY0I/AAAAAAAAAus/dTo0Ovdi5pY/s1600/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLatyKhY0I/AAAAAAAAAus/dTo0Ovdi5pY/s320/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-001.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLax8NPOrI/AAAAAAAAAuw/9dHOiiDZ-KE/s1600/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLax8NPOrI/AAAAAAAAAuw/9dHOiiDZ-KE/s320/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-002.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLa0xD3sbI/AAAAAAAAAu0/9iSLZdKDWw0/s1600/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLa0xD3sbI/AAAAAAAAAu0/9iSLZdKDWw0/s320/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-003.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLa5H1y1dI/AAAAAAAAAu4/ZBfUAYEpOgg/s1600/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-004.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLa5H1y1dI/AAAAAAAAAu4/ZBfUAYEpOgg/s320/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-004.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLa8nanDpI/AAAAAAAAAu8/iyo_PeaBabc/s1600/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLa8nanDpI/AAAAAAAAAu8/iyo_PeaBabc/s320/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-005.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLbAB7vrWI/AAAAAAAAAvA/sLG-eUVpZ6k/s1600/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-006.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLbAB7vrWI/AAAAAAAAAvA/sLG-eUVpZ6k/s320/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-006.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4456462679225333552?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4456462679225333552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4456462679225333552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4456462679225333552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4456462679225333552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/sintese-frei-luis-de-sousa.html' title='Síntese «Frei Luís de Sousa»'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLatyKhY0I/AAAAAAAAAus/dTo0Ovdi5pY/s72-c/s%25C3%25ADntese_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8365718629504067056</id><published>2010-11-16T19:22:00.000Z</published><updated>2010-11-17T17:33:50.485Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Síntese Actos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZnJ7JnoI/AAAAAAAAAuc/G1NR40G8JEs/s1600/s%25C3%25ADntese_actos-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZnJ7JnoI/AAAAAAAAAuc/G1NR40G8JEs/s320/s%25C3%25ADntese_actos-001.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZunSzh2I/AAAAAAAAAug/HCDGWPssiR0/s1600/s%25C3%25ADntese_actos-002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZunSzh2I/AAAAAAAAAug/HCDGWPssiR0/s320/s%25C3%25ADntese_actos-002.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZydWyeSI/AAAAAAAAAuk/iTZ2xNF3DL4/s1600/s%25C3%25ADntese_actos-003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZydWyeSI/AAAAAAAAAuk/iTZ2xNF3DL4/s320/s%25C3%25ADntese_actos-003.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZ3PmtmJI/AAAAAAAAAuo/r54nLl2vaGg/s1600/s%25C3%25ADntese_actos-004.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZ3PmtmJI/AAAAAAAAAuo/r54nLl2vaGg/s320/s%25C3%25ADntese_actos-004.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8365718629504067056?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8365718629504067056/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8365718629504067056' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8365718629504067056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8365718629504067056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/sintese-actos.html' title='Síntese Actos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLZnJ7JnoI/AAAAAAAAAuc/G1NR40G8JEs/s72-c/s%25C3%25ADntese_actos-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7522125070759450043</id><published>2010-11-16T19:16:00.003Z</published><updated>2010-11-17T17:33:50.485Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Lei das Três Unidades</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLYb1bV94I/AAAAAAAAAuY/J-AtyTOgJOk/s1600/lei_tres_unidades-001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLYb1bV94I/AAAAAAAAAuY/J-AtyTOgJOk/s320/lei_tres_unidades-001.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7522125070759450043?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7522125070759450043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7522125070759450043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7522125070759450043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7522125070759450043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/lei-das-tres-unidades.html' title='Lei das Três Unidades'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLYb1bV94I/AAAAAAAAAuY/J-AtyTOgJOk/s72-c/lei_tres_unidades-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5195073766100952431</id><published>2010-11-16T19:12:00.000Z</published><updated>2010-11-17T17:33:50.486Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Características do Romantismo em «Frei Luís de Sousa»</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLXZ86gWTI/AAAAAAAAAuU/HE3MQtmqFDs/s1600/caracter%25C3%25ADsticas_romantismo_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLXZ86gWTI/AAAAAAAAAuU/HE3MQtmqFDs/s320/caracter%25C3%25ADsticas_romantismo_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-001.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLXSgIsmjI/AAAAAAAAAuQ/HZ1809K0cYg/s1600/caracter%25C3%25ADsticas_romantismo_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-002.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLXSgIsmjI/AAAAAAAAAuQ/HZ1809K0cYg/s320/caracter%25C3%25ADsticas_romantismo_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-002.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5195073766100952431?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5195073766100952431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5195073766100952431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5195073766100952431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5195073766100952431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/caracteristicas-do-romantismo-em-frei.html' title='Características do Romantismo em «Frei Luís de Sousa»'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/TOLXZ86gWTI/AAAAAAAAAuU/HE3MQtmqFDs/s72-c/caracter%25C3%25ADsticas_romantismo_frei+lu%25C3%25ADs+de+sousa-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6499217017311884487</id><published>2010-11-15T17:40:00.002Z</published><updated>2010-11-17T17:33:50.486Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Cenário, atmosfera e simbologia em Frei Luís de Sousa</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Cenário&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;O Acto I passa-se numa "câmara antiga, ornada com todo o luxo e caprichosa elegância dos princípios do século XVII", no palácio de Manuel de Sousa Coutinho, em Almada. Neste espaço elegante parece brilhar uma felicidade, que será, apenas, aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Acto II acontece "no palácio que fora de D. João de Portugal, em Almada; salão antigo, de gosto melancólico e pesado, com grandes retratos de família...". As evocações do passado e a melancolia prenunciam a desgraça fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Acto III passa-se na capela, que se situa na "parte baixa do palácio de D. João de Portugal". "É um casarão vasto sem ornato algum." O espaço denuncia o fim das preocupações materiais. Os bens do mundo são abandonados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;A atmosfera&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Há ao longo da intriga dramática uma atmosfera psicológica do sebastianismo com a crença no regresso do monarca desaparecido e a crença no regresso da liberdade. Telmo Pais é quem melhor alimenta estas crenças, mas Maria mostra-se a sua melhor seguidora.&lt;br /&gt;Percebe-se também uma atmosfera de superstição, nomeadamente desenvolvida em redor de D. Madalena.&lt;br /&gt;Tal como na tragédia clássica, também o fatalismo é uma presença constante. O destino acompanha todos os momentos da vida das personagens, apresentando-se como uma força que as arrasta de forma cega para a desgraça. É ele que não deixa que a felicidade daquela família possa durar muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Simbologia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Vários elementos estão carregados de simbologia, muitas vezes a pressagiar o desenrolar da acção e a desgraça das personagens. Apenas como referência, podemos encontrar algumas situações e dados simbólicos:&lt;br /&gt;- A leitura dos versos de Camões referem-se ao trágico fim dos amores de D. Inês de Castro que, como D. Madalena, também vivia uma felicidade aparente quando a desgraça se abateu.&lt;br /&gt;- O tempo dos principais momentos da acção sugerem o dia aziago: sexta-feira, fim da tarde e noite (Acto I), sexta-feira, tarde (Acto II), sexta-feira, alta noite (Acto III); e à sexta-feira D. Madalena casou-se pela primeira vez; à sexta-feira viu Manuel pela primeira vez; à sexta-feira dá-se o regresso de D. João de Portugal; à sexta-feira morreu D. Sebastião, vinte e um anos antes.&lt;br /&gt;- A numerologia parece ter sido escolhida intencionalmente. Madalena casou 7 anos depois de D. João haver desaparecido na batalha de Alcácer Quibir; há 14 anos que vive com Manuel de Sousa Coutinho; a desgraça, com o aparecimento do Romeiro, sucede 21 anos depois da batalha (21= 3 x 7). O número 7 é um número primo que se liga ao ciclo lunar (cada fase da Lua dura cerca de sete dias) e ao ciclo vital (as células humanas renovam-se de sete em sete anos), representa o descanso no fim da criação e pode-se encontrar em muitas representações da vida, do universo, do homem ou da religião; o número 7 indica o fim de um ciclo periódico. O número 3 é o número da criação e representa o círculo perfeito. Exprime o percurso da vida: nascimento, crescimento e morte. O número 21 corresponde a 3 x 7, ou seja, ao nascimento de uma nova realidade (7 anos foi o ciclo da busca de notícias sobre D. João de Portugal e o descanso após tanta procura); 14 anos foi o tempo de vida com Manuel de Sousa (2 x 7, o crescimento de uma dupla felicidade: como esposa de Manuel e como mãe de Maria; 14 é gerado por 1 + 4 = = 5, apresentando-se como símbolo da relação sexual, do acto de amor); 21 anos completa a tríade de 7 apresentando-se como a morte, como o encerrar do círculo dos 3 ciclos periódicos. O número 7 aparece, por vezes, a significar destino, fatalidade (imagem do completar obrigatório do ciclo da vida), enquanto o 3 indica perfeição; o 21 significa, então, a fatalidade perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maria vive apenas 13 anos. Na crença popular o 13 indica azar. Embora como número ímpar deva apresentar uma conotação positiva, em numerologia é gerado pelo 1 + 3 = 4, um número par, de influências negativas, que representa limites naturais. Maria vê limitados os seus momentos de vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6499217017311884487?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6499217017311884487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6499217017311884487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6499217017311884487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6499217017311884487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/cenario-atmosfera-e-simbologia-em-frei.html' title='Cenário, atmosfera e simbologia em Frei Luís de Sousa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5520318819640430919</id><published>2010-11-15T17:21:00.003Z</published><updated>2010-11-17T17:33:50.486Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Frei Luís de Sousa - Almeida Garrett</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;CLASSIFICAÇÃO DA OBRA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A obra &lt;em&gt;Frei Luís de Sousa&lt;/em&gt; não é exemplo típico nem de uma tragédia clássica nem de um drama romântico. É uma obra híbrida, a nível da classificação quanto à sua natureza. O próprio Almeida Garrett o diz na Memória ao Conservatório Real, texto onde faz a apresentação da sua peça: "Contento-me para a minha obra com o título de drama; só peço que a não julguem pelas leis que regem, ou devem reger, essa composição de forma e índole nova; porque a minha, se na forma desmerece da categoria, pela índole há-de ficar pertencendo sempre ao antigo género trágico."&lt;br /&gt;A tragédia grega é a história de um fado que brinca com os homens: é típico o caso de Édipo. Os homens bem fazem, bem fogem, bem inventam desculpas e subterfúgios - vale tanto como nada. Eles próprios sabem, muito embora finjam o contrário, que o destino os virá colher na rede. E pouco a pouco a face deles, que se fingia despreocupada, vai-se cavando e petrificando nas rugas do terror. Ora é este destino que se aproxima passo a passo e este terror crescente dos humanos que se sabem colhidos na rede da história que Garrett nos conta no Frei Luís de Sousa. Por isso mesmo, o drama quase não tem enredo. Logo de começo se sabe o que vai acontecer; o desfecho é evidente e não interessa ao autor torná-lo incerto por meio de uma intriga complicada. Interessa-lhe antes contar o terror e o pasmo dos homens ante esse desfecho garantido de antemão. A única acção movimentada - a resistência de Manuel de Sousa aos regentes e o incêndio de sua casa - serve para encaminhar as personagens ao ponto preciso em que o destino as quer apanhar: a casa do próprio D. João de Portugal, à vista do seu retrato. Em vão D. Madalena resiste, em vão Manuel de Sousa sossega, tentando conjurar o destino pela ignorância inocente do que todos sabem que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;ELEMENTOS TRÁGICOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que &lt;em&gt;Frei Luís de Sousa&lt;/em&gt; é uma tragédia, quanto ao assunto:&lt;br /&gt;• parte do tema – ilegitimidade de Maria (adultério);&lt;br /&gt;• a classe social dos protagonistas: pessoas de estirpe elevada, de carácter justo e íntegro, sobre as quais recai a desgraça;&lt;br /&gt;• a existência de um conflito interior vivido essencialmente pelas personagens de D. Madalena de Vilhena e de Telmo;&lt;br /&gt;• o desafio ao destino (hibris) : feito por D. Madalena e Manuel de Sousa Coutinho, quando casam sem a certeza absoluta de que D. João estava morto; Manuel de Sousa, incendiando o palácio;&lt;br /&gt;• o sofrimento (pathos) como uma constante ao longo da obra, especialmente vivido por D. Madalena;&lt;br /&gt;• a criação de uma atmosfera de temor: os presságios de Telmo, as datas, o incêndio do retrato de Manuel de Sousa Coutinho;&lt;br /&gt;• o papel do destino, entidade à qual o homem não pode fugir;&lt;br /&gt;• a peripécia: o incêndio do palácio de Manuel de Sousa Coutinho, o que vai originar a ida da família para o palácio de D. João, aonde este se dirige imediatamente mal chega a Portugal, sem tempo para se inteirar bem de todos os aspectos da situação;&lt;br /&gt;• o reconhecimento de uma personagem (agnorisis): o Romeiro como D. João de Portugal;&lt;br /&gt;• uma fatalidade (a desonra de uma família, equivalente à morte moral), que o público/leitor vislumbra logo na primeira cena, cai gradualmente sobre Madalena até ao clímax (a revelação da identidade do Romeiro), a partir do qual o desenlace trágico se torna irreversível, atingindo todas as restantes personagens;&lt;br /&gt;• a catástrofe: a morte de uma vítima inocente, D. Maria, a ida dos seus pais para o convento (morte para o mundo), a destruição psíquica de Telmo e o sofrimento de D. João;&lt;br /&gt;• a catarse: o sentimento de terror e piedade provocado nos espectadores, levando-os à aprendizagem de uma lição, à purificação espiritual;&lt;br /&gt;• Telmo, dizendo verdades duras à protagonista, e Frei Jorge tendo sempre uma palavra de conforto, parecem o coro grego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;ASPECTOS EM QUE A OBRA SE AFASTA DA TRAGÉDIA CLÁSSICA:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;• o facto de estar escrita em prosa (a tragédia clássica era em verso);&lt;br /&gt;• a utilização de um registo de língua coloquial, fluente, próximo da realidade (diferente do tom solene e vocabulário culto da tragédia clássica);&lt;br /&gt;• o facto de ter três actos e não cinco;&lt;br /&gt;• o desrespeito pela lei das três unidades: há apenas unidade de acção, mas não há unidade de espaço (o 1.º acto passa-se no palácio de Manuel de Sousa Coutinho, o 2.º no de D. João de Portugal e o 3.º na parte baixa deste palácio e na igreja de S. Paulo), nem de tempo (os acontecimentos não se dão num dia – máximo de 24 horas - mas sim numa semana);&lt;br /&gt;• a supressão da personagem do Coro, que tinha a função de prever e comentar os acontecimentos, embora se considere que Telmo desempenha parte dessas funções;&lt;br /&gt;• o assunto, que não diz respeito às lendas ou histórias da Antiguidade Clássica, mas é, sim, um assunto retirado da realidade do seu país, com actualidade e com fundo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;QUAIS OS FACTORES QUE CONTRIBUEM PARA A DENOMINAR DE "DRAMA"?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São precisamente estes seis, em que se afasta da tragédia clássica e reflecte as características do drama de proximidade com a realidade.&lt;br /&gt;Como se pode depreender dos tópicos apresentados, esta obra está muito mais próxima da tragédia do que do drama. Garrett apenas não a denominou assim porque o género tragédia tinha tal solenidade e conjunto rígido de regras que o autor preferiu a prudência de uma designação menos prestigiosa, o que lhe pouparia algumas críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O ROMANTISMO NA OBRA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;• a crença no sebastianismo alimentado por Telmo e Maria;&lt;br /&gt;• o patriotismo e nacionalismo - além do que decorre do Sebastianismo, deve-se ter em conta o comportamento de Manuel de Sousa Coutinho ao incendiar o seu próprio palácio para impedir que fosse ocupado pelos Governadores ao serviço de Castela;&lt;br /&gt;• exaltação do sentimento da liberdade individual dos cidadãos e consequente condenação do absolutismo político. O incêndio provocado por Manuel de Sousa no seu próprio palácio, se não liberta efectivamente a Pátria oprimida, tem, pelo menos, na sua inútil beleza, a força de um símbolo e de um exemplo;&lt;br /&gt;• a crença em agouros, em dias aziagos, em superstições - alimentadas por Madalena, Telmo e Maria, que, sistematicamente, aludem a agouros, visões, sonhos;&lt;br /&gt;• as visões de Maria, os seus sonhos, o seu idealismo patriótico;&lt;br /&gt;• sentimentos nobres;&lt;br /&gt;• a religião surge como refúgio e consolação para as almas atormentadas pelo pecado;&lt;br /&gt;• gosto do teatral e espectacular, capaz de comover a sensibilidade das grandes massas de espectadores. Recordem-se os finais dos actos (incêndio do palácio, o "Ninguém..." do Romeiro, cerimónia da tomada do hábito de Manuel de Sousa e D. Madalena).&lt;br /&gt;• linguagem elegante e cuidada;&lt;br /&gt;• Maria é uma figura romântica de sensibilidade doentia e grande imaginação;&lt;br /&gt;• tema da morte - a morte como solução dos conflitos é um tema privilegiado pelos românticos; no caso do Frei Luís de Sousa, verifica-se:&lt;br /&gt;• a morte física de Maria (morre tuberculosa);&lt;br /&gt;• a morte simbólica de Madalena e de Manuel, que, ao tomarem o hábito, morrem para a vida mundana;&lt;br /&gt;• morte simbólica de D. João de Portugal que, depois de admitir que morreu no dia em que sua mulher o julgou morto, simbolicamente, morre uma segunda vez, quando Telmo, depois de lhe ter desejado a morte física como única maneira de salvar a sua menina, o seu anjo (Maria), aceita colaborar com o Romeiro no sentido de afirmar que se trata de um impostor, numa última tentativa de evitar a catástrofe;&lt;br /&gt;• morte psicológica de Telmo.&lt;br /&gt;                                               Barreiros, António José, &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;História da Literatura Portuguesa, vol. II&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;PERSONAGENS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Madalena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Esta senhora é, como outras que Garrett retratou, vítima de um amor contrariado que casou com um homem a quem só tinha respeito, D. João de Portugal, quando afinal amava outro, Manuel de Sousa Coutinho. Mas amou-o ainda em vida do marido. Não seria esse amor cego que a levou a contrair segundas núpcias com tanta leviandade? Esse será o maior espinho a rasgar-lhe o peito, como confessou a Frei Jorge. Madalena é quem mais sofre. As palavras de Telmo, o sebastianismo da filha, a mudança de casa, a coincidência de datas, tudo se conjuga para que se adense cada vez mais a desgraça que desabará, tremenda, sobre a sua cabeça.&lt;br /&gt;Vemo-la em conflito constante com os restantes personagens: com Telmo, por acreditar na vinda de D. João; com Maria, por ter ideias sebastianistas; com Manuel, por a obrigar a mudar de casa.&lt;br /&gt;Em D. Madalena, os sentimentos dominam a razão:&lt;br /&gt;- Para ela, é inaceitável que o sentimento do amor de Deus possa conduzir ao sacrifício do amor humano; até ao limite, tenta dissuadir o marido da tomada do hábito, só se resignando quando tem a certeza de que ele já foi;&lt;br /&gt;- Apesar de não se duvidar do seu amor de mãe, é nela mais forte o amor de mulher, ao contrário do que acontece com Manuel de Sousa Coutinho, que se mostra muito mais preocupado com a filha do que com a mulher.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;MANUEL DE SOUSA COUTINHO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Manuel de Sousa é o tipo de homem clássico, dominado pelos ditames da razão. Um aristocrata de sangue e de espírito, cheio de calma nos piores momentos, que sabe bem qual o caminho a trilhar.&lt;br /&gt;Nunca duvida, nunca hesita. Só o esmaga, no III acto, o sofrimento causado pela visionada desonra da filha.&lt;br /&gt;No acto I, assume uma atitude condizente com um espírito clássico, deixando transparecer uma serenidade e um equilíbrio próprios de uma razão que domina os sentimentos e que se manifesta num discurso expositivo e numa linguagem cuidada e erudita: revela-se patriota, corajoso e decidido; não sente ciúmes pelo passado de Madalena;&lt;br /&gt;No acto III, evidencia uma postura acentuadamente romântica: a dor, após a chegada do Romeiro, parece ofuscar-lhe a razão, tal é a forma como exterioriza os seus sentimentos, fazendo-o de uma forma um tanto violenta, descontrolada e, por vezes, até contraditória (a razão leva-o a desejar a morte da filha e o amor impele-o a contrariar a razão e a suplicar desesperadamente pela sua vida);&lt;br /&gt;Pode-se, pois, concluir que esta personagem, do ponto de vista psicológico, evolui de uma personalidade de tipo clássico (actos I e II) para uma personalidade de tipo romântico (acto III).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;FREI JORGE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Frei Jorge, colocado no drama para desempenhar um papel secundário, é o consolador e moderador dos extremos de D. Madalena. O reconhecimento do Romeiro, junto do retrato, envolveu-o repentinamente na tragédia que atingia o irmão e a cunhada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;TELMO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Tal como Manuel de Sousa, é um homem dos antigos. Amigo de D. João, que trouxera ao colo, admira o segundo marido de D. Madalena com entusiasmo, por ser um português às direitas, mas não se conforma com a situação.&lt;br /&gt;O conflito psicológico suscitado pelos dilemas perante os quais são colocadas as personagens realiza-se particularmente na figura de Telmo Pais. Telmo tem de escolher entre Maria, que ele criou, e D. João, que ele também criou e a quem deve, além disso, fidelidade de escudeiro.&lt;br /&gt;Há um pormenor que o transforma em vítima: o amor a Maria. Esse amor levará Telmo a desfazer num momento todos os sonhos da sua vida. Sempre ansiara pela vinda de D. João. Mil vezes protestara a Madalena que ele viria. Agora que chegou, presta-se ao papel de o ocultar. Por amor da «sua menina», prontifica-se a dizer que o Romeiro é um impostor. Ele vira-o, conhecera-o. E vai dizer que está morto.&lt;br /&gt;É como se o matasse e como se matasse a única razão que o segurava ainda ao mundo, ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Representa o coro da tragédia, fiel, confiante, supersticioso, sebastianista, humilde, enorme sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;MARIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Esta personagem é uma criação romântica extraordinária. Acredita em sonhos, em visões, nas tradições populares, gosta de ler romances, entusiasma-se com o patriotismo a ponto de desejar ter nascido homem, só para poder lutar pela Pátria, pelo seu gosto do romanesco, da fantasia, do folclore (imagina acontecimentos misteriosos, coisas lindas mas terríveis, acredita em agouros e superstições, desejaria ver uma batalha, extasia-se com a beleza horrível do incêndio, lê apaixonadamente romances populares, crê no regresso de D. Sebastião).&lt;br /&gt;Precocemente inteligente, ultrapassa os ensinamentos de Telmo e as meias palavras que todos proferem em casa para ocultar-lhe uma verdade terrível. Prepara-se para a desgraça que vai cair sobre a sua infância, e é patética na cena final do drama por ser uma vítima inocente da sociedade cujas exigências não pode compreender.&lt;br /&gt;É uma personagem idealizada - a ingenuidade, a pureza, a meiguice, próprios duma alma infantil, e a inteligência, a experiência, a cultura, a intuição, a sensibilidade exaltada, características de um espírito adulto, confluem numa personagem pouco real, protótipo da mulher-anjo, tão do agrado dos românticos. Maria é demasiado angélica para ser verdadeira.&lt;br /&gt;Alguns traços caracterizadores de Maria:&lt;br /&gt;• culto sebastianista&lt;br /&gt;• dom da profecia&lt;br /&gt;• cultura&lt;br /&gt;• coragem, ingenuidade e pureza&lt;br /&gt;• a tuberculose pulmonar, doença que ataca geralmente pessoas jovens, muito vulgar no séc. XIX, impressionou especialmente os escritores românticos;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;D. JOÃO DE PORTUGAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Parece um espectro que vem do outro mundo para aterrar vivos e vingar todo o mal cometido. Mas a sede de vingança confunde-se com o amor e com o sofrimento. O sofrimento dos outros, que a princípio lhe parecia insignificante comparado com o seu, acaba por comovê-lo e então pede ao seu maior amigo que lhe arranque a vida que veio mostrar, declarando que D. João de Portugal é morto, que ele, o Romeiro, o ninguém apontado a Frei Jorge, não passa de um embusteiro, de um mentiroso.&lt;br /&gt;A tragédia não poupou nenhuma personagem. Cada uma a seu modo, todas tiveram razoável quinhão na desgraça, na dor imensa em que culmina o drama.&lt;br /&gt;D. João de Portugal apresenta:&lt;br /&gt;- Uma existência abstracta (uma espécie de fantasma omnipresente) até à cena XII do acto II, inclusive, permanecendo em cena através dos receios evocativos de Madalena, da crença de Telmo em relação ao seu regresso e do sebastianismo de Maria (se D. Sebastião pode regressar, o mesmo pode acontecer em relação a D. João de Portugal);&lt;br /&gt;- Uma existência concreta a partir da cena XIII do acto II: regressa a Portugal ao fim de 21 anos, depois de ter passado 20 em cativeiro em África, surgindo na figura do Romeiro (mesmo assim, a sua identidade só é revelada no final do acto II);&lt;br /&gt;- Procura interferir voluntariamente na acção dramática, tentando impedir, com a cumplicidade de Telmo, a entrada em hábito de Madalena e de Manuel de Sousa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;ESPAÇO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;O espaço vai-se reduzindo: África - Europa – Portugal - Lisboa - Almada - I palácio – II palácio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;TEMPO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;O tempo vai-se reduzindo também, fechando-se dramaticamente em unidades cada vez mais curtas.&lt;br /&gt;1578 – Madalena casa com D. João. Madalena conhece Manuel de Sousa.&lt;br /&gt;1578 e 1585 – Madalena procura assegurar-se da morte de D. João&lt;br /&gt;1585 e 1599 – Madalena casa com M. de Sousa.&lt;br /&gt;1598 a 1599 ( 1 ano ) – D. João é libertado dirige-se para Portugal&lt;br /&gt;28 de Julho a 4 de Agosto ( 8 dias ) – Madalena vive de novo no palácio de D. João.&lt;br /&gt;Agosto (3 dias ) – D. João apressa-se para chegar&lt;br /&gt;4 de Agosto ( hoje ) – é um dia fatal para Madalena&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;ESTRUTURA INTERNA DA OBRA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O conflito vai-se desenrolando e tornando cada vez mais angustiante pela sucessão destas três acções fundamentais:&lt;br /&gt;- o incêndio do palácio de Manuel de Sousa e a destruição do seu retrato (fim do 1º acto);&lt;br /&gt;- a mudança para o palácio de D. João de Portugal e a chegada deste na pessoa do Romeiro (2º acto);&lt;br /&gt;- a morte de Maria e a tomada de hábito de Manuel de Sousa e de D. Madalena (fim do 3º acto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;ESTRUTURA EXTERNA DA OBRA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Está dividida em três actos e cada acto em cenas (o 1º acto tem 12 cenas; o 2º acto tem 15 e o 3º acto tem 12).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;LINGUAGEM E ESTILO &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O diálogo colocado por Garrett na boca das personagens é moderno e romântico.&lt;br /&gt;A linguagem flui com aparente despreocupação. Entrecortada com reticências, com elipses contínuas, retrata os movimentos das personagens em sucessivas interrogações e exclamações.&lt;br /&gt;Silêncios e pausas dizem às vezes mais do que as palavras. O tom oral sobressai em repetições vocabulares e frásicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;INTENÇÃO CRÍTICA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Obra de carácter político associada à crise que Portugal atravessava.&lt;br /&gt;Esperança na ressurreição da pátria que sofria a decadência dos ideais liberais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O SEBASTIANISMO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;No &lt;em&gt;Frei Luís de Sousa&lt;/em&gt;, o mito sebastianista alimenta, desde o início, o conflito vivido pelas personagens, na medida em que a admissão do regresso de D. Sebastião implicava idêntica possibilidade da vinda de D. João de Portugal, que combatera ao lado do rei na batalha de Alcácer Quibir, o que, desde logo, colocaria em causa a legitimidade do segundo casamento de D. Madalena.&lt;br /&gt;Não é inocente, nem fruto do acaso, o facto de Garrett ter concebido que Madalena aparecesse em cena justamente a ler &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;. Efectivamente, tal facto está também associado ao mito sebastianista que, deste modo, marca a obra desde o seu início.&lt;br /&gt;Quem se encarregará, pois, de dar corpo a tal mito? Telmo Pais, o velho aio de D. João e em cuja morte não acredita, e Maria, educada por Telmo.&lt;br /&gt;Logo na segunda cena se revela com clareza todo o significado do mito «sebastianista».&lt;br /&gt;Fundem-se os dois motivos de regresso quando Madalena diz a Telmo: «mas as tuas palavras misteriosas, as tuas alusões frequentes a esse desgraçado rei D. Sebastião, que o seu mais desgraçado povo ainda não quis acreditar que morresse, por quem ainda espera em sua leal incredulidade, esses contínuos agouros em que andas sempre de uma desgraça que está iminente sobre a nossa família…» Na mesma frase ligam-se dois motivos!&lt;br /&gt;No Sebastianismo, como é representado no &lt;em&gt;Frei Luís de Sous&lt;/em&gt;a por Telmo e Maria (“o nosso santo rei”, diz Maria em I, 3), reside não somente a crença em que o rei ao voltar conduzirá a uma época de brilho para Portugal. Infiltram-se nele concepções messiânicas mais antigas e relativas ao fim próximo do mundo. O regresso que se realiza no Frei Luís de Sousa é, visto de lá - e temos de o ver assim, segundo a vontade da própria obra - um anti-regresso. Não leva à redenção, mas à catástrofe, e não é uma «graça», mas sim uma «desgraça». Paira à volta do regresso destruidor de D. João de Portugal. No acto III, cena XI, chama Maria a D. João «homem do outro mundo», «anjo terrível», falando das suas visões. E quando, na cena seguinte, o vê e ouve, ela grita: «É aquela voz, é ele, é ele!» É como se Garrett tivesse duvidado dos efeitos adequados do motivo «sebastianista» por si só. Deve-se, em todo o caso, àquele motivo uma boa parte da grandeza própria do &lt;em&gt;Frei Luís de Sousa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;           WOLFANG KAYSER; in Análise e Interpretação da Obra Literária; Vol. 11, 5.' ed., 1970 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5520318819640430919?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5520318819640430919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5520318819640430919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5520318819640430919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5520318819640430919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/11/frei-luis-de-sousa-almeida-garrett.html' title='Frei Luís de Sousa - Almeida Garrett'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-1577811789725975505</id><published>2010-01-09T14:49:00.002Z</published><updated>2011-01-10T19:45:35.331Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Dandismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #003333;"&gt;"[&lt;b&gt;Dandismo&lt;/b&gt;] Fenómeno dos primeiros anos do século XIX, o dandismo terá uma fortuna digna de nota em certos meios intelectuais e elitistas, [...]Odiando a vulgaridade, cultivando o culto da personalidade e do individualismo, recusando a mediocridade de ideais burgueses" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #003333;"&gt;Maria Fátima Marinho&lt;br /&gt;"Em Portugal, o fascínio do dandismo não deixou de se fazer sentir, atraindo autores como Garrett, na primeira metade do século, sobretudo em personagens como Carlos de &lt;em&gt;Viagens na Minha Terra&lt;/em&gt; (...) ; já na segunda metade de oitocentos, salientamos o caso de Eça de Queirós, em cujos romances o termo aparece repetidamente referenciado, apresentando algumas das suas personagens inequívocos traços que facilmente se poderão catalogar nessa designação.[cf. &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt; - «Era outro Ega,um Ega dândi, vistoso, paramentado, artificial e com pó-de-arroz»] " Maria Fátima Marinho, «o dândi recusa o anonimato, antes de mais, através de uma busca de&lt;br /&gt;excentricidade na elegância e do culto da arte de surpreender.» Isabel Pires de Lima&lt;br /&gt;"Dandy é uma palavra inglesa, associada a uma moda social e literária exportada depois para outros países europeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-1577811789725975505?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/1577811789725975505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=1577811789725975505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1577811789725975505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1577811789725975505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2010/01/dandismo.html' title='Dandismo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8994646039255299230</id><published>2009-10-11T12:13:00.001+01:00</published><updated>2010-11-17T17:34:16.386Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Exercícios sobre Sermão de Santo António aos Peixes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9_GZ_57I/AAAAAAAAAts/zUDADpo46S4/s1600-h/teste-sermao-sto-antcap-v-11c2ba-ano_Page_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391299120688261042" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9_GZ_57I/AAAAAAAAAts/zUDADpo46S4/s320/teste-sermao-sto-antcap-v-11c2ba-ano_Page_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9-5EujmI/AAAAAAAAAtk/QpNmvz-URKE/s1600-h/teste-sermao-sto-antcap-v-11c2ba-ano_Page_2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 247px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391299117109382754" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9-5EujmI/AAAAAAAAAtk/QpNmvz-URKE/s320/teste-sermao-sto-antcap-v-11c2ba-ano_Page_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9-qYoR8I/AAAAAAAAAtc/V_BCh9L8N8o/s1600-h/teste-sermao-sto-antcap-v-11c2ba-ano_Page_3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8994646039255299230?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8994646039255299230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8994646039255299230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8994646039255299230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8994646039255299230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/10/exercicios-sobre-sermao-de-santo_11.html' title='Exercícios sobre Sermão de Santo António aos Peixes'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9_GZ_57I/AAAAAAAAAts/zUDADpo46S4/s72-c/teste-sermao-sto-antcap-v-11c2ba-ano_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4590744923096508853</id><published>2009-10-11T12:10:00.002+01:00</published><updated>2010-11-17T17:34:16.387Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Exercícios sobre Sermão de Santo António aos Peixes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9nRzKlUI/AAAAAAAAAtU/1Uun9Cj_LTU/s1600-h/Teste+Serm%C3%A3o_Page_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 154px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391298711429748034" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9nRzKlUI/AAAAAAAAAtU/1Uun9Cj_LTU/s200/Teste+Serm%C3%A3o_Page_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mw4foXI/AAAAAAAAAtM/PUqqCz5u_zM/s1600-h/Teste+Serm%C3%A3o_Page_2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391298702593728882" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mw4foXI/AAAAAAAAAtM/PUqqCz5u_zM/s200/Teste+Serm%C3%A3o_Page_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mviYTvI/AAAAAAAAAtE/lSoiFwisiC0/s1600-h/Teste+Serm%C3%A3o_Page_3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391298702232538866" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mviYTvI/AAAAAAAAAtE/lSoiFwisiC0/s200/Teste+Serm%C3%A3o_Page_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mUTzJ1I/AAAAAAAAAs8/WENGz_0MpRg/s1600-h/Teste+Serm%C3%A3o_Page_4.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391298694923626322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mUTzJ1I/AAAAAAAAAs8/WENGz_0MpRg/s200/Teste+Serm%C3%A3o_Page_4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mG0VOgI/AAAAAAAAAs0/BSbP192LU9Q/s1600-h/Teste+Serm%C3%A3o_Page_5.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 176px; DISPLAY: block; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391298691301980674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9mG0VOgI/AAAAAAAAAs0/BSbP192LU9Q/s200/Teste+Serm%C3%A3o_Page_5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4590744923096508853?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4590744923096508853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4590744923096508853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4590744923096508853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4590744923096508853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/10/exercicios-sobre-sermao-de-santo.html' title='Exercícios sobre Sermão de Santo António aos Peixes'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/StG9nRzKlUI/AAAAAAAAAtU/1Uun9Cj_LTU/s72-c/Teste+Serm%C3%A3o_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5355325099983395583</id><published>2009-09-19T22:16:00.002+01:00</published><updated>2010-11-17T17:34:16.387Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>PADRE ANTÓNIO VIEIRA E A SUA ÉPOCA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SrVKztMj1NI/AAAAAAAAAss/SJw1L7fFwc8/s1600-h/id_padre_antonio_vieira.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 155px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383291181757355218" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SrVKztMj1NI/AAAAAAAAAss/SJw1L7fFwc8/s200/id_padre_antonio_vieira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Padre António Vieira nasceu em Lisboa, a 6 de Fevereiro de 1608, e faleceu no dia 18 de Julho de 1697, no Colégio da Companhia de Jesus, na Baía.&lt;br /&gt;Com apenas seis anos de idade, foi para o Brasil (Baía) com a sua família, dado o seu pai aí exercer o cargo de secretário da Governação. Aqui, estudou no Colégio jesuíta da Companhia de Jesus, tendo revelado desde logo a sua vocação de pregador, iniciando, por isso, a sua missão de sacerdote relativamente cedo (1635).&lt;br /&gt;Mais tarde (1641) tornou-se íntimo de D. João IV, numa altura em que veio a Lisboa, acompanhado do filho do governador. Ao monarca agradou-lhe desde logo o carácter de António Vieira, que o nomeou pregador da corte, seu conselheiro e confessor.&lt;br /&gt;A vida deste homem consistiu essencialmente na sua acção política e diplomática sempre no sentido de colmatar as crescentes dificuldades sociais e as desigualdades humanas existentes. Padre António Vieira pretendia, acima de tudo, estabelecer a igualdade de direitos entre católicos, protestantes, judeus e todos quantos eram segregados; formar uma sociedade justa, em que todos tivessem as mesmas oportunidades.&lt;br /&gt;Neste sentido, aconselhou junto do Rei uma política alicerçada no poder económico dos cristãos-novos, facultando-lhes a possibilidade de se movimentarem mais livremente. Contudo, esta sua atitude recebeu forte oposição do Santo Ofício, força vincada contra a burguesia mercantil.&lt;br /&gt;António Vieira realizou, durante toda a sua vida, grandes campanhas contra a acção brutal da Inquisição portuguesa, assim como foi também contra a escravização e exploração dos nativos do Brasil pelos colonos. Os Jesuítas defendiam precisamente a liberdade dos indígenas e empreenderam esforços neste sentido.&lt;br /&gt;A acção de António Vieira como missionário, defensor das minorias, suscitou várias inimizades, nomeadamente dos colonos e outras ordens religiosas do Maranhão que os apoiavam, e que teve o seu apogeu com a sua condenação por opiniões heréticas pelo Tribunal do Santo Ofício (1665/67).&lt;br /&gt;A morte de D. João IV agravou a situação deste homem que perdeu um apoio importantíssimo para as obras que pretendia realizar. Entre outros feitos, D. João IV incrementou a cultura portuguesa, nomeadamente através da criação da Academia Real de História, aspirando dignificar o património literário nacional, se bem que orientado segundo um critério valorizador do absolutismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da sua amnistia, Padre António Vieira partiu para Roma, onde exerceu bastante pressão contra a Inquisição portuguesa junto da Santa Sé. A verdade é que a sua acção exemplar como pregador o ajudou neste seu intento que, embora não bastasse para demolir por completo o Santo Oficio, abalou bastante a credibilidade desta instituição.&lt;br /&gt;Mais tarde, regressou definitivamente à Baía, onde exerceu, até à sua morte, as funções de superior das missões em todo o Brasil e Maranhão.&lt;br /&gt;Nos derradeiros anos da sua vida, dedicou-se ainda à edição das Cartas e dos Sermões, obra que é composta por quinze volumes e nos dá uma visão real e cabal, imbuída de um espírito humanitário e de bom senso, acerca da vida dos indígenas, que desde muito cedo preocupou a mente de um dos nomes mais ilustres do Barroco em Portugal.&lt;br /&gt;Enquanto a estrutura das Cartas se confina a um discurso simples e familiar, a dos Sermões firma-se num exórdio ou introdução, em que o orador expõe o assunto que vai tratar sob a forma de um conceito predicável; numa exposição e confirmação, em que faz o desenvolvimento do pensamento apresentado, usando argumentos e exemplos que validem a sua ideia; e, por fim, numa peroração ou conclusão, em que o pregador faz uma conclusão de modo a deixar clara a sua opinião sobre o exposto, sempre com o intuito de convencer o(s) ouvinte(s) da sua verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Vieira e o Quinto Império&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A mais famosa criação da sua imaginação é a teoria do quinto império do mundo, sob a égide do rei de Portugal, quinto império que seria inaugurado com a segunda vinda de Cristo à Terra e com a chegada do messias dos judeus: «O qual seria D. João IV, a quem estava perfeitamente destinado derrotar definitivamente os Turcos e reconduzir os judeus dispersos no mundo à sua terra de origem, a Palestina.» O ponto de partida desta construção eram as trovas do Bandarra, um sapateiro de Trancoso, contemporâneo de Gil Vicente. Mas já a Crónica do Imperador Clarimundo apontava para uma monarquia universal portuguesa. O quinto império tem a ver com a missão providencial dos Portugueses (equivalente à dos Hebreus no seu tempo):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascer pequeno e morrer grande é chegar a ser homem. Por isso nos deu Deus tão pouca terra para o nascimento e tantas para a sepultura. Para nascer pouca terra, para morrer toda a terra. Para nascer Portugal, para morrer o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina do quinto império, tal como é tratada por Vieira, especialmente na sua obra incompleta História do Futuro, tem um lado prático: obter o regresso a Portugal dos judeus fugidos e seus capitais. As circunstâncias da cultura portuguesa, assim como a situação dos índios no Brasil, foram por ele descritas com saliência e realidade em várias cartas e relatórios.&lt;br /&gt;A imaginação verbal, e o estilo de pensar, com os seus paradoxos, aproximam o Pe. Vieira de Fernando Pessoa; este chamou ao seu mestre «imperador da língua portuguesa».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5355325099983395583?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5355325099983395583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5355325099983395583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5355325099983395583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5355325099983395583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/09/padre-antonio-vieira-e-sua-epoca.html' title='PADRE ANTÓNIO VIEIRA E A SUA ÉPOCA'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SrVKztMj1NI/AAAAAAAAAss/SJw1L7fFwc8/s72-c/id_padre_antonio_vieira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-1186986097708763611</id><published>2009-09-19T22:09:00.002+01:00</published><updated>2010-11-17T17:34:16.387Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>O Barroco</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SrVJ3amaOBI/AAAAAAAAAsk/i2jhw3bZBmQ/s1600-h/leitura.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383290145973352466" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SrVJ3amaOBI/AAAAAAAAAsk/i2jhw3bZBmQ/s320/leitura.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;BARROCO – Século XVII (1580-1756)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A situação económica portuguesa, em fins do século XVI, estava bastante debilitada. O ouro da Mina deixou de surtir o lucro que até então dava; a concorrência na rota do Cabo adensou-se; a prata da Europa Central e Oriental entrou em declínio; e fomos obrigados a abandonar vários presídios - portos marroquinos. Nesta altura, a colonização brasileira, o comércio transatlântico do açúcar, do tabaco, do pau-brasil, o tráfico de negros africanos para a América do Sul e o aumento da exportação de sal constituíam o suporte económico e comercial da burguesia, na sua grande parte, cristãos-novos. Mais tarde, a descoberta do ouro e dos diamantes no Brasil e o incremento das exportações de vinho foram os pilares económicos da Coroa portuguesa, que deixou, por sua vez, a indústria ainda incipiente ao abandono, o que teve como consequência a emigração em massa de artífices e camponeses.&lt;br /&gt;No plano político e social, o desastre de Alcácer-Quibir, em 1578, agravou a miséria e o caos vividos pela sociedade portuguesa da época. Vislumbrava-se, então, a união com a Coroa espanhola, de tal modo que a crise financeira portuguesa fosse ultrapassada. Por outro lado, os fidalgos e cavaleiros portugueses perspectivavam com essa união a sua ascensão social. Contudo, cedo se desiludiram e decepcionaram os nobres, na medida em que a Corte não permanecia muito tempo em Lisboa, menosprezando os interesses daqueles. É por isso mesmo que muitas linhagens fidalgas procuraram encontrar uma solução para as suas crescentes dificuldades económicas na ligação matrimonial com famílias de burgueses; outras, porém, dedicaram-se ao comércio açucareiro, ruralizaram-se, sentindo-se por isso, muitas vezes, frustrados e fracassados.&lt;br /&gt;Simultaneamente, as ordens religiosas multiplicaram as suas instituições e enriqueceram cada vez mais; aliás, o poder da organização eclesiástica sobre a sociedade civil era cada vez maior. O povo vivia na ignorância e no fanatismo religioso, o que convinha de todo à alta nobreza e à burguesia, até porque deste modo se tornava mais fácil a ligação da Coroa portuguesa a Castela, que previa a defesa dos interesses económicos das classes mais privilegiadas.&lt;br /&gt;No entanto, o Estado tornou-se monopolizador, destruiu as minorias e impôs uma disciplina ideológica eficaz contra o patriotismo ou o nacionalismo portugueses.&lt;br /&gt;A burguesia de cristãos-novos dominava, nesta altura, a economia comercial e possuía um certo poder na política e na administração. Contudo, não lhe era possível obter títulos, terras ou ofícios, dado tratar-se de judeus perseguidos pela Inquisição e pelas leis de limpeza de sangue. Daí que muitos destes cristãos-novos emigrassem, uma vez que o Santo Oficio confiscava todos os seus bens.&lt;br /&gt;Com a ajuda dos Jesuítas, a burguesia mercantil começou a interessar a Coroa por questões económicas, mas a verdade é que a descoberta do ouro e dos diamantes no Brasil atrasou, uma vez mais, o desenvolvimento industrial da nação.&lt;br /&gt;Assim, e na ânsia de ascenderem na hierarquia social, ainda que grandes obstáculos tivessem de ultrapassar para poderem ocupar posições dominantes na cultura e na vida pública, os cristãos-novos dedicaram-se afincadamente ao estudo da Língua e da Gramática portuguesas. Nesta altura, multiplicaram-se os compêndios de história nacional, de elogio aos antigos reis portugueses; reeditaram-se sucessivamente Os Lusíadas e as Rimas de Camões, o que denotava uma atitude de resistência ao domínio filipino, pelo enaltecimento dos feitos e valores portugueses. Saliente-se, ainda, que inúmeros artífices e camponeses, descontentes com a situação actual, assim como as preocupações da Companhia de Jesus e a desilusão crescente de uma parte da nobreza, preterida na corte madrilena, contribuíram para a criação de um ambiente de intriga, que rejeitava o estado político de então.&lt;br /&gt;Por esta altura, os valores preconizados pelo Humanismo foram, no fundo, apagados pela censura portuguesa, a par com a censura política do governo espanhol. A fome, os preços elevados e o fisco real provocaram uma latente revolta popular. O povo sentia-se injustiçado e desamparado, dado o abismo existente entre este e as classes mais privilegiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, em que havia uma crise social de valores, nasceu uma literatura de evasão, mais virada para aspectos formais ou conceptuais. O BARROCO surgiu, assim, associado a uma crise política, económica e religiosa. Muitos dos seus temas possuíam um cariz fútil e insignificante, até porque interessava mais a complexidade dos artífices da forma e das ideias. A arte procurava, acima de tudo, suscitar o espanto e a admiração; muitas vezes, o texto era obscuro e incompreensível, o que se devia também, em parte, à repressão cultural instaurada pela Inquisição.&lt;br /&gt;A poesia barroca tinha uma função essencialmente lúdica, pelo que os jogos de palavras, imagens, construções e conceitos, as antíteses, as metáforas, os paradoxos, as hipérboles, etc., abundavam na literatura. Havia, pois, um cumular de efeitos artísticos redundantes e repetitivos.&lt;br /&gt;Os poetas do Barroco mais conceituados faziam parte de um grupo fechado, dependente da alta aristocracia. Aliás, o academismo em que se inseriam era evidente nos textos em que aqueles se elogiavam reciprocamente.&lt;br /&gt;O património poético destes escritores foi compilado em dois cancioneiros – &lt;em&gt;FÉNIX RENASCIDA&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;POSTILHÃO DE APOLO&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Nestes cancioneiros são evidentes várias influências: castelhana, de Luís de Góngora, donde a designação de gongorismo ou cultismo; italiana, de Marino, que deu origem ao estilo poético dito marinismo ou conceptismo; e, ainda, de Camões.&lt;br /&gt;Por cultismo relaciona-se com a forma e a preocupação destes poetas em trabalhá-la de modo excessivo e rebuscado, tornando, muitas vezes, o conteúdo pouco claro. Nota-se um uso exagerado de trocadilhos, analogias e vocábulos fora do comum que acentuam o carácter hermético desta poesia.&lt;br /&gt;O conceptismo entende-se o jogo de ideias ou conceitos, que se serve sobretudo de metáforas, comparações, imagens, entre outros recursos estilísticos, que tornam o conceito obscuro e imperceptível.&lt;br /&gt;Relativamente à temática, a poesia barroca versa sobre a efemeridade da vida, o desengano, o sonho, a aparência da realidade, a dor da ausência da mulher amada, o amor não correspondido, o Homem como pecador e dependente da misericórdia divina, episódios da vida de santos, o ridículo de certas situações quotidianas, entre outros temas, não raro despidos de qualquer interesse afectivo.&lt;br /&gt;No século XVII, a produção literária continuou a ser praticamente dominada pelo clero; e ainda que no Barroco se note uma mundividência aristocrática, a verdade é que surgiu impregnada de influência clerical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barroco define-se essencialmente pelo objectivismo, pela opulência, pelo exibicionismo do poder e da fé. O luxo tornou-se um instrumento eficaz no sentido de impressionar o povo, desiludido e revoltado. Construíram-se igrejas, monumentos e palácios que, pela sumptuosidade da azulejaria e da talha dourada, constituem grandes criações da arte portuguesa deste século.&lt;br /&gt;A tendência literária do Barroco coabitou com o Maneirismo, caracterizado por uma expressão artística mais individual, com maior liberdade de imaginação. Os temas dominantes eram precisamente as naturais limitações do Homem na Terra, a dor e o desengano da vida, a fugacidade do tempo; enfim, toda a frustração e a instabilidade sociais perpassam nesta literatura.&lt;br /&gt;Contudo, a grandeza literária seiscentista residiu precisamente na prosa que visava a propagação e a edificação religiosa. De entre esta literatura encontram-se, nomeadamente, sermões, cartas, hagiografias, tratados moralistas, etc. O Barroco é, aliás, considerado por muitos a Idade de Ouro da prosa, onde se destacam figuras como Manuel Bernardes, Rodrigues Lobo, Frei Luís de Sousa, Frei António Chagas, Padre António Vieira, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Síntese das Características do BARROCO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características Gerais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· busca de nova expressão de vida;&lt;br /&gt;· conflitos: profano/sagrado; Homem/Deus; pecado/perdão; corpo/alma; matéria/espírito;&lt;br /&gt;· procura da grandiosidade harmoniosa;&lt;br /&gt;· a variedade e o movimento na ideia espacial, por oposição à concepção estática e fechada da arte renascentista;&lt;br /&gt;· conjugação da escultura com a arquitectura;&lt;br /&gt;· a paixão e os quadros expressivos e teatrais, com admiráveis combinações de cores;&lt;br /&gt;· a maravilha e o espanto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Características da Literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· continuidade e permanência de alguma temática e estruturas quinhentistas;&lt;br /&gt;· temas fúteis e de reflexão moral, Evasão ou busca da Espiritualidade;&lt;br /&gt;· arquitectura rebuscada, cheia de ornamentos;&lt;br /&gt;· estilo rítmico e movimentado, cheio de cores poéticas (o vermelho dos rubis, da púrpura e das rosas; o verde das esmeraldas ou o azul do mar, do céu e das safiras…);&lt;br /&gt;· a alusão e os subentendidos;&lt;br /&gt;· as metáforas, as hipérboles e as antíteses…&lt;br /&gt;· a poesia como arte da palavra;&lt;br /&gt;· o cultismo e o conceptismo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O ESSENCIAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. &lt;span style="color:#990000;"&gt;O Barroco é uma época de ostentação e riqueza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A exuberância decorativa nas artes plásticas, o excesso de artifício na literatura é um dado por de mais evidente. Todavia, a temática do excesso mascara uma profunda inquietação e uma angustiante insatisfação interiores. É necessário encontrar o que está por detrás da máscara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="color:#990000;"&gt;O Barroco é uma estética do deleite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A fórmula de Horácio "ensinar e deleitar" perdurou e ainda perdura como finalidade da obra de arte. Mas, nesta época, o deleite, o lúdico, destaca-se em relação à catarse (purificação) defendida por Aristóteles como prioritária.&lt;br /&gt;A actividade puramente lúdica "não exprime a vida; distrai da vida. (...) é um jogo que tem no gozo estético toda a sua finalidade" (Hernâni Cidade, A Poesia Cultista e Conceptista).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="color:#990000;"&gt;O Barroco é o predomínio da arte sobre o talento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na época clássica, repetiu-se sem cessar ser necessário o equilíbrio entre o talento do poeta e o seu trabalho, a sua técnica. Recorde-se o que escreveu Camões na Proposição de &lt;em&gt;Os Lusíadas:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;"Cantando espalharei por toda a parte&lt;br /&gt;Se a tanto me ajudar o engenho e a arte”&lt;br /&gt;Agora, dá-se uma ruptura no equilíbrio clássico, destaca-se o predomínio da arte na produção literária. Assiste-se a discursos engenhosos, a jogos com as palavras, a processos artificiosos, a puzzles construídos com paciente labor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="color:#660000;"&gt;O Barroco é uma estética da ilusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não importa reproduzir ou imitar a realidade, mas fingir essa mesma realidade, enganar o observador, produzir ilusão, até porque tudo é ilusão. O recurso de estilo mais adequado a esta finalidade é a metáfora, meio por excelência da transfiguração. Por isso, a metáfora é preferida nas obras teóricas e na prática do discurso. A metáfora impõe-se como “principal forma de expressão de um ideal poético de metamorfose das coisas, de visão transfigurada do mundo; e de deslumbramento do leitor, do convite ao exercício do entendimento para, mergulhado na ilusão, a entreter como tal e se deleitar com os seus jogos” (Maria Lucília Gonçalves Pires, Xadrez de Palavras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="color:#990000;"&gt;O Barroco é uma arte profundamente sensorial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Apela às sensações fruídas na variedade admirável do mundo físico. A intenção é provocar a captura do destinatário, aberto ao deslumbramento, à ostentação e ao deleite. Neste sentido, é uma arte pragmática, pois centra-se na relação entre a obra e o leitor. Este não pode ficar indiferente à maravilha do discurso engenhoso ou à profusão dos elementos decorativos.&lt;br /&gt;Importa referir que o Barroco se realiza sobretudo como a arte da Contra-Reforma. Sendo a arte da persuasão, pôde ser eficaz para a conversão das almas, enlevadas na exaltação da sensibilidade. Em sentido oposto, o Protestantismo, avesso à convivência da fé com o luxo, é hostil e vê no barroco um desvio da Igreja de Deus. É por isso que, sobretudo na arquitectura, se tornou para o catolicismo a principal forma de arte religiosa, pois atrairá mais facilmente os fiéis. "Para isso, o luxo revela-se mais eficaz do que a austeridade. As matérias mais preciosas ou mais deslumbrantes, a generosidade com que são distribuídas, vão impressionar o povo (...); ele terá também os seus palácios; as igrejas. (...) a fachada voltada para a rua, onde a multidão passa, torna-se tão importante como o interior. Pouco importa que a distribuição sumptuosa dos seus elementos não corresponda à estrutura do edifício, a arte visa menos a verdade do que a eficácia" (René Huyghe, L' Art est I' Homme).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;span style="color:#990000;"&gt;A mudança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A mudança, que já fora tema caro dos renascentistas, acentua-se agora, ligada ao desengano da vida. Com efeito, tudo o que é grande, belo e faustoso morre. Por isso, alude-se à beleza efémera das mulheres, à fragilidade e ao nada da vida, a falecimentos, etc. Lateja por toda a poesia um sentimento profundo de melancolia e pessimismo, mascarado pelo artificialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;span style="color:#990000;"&gt;O Barroco é a expressão de profunda crise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Barroco é a expressão da angústia do fugaz e a tentativa para fixar a realidade em permanente fluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. &lt;span style="color:#990000;"&gt;A sátira barroca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A sátira barroca retrata os vícios da sociedade da época de forma muito pormenorizada. Os alvos visados são o baixo comportamento de alguns membros do clero regular, já retratados por Gil Vicente, a mania do francesismo, os amores freiráticos, a vaidade, a dissolução dos costumes, a deslealdade da Corte, as narrações mitológicas e mesmo o próprio estilo cultista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-1186986097708763611?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/1186986097708763611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=1186986097708763611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1186986097708763611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1186986097708763611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/09/o-barroco.html' title='O Barroco'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SrVJ3amaOBI/AAAAAAAAAsk/i2jhw3bZBmQ/s72-c/leitura.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3335876615290212645</id><published>2009-09-12T13:07:00.001+01:00</published><updated>2010-11-17T17:34:16.388Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11ºAno'/><title type='text'>Sermão de Santo António aos Peixes - Padre António Vieira</title><content type='html'>Excerto do programa "Grandes Livros" transmitido na RTP2 sobre a obra do Padre António Vieira, &lt;em&gt;Sermão de Santo António aos Peixes&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=adA2kcMBiFE&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=adA2kcMBiFE&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3335876615290212645?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3335876615290212645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3335876615290212645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3335876615290212645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3335876615290212645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/09/sermao-de-santo-antonio-aos-peixes.html' title='Sermão de Santo António aos Peixes - Padre António Vieira'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-133181601540602970</id><published>2009-06-15T19:05:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.027Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Tópicos de Resposta - Poema de Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SjaOF37r2NI/AAAAAAAAAsY/KOmlJeV-Wow/s1600-h/crayawn.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 169px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347617839113820370" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SjaOF37r2NI/AAAAAAAAAsY/KOmlJeV-Wow/s200/crayawn.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;1. O sujeito poético afirma no primeiro verso que não é cansaço aquilo que sente, reiterando essa afirmação ao longo do poema. No entanto, e talvez um pouco paradoxalmente, refere que a desilusão se lhe “entranha na espécie de pensar”, sublinha a monotonia da vida (“é a mesma coisa variada em cópias iguais”), exprime a angústia perante o mistério e a indefinição que perpassam nesse “falso cansaço”; finalmente aceita que, “porque ouve e vê”, o estado em que se encontra é de cansaço: “Confesso: é cansaço!…” Assim, pode-se afirmar que, progressivamente, o sujeito poético se deixa envolver/dominar por uma letargia, um estado de cansaço e desistência, que o afasta do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;2. Entre o sujeito poético, os outros e o mundo há um distanciamento, decorrente da incapacidade de relação; o único ponto comum é o facto de todos existirem: “É eu estar existindo/ E também o mundo”. Os outros, os “cegos que cantam na rua”, são apenas aqueles que o sujeito poético observa, mas com quem não se relaciona.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;3. O parênteses constitui um momento em que o sujeito poético abandona o tom reflexivo, se volta para o exterior e o vê como um “formidável realejo”. O parênteses é como que um oásis num texto de características claramente negativas, uma vez que é o próprio sujeito poético que lhe confere uma conotação positiva. Simbolicamente, poder-se-ia afirmar que a felicidade só é possível para quem é “cego”, ou seja, para quem não vê a verdadeira realidade do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;4. A primeira estrofe inicia-se com a repetição do advérbio de negação “não” empregue numa frase reticente, o que revela uma certa indefinição. O discurso assume um tom claramente metafórico – (“domingo às avessas/Do sentimento,/Um feriado passado no abismo...”), terminando a estrofe também com uma frase reticente. O conjunto destes recursos expressivos, aliado à repetição anafórica presente nos versos 2 e 4, traduz a tentativa de definir o estado de espírito que domina o sujeito poético.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;5. Este poema integra-se na fase abúlica de Álvaro de Campos, pelo que revela de incapacidade de viver a vida, pelo que transmite de tédio, de uma certa desistência perante o mundo e os outros. Nada motiva o sujeito poético, nada lhe interessa, tudo se resume a um “supremíssimo cansaço”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-133181601540602970?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/133181601540602970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=133181601540602970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/133181601540602970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/133181601540602970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/topicos-de-resposta-poema-de-alvaro-de.html' title='Tópicos de Resposta - Poema de Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SjaOF37r2NI/AAAAAAAAAsY/KOmlJeV-Wow/s72-c/crayawn.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4001010754661761625</id><published>2009-06-15T18:41:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.027Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Tópicos de resposta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SjaLdm6vBeI/AAAAAAAAAsQ/kjHhYzAg86M/s1600-h/feather_pen_md_wht.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 100px; FLOAT: right; HEIGHT: 100px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347614948328408546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SjaLdm6vBeI/AAAAAAAAAsQ/kjHhYzAg86M/s200/feather_pen_md_wht.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Poema - Ocidente - Mensagem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1.1. O sujeito da forma verbal “Desvendámos” é um sujeito plural que exprime o conjunto do povo português, agente das Descobertas marítimas a ocidente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1.2. O sujeito poético afirma que a obra dos Descobrimentos portugueses foi uma aventura conjunta do homem – “o Acto” – e de Deus – “o Destino”. Assim, foi necessário que a mão de Deus erguesse “o facho trémulo e divino”, para que o homem fosse iluminado e pudesse afastar “o véu” que ocultava o desconhecido. Este acto de descoberta foi protagonizado pelo corpo e alma do homem português – “alma a Ciência e corpo a Ousadia” – ou seja, fruto da ciência e da coragem, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2.1. O imperfeito do conjuntivo “Fosse”, semanticamente hipotético, exprime a série de hipóteses inerentes às Descobertas: o Acaso? a Vontade? um Temporal? Mas fosse como fosse, “Desvendámos” com a ajuda divina, sendo Deus a alma e Portugal o corpo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2.2. O recurso às maiúsculas confere autonomia, valor e legitimidade a cada uma das hipóteses levantadas: o “Acaso” é a providência divina, a “Vontade” é a intenção do homem e o “Temporal” representa os caprichos da Natureza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. O poema “Ocidente” integra-se na segunda parte da Mensagem, intitulada “Mar Português”,&lt;br /&gt;que, na estrutura triádica da obra, representa os heróis e os feitos das Descobertas, revelando a dimensão mítica e heróica da conquista do mar – “Possessio Maris” é a expressão latina em epígrafe. Torna-se, assim, lógico que as referências contidas no poema “Ocidente” só possam ser entendidas na lógica da posse do mar, das Descobertas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Excerto de "Felizmente Há Luar!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;1. O excerto apresentado faz parte do Acto II, o acto do antipoder, representado por Matilde, que, neste excerto, denuncia a arbitrariedade do poder e todo o conluio perpetrado para levar à condenação ilegítima de Gomes Freire. O padre e Beresford são as figuras do poder hipócrita e discricionário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;2. O discurso do padre assenta em estereótipos de um falso e demagógico cristianismo que lhe serve de justificação para actos ilícitos. As certezas inabaláveis do poder levam o padre a afirmar “com indubitável certeza” que houve um “louco e detestável projecto de estabelecer um governo revolucionário” (atente-se na dupla adjectivação de conotação negativa). As ideias maquiavélicas, segundo as quais os meios justificam os fins – “(...) todo o bem nos vem de Deus, sejam quais forem os meios de que para isso se sirva” –, adulteram a essência do espírito cristão, não sendo consonantes com uma figura da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;3. Matilde reage de forma indignada, perplexa e exaltada: ela não consegue conceber uma condenação sem julgamento e, muito menos, a existência de um Deus feito à semelhança “daqueles” homens que desvirtuam a Sua verdadeira imagem. Para Matilde, o verdadeiro Deus é outro, é Aquele a quem ela suplica a vida do seu homem, oferecendo a sua em troca, e pedindo-lhe uma morte digna.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;4. Pelo exposto na resposta anterior, o discurso de Matilde encerra grande emotividade. A exclamação inicial, juntamente com a série de perguntas retóricas, exprime a indignação e a dor de Matilde, no seu discurso vincadamente apelativo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;5. Beresford revela-se em toda a peça um homem cínico e calculista. Neste excerto, essas facetas estão bem presentes quando a personagem se refere às vantagens que pode obter com a morte de um homem. Este calculismo frio e maquiavélico leva-o a encerrar o seu discurso com a tirada “Não há mais nada a considerar, minha senhora”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4001010754661761625?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4001010754661761625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4001010754661761625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4001010754661761625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4001010754661761625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/topicos-de-resposta.html' title='Tópicos de resposta'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SjaLdm6vBeI/AAAAAAAAAsQ/kjHhYzAg86M/s72-c/feather_pen_md_wht.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2969372340495211666</id><published>2009-06-09T22:07:00.004+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.027Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Excerto de Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si7QNi0DXWI/AAAAAAAAAsI/hSxHS4skCJc/s1600-h/Felizmente+h%C3%A1+luar.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345438738837364066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si7QNi0DXWI/AAAAAAAAAsI/hSxHS4skCJc/s200/Felizmente+h%C3%A1+luar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Depois de leres atentamente o texto que se segue, responde de forma correcta e precisa às questões apresentadas. (pg.98-100)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;PADRE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;em&gt;(Lendo um papel)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ordem dos principais da Patriarcal de Lisboa para acções de graças pela descoberta da conjuração Nos Primarii Presbiteri, Et Diaconi Sanctae Lisbonensis Ecclesiae Principales Sede Patriarchali Vacante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Tendo chegado ao nosso conhecimento, com indubitável certeza, que houve insensatos tão temerários e atrevidos que ousaram formar o louco e detestável projecto de estabelecer um governo revolucionário e conhecendo que todo o bem nos vem de Deus, sejam quais forem os meios de que para isso se sirva, claro fica que a Ele devemos dirigir as nossas acções de graças. E por isso havemos por bem ordenar:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Entram mais populares que se colocam entre Matilde de Melo e Beresford, escondendo este último)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Que no dia domingo, em todas as paróquias deste Patriarcado e igrejas dos Conventos Regulares, se cante, ou reze donde se não pode cantar, depois da hora de Noa, a missa votiva de Nossa Senhora, pro Gratiorum Actione, ajuntando-lhe, no fim, o hino Te Deum Laudamus com o Santíssimo Sacramento exposto; dizendo-se, igualmente, neste dia, em todas as missas, a oração pro Gratiorum Actione.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;MATILDE&lt;br /&gt;Mas eles ainda não foram julgados! Que espécie de Deus é o vosso que condena antes de ouvir? Que gente sois, senhores, que Reino é este em que tive a triste sorte de nascer?&lt;br /&gt;Sr. Marechal: quanto vale, para vós, a vida dum homem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;(O padre, sempre seguido do sacristão tocando uma campainha, afasta-se e sai pela esquerda, enquanto os populares se sentam em círculo no chão e começam a comer. Beresford responde, já de fora do palco.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;BERESFORD&lt;br /&gt;De que homem, minha senhora?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;MATILDE&lt;br /&gt;De qualquer homem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;BERESFORD&lt;br /&gt;Depende do seu peso, da sua influência, das vantagens ou dos inconvenientes que, para mim, resultem da sua morte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;MATILDE&lt;br /&gt;E nada mais?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;BERESFORD&lt;br /&gt;Não há mais nada a considerar, minha senhora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Luís de Sttau Monteiro, Felizmente Há Luar!, Areal Ed.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;1. Situa o excerto na globalidade da obra a que pertence e refere a sua funcionalidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;2. Indica de que forma o discurso do padre é revelador de ideias maquiavélicas demagógicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;3. Explica a reacção de Matilde ao anúncio proferido pelo padre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;4. Atenta na primeira fala de Matilde e caracteriza a linguagem como elemento denunciador da emotividade da personagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;5. Indica os traços do carácter de Beresford a partir da sua resposta a Matilde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2969372340495211666?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2969372340495211666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2969372340495211666' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2969372340495211666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2969372340495211666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/excerto-de-felizmente-ha-luar.html' title='Excerto de Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si7QNi0DXWI/AAAAAAAAAsI/hSxHS4skCJc/s72-c/Felizmente+h%C3%A1+luar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-9026125282238538721</id><published>2009-06-09T22:03:00.002+01:00</published><updated>2010-11-18T15:52:44.232Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema de "Mensagem"</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #003300;"&gt;Ocidente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333300;"&gt;Com duas mãos – o Acto e o Destino –&lt;br /&gt;Desvendámos. No mesmo gesto, ao céu&lt;br /&gt;Uma ergue o facho trémulo e divino&lt;br /&gt;E a outra afasta o véu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333300;"&gt;Fosse a hora que haver ou a que havia&lt;br /&gt;A mão que ao Ocidente o véu rasgou,&lt;br /&gt;Foi alma a Ciência e corpo a Ousadia&lt;br /&gt;Da mão que desvendou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #333300;"&gt;Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal&lt;br /&gt;A mão que ergueu o facho que luziu,&lt;br /&gt;Foi Deus a alma e o corpo Portugal&lt;br /&gt;Da mão que o conduziu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa, &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;1. “Desvendámos.” (v. 2)&lt;br /&gt;1.1. Identifica o sujeito da acção enunciada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;1.2. Refere de que modo o sujeito da acção cumpriu o seu objectivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;2. Atenta no primeiro verso da segunda e terceira quadras.&lt;br /&gt;2.1. Indica o valor semântico da forma verbal “Fosse”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;2.2. Explica o emprego das maiúsculas na enumeração do verso 9.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #000066;"&gt;3. Integra este poema na estrutura da &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt;, justificando devidamente a tua resposta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-9026125282238538721?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/9026125282238538721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=9026125282238538721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/9026125282238538721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/9026125282238538721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/poema-de-mensagem.html' title='Poema de &quot;Mensagem&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6902552851860024349</id><published>2009-06-09T22:00:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.028Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema de Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si7N7ujwjOI/AAAAAAAAAsA/yIpURpmCLfA/s1600-h/DB1_Margarido.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 164px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345436233729346786" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si7N7ujwjOI/AAAAAAAAAsA/yIpURpmCLfA/s200/DB1_Margarido.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Depois de leres atentamente o texto que se segue, responde de forma correcta e precisa às questões apresentadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é cansaço...&lt;br /&gt;É uma quantidade de desilusão&lt;br /&gt;Que se me entranha na espécie de pensar,&lt;br /&gt;É um domingo às avessas&lt;br /&gt;Do sentimento,&lt;br /&gt;Um feriado passado no abismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, cansaço não é...&lt;br /&gt;É eu estar existindo&lt;br /&gt;E também o mundo,&lt;br /&gt;Com tudo aquilo que contém,&lt;br /&gt;Com tudo aquilo que nele se desdobra&lt;br /&gt;E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Cansaço porquê?&lt;br /&gt;É uma sensação abstracta&lt;br /&gt;Da vida concreta –&lt;br /&gt;Qualquer coisa como um grito&lt;br /&gt;Por dar,&lt;br /&gt;Qualquer coisa como uma angústia&lt;br /&gt;Por sofrer,&lt;br /&gt;Ou por sofrer completamente,&lt;br /&gt;Ou por sofrer como...&lt;br /&gt;Sim, ou por sofrer como...&lt;br /&gt;Isso mesmo, como...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quê?...&lt;br /&gt;Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ai, cegos que cantam na rua,&lt;br /&gt;Que formidável realejo&lt;br /&gt;Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque oiço, vejo.&lt;br /&gt;Confesso: é cansaço!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos, in Poesias, Ed. Ática&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. Caracteriza, apoiando-te em expressões textuais, a evolução do percurso emocional do sujeito poético ao longo do poema.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Explicita o tipo de relação que se estabelece entre o sujeito poético, os outros e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. Refere uma interpretação simbólica possível para o conteúdo do parênteses.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Indica os recursos expressivos presentes na primeira estrofe e comenta a pertinência do seu emprego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5. Integra este poema numa das fases poéticas de Álvaro de Campos, justificando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6902552851860024349?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6902552851860024349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6902552851860024349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6902552851860024349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6902552851860024349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/poema-de-alvaro-de-campos.html' title='Poema de Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si7N7ujwjOI/AAAAAAAAAsA/yIpURpmCLfA/s72-c/DB1_Margarido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6962536911662757114</id><published>2009-06-08T19:44:00.003+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.028Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Exercícios - pergunta B</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si1esAwPDqI/AAAAAAAAAr4/iK6q-FCUcjQ/s1600-h/CAEIRO.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345032442968215202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si1esAwPDqI/AAAAAAAAAr4/iK6q-FCUcjQ/s200/CAEIRO.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;“ A &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt; é toda ela um acto de paixão pela pátria, que a confunde com a aspiração de um povo, a passar além de si e dar ao mundo novos mundos que só a inteligência poétic&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si1c2bTPAYI/AAAAAAAAArw/yswqZy9U8DM/s1600-h/feather_pen_md_wht.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 100px; FLOAT: right; HEIGHT: 100px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345030422869770626" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si1c2bTPAYI/AAAAAAAAArw/yswqZy9U8DM/s320/feather_pen_md_wht.gif" /&gt;&lt;/a&gt;a pode achar.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Silvina Rodrigues Lopes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Comente o excerto transcrito, num texto expositivo-argumentativo de 80 a 120 palavras, tendo em conta o estudo realizado do poema pessoano, não se esquecendo de referir alguns poemas que consolidem a sua resposta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si1c2bTPAYI/AAAAAAAAArw/yswqZy9U8DM/s1600-h/feather_pen_md_wht.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Com base nos conhecimentos que possui da obra camoniana &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;, redija, para cada um dos seguintes tópicos, um parágrafo, com um mínimo de 40 palavras, que pudesse ser inserido num sítio da Internet:&lt;br /&gt;- a mitificação do herói;&lt;br /&gt;- o desalento do Poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Na carta a Adolfo Casais Monteiro, Pessoa afirma, referindo-se a Caeiro: "… aparecera em mim o meu Mestre."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Num texto com 80 a 120 palavras, aprecie esta afirmação, apoiando-se em poemas de Caeiro que a possam justificar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Na carta a Adolfo Casais Monteiro, Pessoa refere "E assim fiz o Opiário, em que tentei dar todas as tendências latentes do Álvaro de Campos, conforme haviam de ser depois reveladas, mas sem haver qualquer traço de contacto com o seu mestre Caeiro".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Fazendo apelo à sua experiência de leitura, apresente os "ensinamentos" do mestre Caeiro aos seus "discípulos" Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Desenvolva a sua reflexão num texto bem estruturado, de 80 a 120 palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;O que há em mim é sobretudo cansaço -&lt;br /&gt;Não disto nem daquilo,&lt;br /&gt;Nem sequer de tudo ou de nada -&lt;br /&gt;Cansaço assim mesmo, ele mesmo,&lt;br /&gt;Cansaço.&lt;br /&gt;(Álvaro de Campos)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Partindo da sua experiência de leitura, identifique o traço de poesia deste heterónimo de Fernando Pessoa a que atribui maior importância. Fundamente a sua resposta, aludindo a poemas lidos, num texto bem estruturado, com cerca de 80 a 120 palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Partindo da afirmação transcrita, elabore um texto expositivo-argumentativo de 80 a 120 palavras em que refira os aspectos fundamentais, a nível temático, da poética de Ricardo Reis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;“Reis procura simplesmente aderir ao momento presente, gozá-lo, sem nada pedir.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Tendo em conta o estudo que fez da poesia de Ricardo Reis, comente e fundamente, num texto com cerca de 80 a 120 palavras, a afirmação que se segue:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ricardo Reis é considerado um homem lúcido e cauteloso, que tenta construir uma felicidade relativa, um misto de resignação e de moderado gozo que não compromete a sua liberdade interior.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6962536911662757114?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6962536911662757114/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6962536911662757114' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6962536911662757114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6962536911662757114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/exercicios-pergunta-b.html' title='Exercícios - pergunta B'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Si1esAwPDqI/AAAAAAAAAr4/iK6q-FCUcjQ/s72-c/CAEIRO.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7005085894409848361</id><published>2009-06-02T21:41:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.028Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Para Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOsqkHLqI/AAAAAAAAAro/IukT-DIJ2Ho/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_01.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342833430936104610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOsqkHLqI/AAAAAAAAAro/IukT-DIJ2Ho/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOsYRZO7I/AAAAAAAAArg/B4woEdYhqbc/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_02.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342833426025757618" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOsYRZO7I/AAAAAAAAArg/B4woEdYhqbc/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7005085894409848361?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7005085894409848361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7005085894409848361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7005085894409848361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7005085894409848361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/para-compreender-mensagem-fernando.html' title='Para Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOsqkHLqI/AAAAAAAAAro/IukT-DIJ2Ho/s72-c/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7622858012027759319</id><published>2009-06-02T21:38:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.028Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOFLYt6ZI/AAAAAAAAArY/hpRLeMqVbX0/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_03.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832752551913874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOFLYt6ZI/AAAAAAAAArY/hpRLeMqVbX0/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOE7oAq9I/AAAAAAAAArQ/jcfu5rMgYB0/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_04.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832748321090514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOE7oAq9I/AAAAAAAAArQ/jcfu5rMgYB0/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOEx9T1lI/AAAAAAAAArI/0UNtRQqDfb0/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_05.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832745726072402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOEx9T1lI/AAAAAAAAArI/0UNtRQqDfb0/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_05.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOEjScxmI/AAAAAAAAArA/QpwmjpwoCVw/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_06.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832741788206690" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOEjScxmI/AAAAAAAAArA/QpwmjpwoCVw/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_06.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7622858012027759319?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7622858012027759319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7622858012027759319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7622858012027759319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7622858012027759319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/compreender-mensagem-fernando-pessoa_8213.html' title='Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWOFLYt6ZI/AAAAAAAAArY/hpRLeMqVbX0/s72-c/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7852157594899363368</id><published>2009-06-02T21:36:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.029Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNleVsbdI/AAAAAAAAAq4/T8BpJL1Lgw0/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_07.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832207883693522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNleVsbdI/AAAAAAAAAq4/T8BpJL1Lgw0/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_07.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNlJwnz5I/AAAAAAAAAqw/AzwyklD4lJI/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_08.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832202359492498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNlJwnz5I/AAAAAAAAAqw/AzwyklD4lJI/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_08.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNkyAPVBI/AAAAAAAAAqo/il-3-nDJgxY/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_09.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832195982545938" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNkyAPVBI/AAAAAAAAAqo/il-3-nDJgxY/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_09.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNk7s3_7I/AAAAAAAAAqg/gwGXkGK5prk/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_10.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342832198585679794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNk7s3_7I/AAAAAAAAAqg/gwGXkGK5prk/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7852157594899363368?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7852157594899363368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7852157594899363368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7852157594899363368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7852157594899363368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/compreender-mensagem-fernando-pessoa_02.html' title='Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNleVsbdI/AAAAAAAAAq4/T8BpJL1Lgw0/s72-c/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-1129254149934193215</id><published>2009-06-02T21:34:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.029Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNJBxZ0MI/AAAAAAAAAqY/JlHNM41PfUU/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_11.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342831719178948802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNJBxZ0MI/AAAAAAAAAqY/JlHNM41PfUU/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNI4IgGfI/AAAAAAAAAqQ/jKBQo40jpN0/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_12.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342831716591475186" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNI4IgGfI/AAAAAAAAAqQ/jKBQo40jpN0/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_12.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNIpd4JzI/AAAAAAAAAqI/31u5P0EBpXI/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_13.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342831712654599986" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNIpd4JzI/AAAAAAAAAqI/31u5P0EBpXI/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_13.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNIkv-g1I/AAAAAAAAAqA/HI3OBOeccDY/s1600-h/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_14.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342831711388336978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNIkv-g1I/AAAAAAAAAqA/HI3OBOeccDY/s320/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-1129254149934193215?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/1129254149934193215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=1129254149934193215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1129254149934193215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1129254149934193215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/compreender-mensagem-fernando-pessoa.html' title='Compreender A Mensagem - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWNJBxZ0MI/AAAAAAAAAqY/JlHNM41PfUU/s72-c/Mensagem+-+An%C3%A1lise+de+Poemas_Page_11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7868122180792029727</id><published>2009-06-02T20:41:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:38:21.029Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema "Quinto Império" de Mensagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWAyTIsw7I/AAAAAAAAAp4/Jwn2uQHxLoI/s1600-h/An%C3%A1lise+estil%C3%ADstica+do+poema+Quinto+Imp%C3%A9rio_Page_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342818134563537842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWAyTIsw7I/AAAAAAAAAp4/Jwn2uQHxLoI/s320/An%C3%A1lise+estil%C3%ADstica+do+poema+Quinto+Imp%C3%A9rio_Page_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWAyPudLJI/AAAAAAAAApw/0a5dvB9pJzM/s1600-h/An%C3%A1lise+estil%C3%ADstica+do+poema+Quinto+Imp%C3%A9rio_Page_2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342818133648157842" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWAyPudLJI/AAAAAAAAApw/0a5dvB9pJzM/s320/An%C3%A1lise+estil%C3%ADstica+do+poema+Quinto+Imp%C3%A9rio_Page_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7868122180792029727?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7868122180792029727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7868122180792029727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7868122180792029727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7868122180792029727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/06/poema-quinto-imperio-de-mensagem.html' title='Poema &quot;Quinto Império&quot; de Mensagem'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SiWAyTIsw7I/AAAAAAAAAp4/Jwn2uQHxLoI/s72-c/An%C3%A1lise+estil%C3%ADstica+do+poema+Quinto+Imp%C3%A9rio_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5095649055689485440</id><published>2009-05-25T17:08:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.333Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Os Símbolos em "Mensagem"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShrDbIE4H3I/AAAAAAAAAoo/Xw7mTWXcaBE/s1600-h/message.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339795178992967538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShrDbIE4H3I/AAAAAAAAAoo/Xw7mTWXcaBE/s320/message.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O próprio poeta afirmou que a sua obra se encontrava repleta de símbolos que contribuem para a sua significação. Enunciam-se aqueles que perpassam os 44 poemas que constituem a Mensagem e que assumem um espaço privilegiado, quer pela sua recorrência, quer pela carga simbólica que detêm.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O Mar&lt;br /&gt;É evidente que o mar foi o espaço físico efectivamente percorrido pelos portugueses, que desbravaram a sua imensidão, superando as crenças da época e descobrindo novas realidades.&lt;br /&gt;Contudo, este espaço adquire um significado simbólico na obra. Ou seja, o que está em causa não é este elemento material, mas o que ele representa, ao nível da conquista humana em direcção ao Conhecimento.&lt;br /&gt;Com efeito, o mar aponta para um dinamismo próprio - o das transformações. Pelo movimento das suas águas, ele possibilita a imagem da transitoriedade, indiciando realidades distintas. Então, o vaivém das águas conduz à imagem da vida e da morte (pela visualização da partida e da chegada das ondas). O mar é, pois, um espaço iniciático, isto é, trata-se do local onde o ser humano iniciou o seu percurso, visando obter uma transformação, quer no seu próprio interior, quer ao nível das experiências, entretanto adquiridas e que lhe proporcionaram atingir uma outra dimensão na escala da sabedoria humana. O mar contém, por outro lado, o reflexo do céu - e, para Pessoa, espelha-se nele a vontade divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Ondas&lt;br /&gt;As ondas ligam-se metonimicamente ao mar, mas representam, sobretudo, a passividade, a inércia, uma vez que são arrastadas por uma força que está para além delas. É nesta perspectiva que, na obra Mensagem, elas aparecem como projecção do inconsciente humano, que pode, igualmente, ser desperto por uma força superior e cuja natureza ultrapassa a sua condição.&lt;br /&gt;As ondas são, assim, como uma espécie de espaço-matriz onde as situações se podem desenvolver, iniciando novos processos e novas fases da existência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terra&lt;br /&gt;A Terra aparece como uma projecção do céu e representa o seu princípio passivo, isto é, funciona como receptáculo da vontade de Deus (a sua simbologia é, neste sentido, semelhante à das ondas). Mas a Terra é também um espaço de recompensa; é o porto que espera os portugueses, após um longo período de viagem marítima. E a sua dimensão, enquanto símbolo materno, surge nesta perspectiva - o regresso à terra é o regresso ao elemento natural e natal do ser humano. Alargando esta ideia, Pessoa revela, na sua obra, a ideia de uma Terra que concentra os valores simbólicos - trata-se da efectivação de um mundo onde Terra e Céu sejam, de facto, espelhos um do outro, numa perspectiva bidireccional, pois a Terra seria, após a purificação humana e a instauração da fraternidade universal, uma imagem do paraíso mítico, que perpassa em inúmeras produções literárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ilha&lt;br /&gt;Metonimicamente associada à terra, a ilha concentra, porém, de forma enfática, alguns dos seus aspectos simbólicos.&lt;br /&gt;Pelo seu difícil acesso, ela representa um centro espiritual e primordial. Com efeito, é necessário sabedoria e passar por algumas provações (é o caso dos navegadores portugueses) para a alcançar. Local paradisíaco, onde impera a paz, ela situa-se no domínio do sagrado, longe das massas profanas. Surge, de igual forma, como uma recompensa, como uma conquista, como um prémio merecido, após as tormentas. A ilha significa a promessa de felicidade na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Campo&lt;br /&gt;"Os Campos" é o título atribuído por Fernando Pessoa à primeira parte dos poemas incluídos em "Brasão", que se intitulam, respectivamente, "O dos Castelos" e "O das Quinas". Este espaço adquire aqui a mesma simbologia da terra, enquanto princípio passivo, que permite a acção. Encontramos igualmente, neste contexto, a ligação do campo à dominante feminina, ou seja, trata-se de um espaço de vida, associado à fecundidade e ao alimento - a obra realizada pelo povo português é, também, sinónimo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Quinas&lt;br /&gt;As quinas são o símbolo das chagas de Cristo, o Deus feito homem, o Filho eleito para, apesar da sua componente material, a carne, significar a diferença, pelo cumprimento da vontade divina. Cristo é a imagem do sofrimento, para atingir a redenção dos pecados humanos, isto é, é Aquele que eleva o seu lado espiritual a uma dimensão que supera a condição humana, lutando por um Destino que se situa para além da compreensão dos homens e dos seus desejos vãos. No terceiro bloco da primeira parte, intitulado "As Quinas", encontramos os poemas "D. Duarte, Rei de Portugal", "D. Fernando, Infante de Portugal", "D. Pedro, Regente de Portugal", "D. João, Infante de Portugal" e "D. Sebastião, Rei de Portugal". Todas estas figuras históricas são apresentadas como seres cumpridores de um desejo de Deus, realizado através das suas próprias vidas. Elas unificam a "febre do Além" e são parcelas da essência divina depositada na alma humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Castelo&lt;br /&gt;"O dos Castelos" é o título do primeiro poema da obra Mensagem, incluído no primeiro bloco, com a designação "Os Campos" e "Os Castelos" é o título do segundo bloco de poemas incluídos nesta primeira parte. A simbologia do castelo prende-se com a da casa, refúgio onde se realizam os desejos humanos. Pela protecção que oferecem e por se situarem num local elevado, são um espaço de intimidade e de espiritualidade. Ligam-se, por este facto, à transcendência (Jerusalém celeste, cidade da Perfeição, é representada por alguns pintores como um castelo, no cimo de uma montanha). Nesta obra, o castelo remete, igualmente, para a própria fundação da nacionalidade (ligando-se ao símbolo do brasão). Assim, as figuras históricas portuguesas têm um papel importante, não só ao nível da construção do país, como em relação à construção de uma obra divina, cujos indícios são dados aos homens através da acção dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Timbre&lt;br /&gt;"O Timbre" é o título do quinto bloco de poemas que constitui a primeira parte da obra e que refere o Infante D. Henrique, D. João II e Afonso de Albuquerque.&lt;br /&gt;Este elemento é o símbolo do poder e da posse legítima. Liga-se também à ideia de segredo. O timbre é, pois, um sinal, uma marca, dada por Deus, que assegura ao ser humano a ascensão a mundos superiores, através do conhecimento (o Infante D. Henrique surge como um ser marcado por esse destino superior - ele" Tem aos pés o mar e as mortas eras" e é" O único imperador que tem deveras l O globo mundo em sua mão"). O poder é aquilo que une o ser humano a Deus, porque esse poder é um reflexo da vontade divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grifo&lt;br /&gt;Nos três poemas que constituem o final da primeira parte da obra, "Brasão", podemos ler os seguintes títulos: "A Cabeça do Grypho/O Infante D. Henrique", "Uma Asa do Grypho/D. João, o Segundo", "A Outra Asa do Grypho/Afonso de Albuquerque" .&lt;br /&gt;O grifo é um animal mítico com bico e asas de águia e corpo de leão.&lt;br /&gt;Assim, ele simboliza a união de duas naturezas: a humana e a divina. Pela sua forma de leão, liga-se à terra; pelas suas características de águia e pelo seu poder de ascensão, remete para o céu. É neste sentido que este animal se associa à própria natureza de Cristo, que também apresenta esta dupla união com a terra e o céu. A sua simbologia aponta para a construção de uma obra de carácter divino realizada pelos humanos. O Infante O. Henrique simboliza a sabedoria que permite a criação (ele é a cabeça do grifo); D. João II e Afonso de Albuquerque (as asas do grifo) significam a conquista de um estádio além-humano, pela sua dimensão espiritual e pelo conhecimento de que são detentores. As asas traduzem uma dissociação em relação ao elemento terrestre e a união à força e inteligência puras, enquanto emanações divinas.&lt;br /&gt;O grifo é, aqui, o símbolo da condição de herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nau&lt;br /&gt;A nau simboliza a viagem interior, as provações, o caminho a percorrer em, direcção ao heroísmo. Está ligada à iniciação, que pressupõe a morte, para se dar lugar a um novo ser. Com efeito, o indivíduo inicia uma nova fase da sua existência, na qual procura uma comunhão com o sagrado. Na obra Mensagem, as naus portuguesas conduziram à aquisição do conhecimento de novos mundos e de novas gentes, elevando os navegadores à condição de heróis. É esse estádio que Fernando Pessoa deseja para os portugueses do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Noite&lt;br /&gt;"Noite" é o título do primeiro poema incluído no bloco "Os Tempos" (na terceira parte da obra). A noite é o símbolo da morte, da ausência de manifestações. Na obra em causa, simboliza o tempo em que o poeta viveu, o século XX, um tempo de inércia, caótico, ao qual deverá suceder-se a luz, ou seja, a vida. A noite implica a hipótese de renascimento, a reconquista de um espaço espiritual perdido, a hipótese de acção dos portugueses, depois de um período de inacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã&lt;br /&gt;A simbologia da manhã encontra-se no penúltimo poema da Mensagem, no poema intitulado "Antemanhã". Neste texto, é o Mostrengo que interpela os portugueses, no sentido de os fazer acordar do seu sono letárgico, de modo a poderem reconquistar a glória perdida. Este período do dia significa a harmonia entre os seres humanos. É um tempo de luz, de vida, de promessa e de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nevoeiro (O Encoberto)&lt;br /&gt;A simbologia do Encoberto (D. Sebastião) liga-se à do nevoeiro (aliás, o título do último poema da obra Mensagem). A este associa-se a indefinição, a indiferenciação das formas e, simultaneamente, a hipótese de revelação de novas realidades. É esta promessa de uma nova existência que determina o valor simbólico do nevoeiro, associado à esperança e à regeneração.&lt;br /&gt;D. Sebastião é o Encoberto, cujo carácter messiânico perpassa através de toda a obra - ele é visto como o Messias, isto é, como aquele que irá salvar Portugal, restituindo-lhe as glórias do passado, assim como a capacidade de realizar, na Terra, aquilo que Deus representa enquanto força criadora, reunificando o Homem e Deus num só núcleo de significação existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Graal&lt;br /&gt;De origem celta e anterior ao cristianismo, o Graal simboliza o dom da vida e a espiritualidade. Na literatura medieval, aparece igualmente associado a Cristo, que morreu para salvar a humanidade e cuja representação é o cálice utilizado na celebração da santa eucaristia, em que o vinho simboliza o sangue derramado por Cristo, para salvação dos pecados humanos. A demanda do Santo Graal, por outro lado, exigia pureza e persistência da parte daquele que a empreendia. Esta procura corresponde, fundamentalmente, a um amadurecimento interior progressivo, com vista à obtenção de um estado de perfeição cada vez maior, pois só a transformação do ser humano material num ser espiritual lhe poderá proporcionar a visão do cálice sagrado.&lt;br /&gt;É de salientar, de igual modo, que a obra termina com as palavras" Valete, Fratres" (saúde, irmãos), que inaugura uma época de Esperança, de Humildade e de Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A SIMBOLOGIA DOS NÚMEROS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O conjunto de poemas que constituem a obra Mensagem agrupa-se em blocos mais restritos a que correspondem os números: 2, 7, 5, 1, 3 e 12, num total de 44 poemas. Fernando Pessoa tinha consciência desta divisão e deu-lhe uma significação própria, que não se dissocia do sentido dos seus poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número um&lt;br /&gt;O número um simboliza o Ser, por excelência, a Revelação. Ele concentra, igualmente, a ideia harmónica entre o consciente e o inconsciente, realizando a união dos contrários, pelo que se liga à Perfeição. Os pólos opostos unem-se numa totalidade que os concilia e da qual resulta uma energia que dá ao humano a comunhão com o transcendente. "Nuno Álvares Pereira", o único poema que Pessoa inseriu sob o título "A Coroa", representa, assim, a unidade, por excelência, o centro onde coexistem as forças antitéticas, de uma forma harmónica, o que lhe confere, pela realização da união dos contrários (à semelhança do andrógino), uma dimensão sobre-humana. Lembremos que, ao nível histórico, Nuno Álvares Pereira se destacou pelo combate aos castelhanos na Batalha dos Atoleiros, em 1384. O seu patriotismo valeu-lhe a nomeação de "Condestável do Reino", atribuída por D. João I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número dois&lt;br /&gt;Símbolo da divisão (o criador, o ente criado), o número dois pressupõe a dualidade, seja ela expressão de contrários ou de complementaridade. O dois resume o paradoxo da existência: a vida e a morte. Nesta obra, o número dois prende-se, essencialmente, com os princípios antagónicos passivo e activo. Assim, os dois poemas que se inserem em "Os Campos", "O dos Castelos" e "O das Quinas" apontam neste sentido. No primeiro poema, Portugal aparece como um campo pronto a ser fecundado (o seu rosto é fitado) e no segundo, Cristo, símbolo do sofrimento e da tormenta, é o exemplo das provações a passar, para se chegar ao princípio activo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número três&lt;br /&gt;O número três remete para a união entre Deus, o Universo e o Homem, pelo que é um número que representa a Totalidade.&lt;br /&gt;Aparece também ligado a Cristo, cuja figura concentra três vertentes: a de rei, a de padre e a de profeta. Na obra Mensagem, este número corresponde ao conjunto de poemas intitulados "Timbre": "A Cabeça do Grypho/O Infante D. Henrique", "Uma Asa do Grypho/D. João II" e "A outra asa do Grypho/Afonso de Albuquerque" - estas personagens míticas cumprem o arquétipo do rei e do padre, pelo seu Poder e pela sua Espiritualidade; o outro conjunto de poemas, "O Bandarra", "António Vieira" e "Terceiro", agrupados no título "Os Avisos", cumprem a função profética do anúncio do Quinto Império (sendo o "Terceiro" o próprio poeta). Estas personagens históricas aliam, como Cristo, pelas suas características, as dimensões humana e divina.&lt;br /&gt;Por outro lado, o número três sugere ainda as fases da existência: nascimento, crescimento e morte. Ora, sabemos que a Mensagem se liga, simbolicamente, ao ciclo da vida: Brasão (a primeira parte) conota o nascimento da Nação, Mar Português (a segunda parte) evidencia o seu crescimento e o seu momento áureo histórico e O Encoberto (a terceira parte) preconiza a morte, à qual se seguiria o Renascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número cinco&lt;br /&gt;O número cinco é o número da Ordem, do Equilíbrio e da Harmonia. Significa, igualmente, a Perfeição. Ele aparece em três conjuntos de poemas, cujos títulos são, respectivamente, "As Quinas", "Os Símbolos" e "Os Tempos". "As Quinas" simbolizam as cinco chagas de Cristo, ou seja, o seu sofrimento para a salvação da Humanidade - são, assim, engrandecidas, pelo seu conteúdo mítico, as figuras de D. Duarte, D. Fernando, D. Pedro, D. João e D. Sebastião. "Os Símbolos" incluem cinco poemas em que os valores simbólicos unificantes, nesta obra, assumem maior relevo. Finalmente, em "Os Tempos" anuncia-se já o "terminus" de um ciclo e incita-se ao início de outro, que instaurará a Ordem, a partir do Caos, que é o momento presente. Esse outro tempo será um tempo de harmonia, em que o Homem conhecerá a sua dimensão divina, num reino Espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número sete&lt;br /&gt;O número sete corresponde a um período temporal unificante, a semana, que tem sete dias. Ele representa, igualmente, a totalidade das energias, após a completude de um ciclo. "Os Castelos" são compostos por uma série de sete poemas, cujos títulos são os de personagens históricas (à excepção de Ulysses, figura lendária, fundador de Lisboa). Este número liga-se aqui à renovação de um ciclo que se inicia com os filhos de D. Filipa de Lencastre e termina com D. Sebastião. O sete é igualmente um número mágico, associado ao Poder e ao acto de Criação. O sétimo dia que, segundo a Bíblia, foi aquele em que Deus descansou, depois de ter criado o Mundo, aponta para a relação estreita entre Deus e o Homem, a sua obra - na Mensagem, essa indissociação entre os elementos divino e humano é explicitada pelos nomes que constituem o conjunto de poemas intitulado "As Quinas", que confere uma sequência simbólica ao grupo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Número doze&lt;br /&gt;O número doze remete também para uma unidade - um ano tem doze meses. Este número é o da cidade santa, situada no Céu, a Jerusalém Celeste, que terá doze portas e na qual terão lugar os doze apóstolos. Os doze apóstolos significam a eleição de um novo povo e preconizam outra forma de estar no Universo: aquela que se baseia na fidelidade a Cristo. O número doze é, assim, o símbolo das mutações operadas no interior do ser humano e da perpétua evolução do Universo. O número doze marca, então, o final de um ciclo involutivo, ao qual se sucede a morte, que dá lugar ao renascimento. Na obra Mensagem, a segunda parte ("Mar Português") é composta por doze poemas. Como vimos, pela simbologia que compreende, ela encerra as referências míticas ao período áureo da História nacional (que fecha um ciclo) ao qual se seguiram quatro séculos de trevas. Essas trevas estão presentes na última parte ("O Encoberto") e é aí, também, que se faz apelo ao renascimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5095649055689485440?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5095649055689485440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5095649055689485440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5095649055689485440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5095649055689485440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/os-simbolos-em-mensagem.html' title='Os Símbolos em &quot;Mensagem&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShrDbIE4H3I/AAAAAAAAAoo/Xw7mTWXcaBE/s72-c/message.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5309090812130816090</id><published>2009-05-23T15:37:00.003+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.334Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Plano das Reflexões do Poeta</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShgUXfkmvPI/AAAAAAAAAog/pLvBQIVCfzs/s1600-h/Planos+estruturais+da+Narrativa+Reflex%C3%B5es+do+Poeta_Page_1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339039752092302578" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShgUXfkmvPI/AAAAAAAAAog/pLvBQIVCfzs/s320/Planos+estruturais+da+Narrativa+Reflex%C3%B5es+do+Poeta_Page_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShgUXBCg4MI/AAAAAAAAAoY/Qq4CVGORdb8/s1600-h/Planos+estruturais+da+Narrativa+Reflex%C3%B5es+do+Poeta_Page_2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339039743896248514" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShgUXBCg4MI/AAAAAAAAAoY/Qq4CVGORdb8/s320/Planos+estruturais+da+Narrativa+Reflex%C3%B5es+do+Poeta_Page_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5309090812130816090?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5309090812130816090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5309090812130816090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5309090812130816090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5309090812130816090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/plano-das-reflexoes-do-poeta.html' title='Plano das Reflexões do Poeta'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShgUXfkmvPI/AAAAAAAAAog/pLvBQIVCfzs/s72-c/Planos+estruturais+da+Narrativa+Reflex%C3%B5es+do+Poeta_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4954538193314820821</id><published>2009-05-21T18:07:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.334Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Exercícios de aplicação</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShWMVf-uQoI/AAAAAAAAAoQ/y3qzGlfmz78/s1600-h/feather_pen_md_wht.gif"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 100px; FLOAT: right; HEIGHT: 100px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338327234307310210" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShWMVf-uQoI/AAAAAAAAAoQ/y3qzGlfmz78/s320/feather_pen_md_wht.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Em &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;, «toda a metáfora da divinização significa a subversão da ordem antiga que os portugueses vêm realizar ».&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Partindo do juízo expresso na afirmação transcrita, num texto de oitenta a cento e vinte palavras, saliente a visão humanista de Luís de Camões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Num texto expositivo-argumentativo de cem a duzentas palavras, refere a importância da mitologia &lt;em&gt;n’Os Lusíadas&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4954538193314820821?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4954538193314820821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4954538193314820821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4954538193314820821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4954538193314820821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/exercicios-de-aplicacao.html' title='Exercícios de aplicação'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/ShWMVf-uQoI/AAAAAAAAAoQ/y3qzGlfmz78/s72-c/feather_pen_md_wht.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5395094939136866673</id><published>2009-05-16T23:52:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.334Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Exercício de Exame - Os Lusíadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9Ddtnmh8I/AAAAAAAAAoI/kugIEjPVmg0/s1600-h/Lusiadas2500_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336558261198292930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 164px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9Ddtnmh8I/AAAAAAAAAoI/kugIEjPVmg0/s320/Lusiadas2500_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SDmAhCCrxiI/AAAAAAAAAGI/7bDfRGIsRRc/s1600-h/lusiadas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;78&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Um ramo na mão tinha... Mas, ó cego! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Eu, que cometo insano e temerário, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Sem vós, Ninfas do Tejo e do Mondego, &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9CdCOzefI/AAAAAAAAAoA/kKMLFHgIiRI/s1600-h/CamoesPortrait-engr.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Por caminho tão árduo, longo e vário! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Vosso favor invoco, que navego &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Por alto mar, com vento tão contrário, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que, se não me ajudais, hei grande medo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que o meu fraco batel se alague cedo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;79&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Olhai que há tanto tempo que, cantando &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;O vosso Tejo e os vossos Lusitanos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;A fortuna mo traz peregrinando, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Novos trabalhos vendo, e novos danos: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Agora o mar, agora experimentando &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Os perigos Mavórcios inumanos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Qual Canace, que à morte se condena, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Numa mão sempre a espada, e noutra a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;80&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Agora, com pobreza avorrecida, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Por hospícios alheios degradado; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Agora, da esperança já adquirida, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;De novo, mais que nunca, derribado; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Agora às costas escapando a vida, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que dum fio pendia tão delgado &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que não menos milagre foi salvar-se &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que para o Rei Judaico acrescentar-se. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;81&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;E ainda, Ninfas minhas, não bastava &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que tamanhas misérias me cercassem, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Senão que aqueles, que eu cantando andava &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Tal prémio de meus versos me tornassem: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;A troco dos descansos que esperava, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Das capelas de louro que me honrassem, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Trabalhos nunca usados me inventaram, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Com que em tão duro estado me deitaram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;82&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Vede, Ninfas, que engenhos de senhores &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;O vosso Tejo cria valorosos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que assim sabem prezar com tais favores &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;A quem os faz, cantando, gloriosos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Que exemplos a futuros escritores, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Para espertar engenhos curiosos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Para porem as coisas em memória, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que merecerem ter eterna glória!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Luís de Camões, &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apresente, de forma bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;1. O texto pertence a uma das invocações de &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;1.1.Releia a estância 78. Identifique os elementos do discurso que, nesta estância, constituem marcas de invocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Baseando-se no texto, refira cinco aspectos marcantes da caracterização que o sujeito poético faz da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Explicite um dos valores expressivos da anáfora «Agora» (w. 13, 17, 19, 21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Atente na estância 82.&lt;br /&gt;Analise a crítica social e política expressa nesta oitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.«&lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt; suscitam reacções contraditórias. São, por um lado, uma obra laboriosa e árdua de ler - e, por outro, um deleite, para dizer como Tétis ao Gama.»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fernando Gil e Hélder Macedo, &lt;em&gt;Viagens do Olhar&lt;/em&gt;, Porto, Carnpo das Letras, 1998&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Partindo do juízo expresso na afirmação acima transcrita, descreva, num texto de sessenta a cem palavras, a sua reacção de leitor relativamente a &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5395094939136866673?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5395094939136866673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5395094939136866673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5395094939136866673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5395094939136866673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/05/exerccio-de-exame-os-lusadas.html' title='Exercício de Exame - Os Lusíadas'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9Ddtnmh8I/AAAAAAAAAoI/kugIEjPVmg0/s72-c/Lusiadas2500_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3362712510505795833</id><published>2009-05-16T23:39:00.003+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.335Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>O significado da estrutura tripartida de «Mensagem»</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9BSde6suI/AAAAAAAAAn4/NlxTZ146GuI/s1600-h/message.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336555868865082082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 209px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9BSde6suI/AAAAAAAAAn4/NlxTZ146GuI/s320/message.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Nos dois primeiros poemas de Brasão (que constituem a primeira parte), encontramos a referência simbólica à fundação da nacionalidade, quer ao nível do espaço, quer no que diz respeito à fundação de uma determinada identidade: são os poemas "O dos Castelos" e "O das Quinas".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Na segunda parte de Brasão, destacam-se:&lt;br /&gt;- Ulisses, o fundador mítico de Lisboa&lt;br /&gt;- Viriato, o fundador da Lusitânia&lt;br /&gt;- o conde D. Henrique, que deu origem ao Condado Portucalense&lt;br /&gt;- D. Tareja, que inicia a dinastia de Borgonha&lt;br /&gt;- D. Afonso Henriques, o primeiro rei português, o fundador de um reino e aquele que deu origem a uma dinastia&lt;br /&gt;- D. Dinis, o fundador de uma cultura&lt;br /&gt;- D. João I, que originou a dinastia de Avis&lt;br /&gt;- D. Filipa de Lencastre, igualmente fundadora da dinastia de Avis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;No terceiro bloco, que integra Brasão, "As Quinas", encontramos:&lt;br /&gt;- D. Duarte&lt;br /&gt;- D. Fernando&lt;br /&gt;- D. Pedro&lt;br /&gt;- D. João&lt;br /&gt;- D. Sebastião&lt;br /&gt;Estas últimas personagens históricas apresentaram - um destino comum: a luta pela nação e a condição de mártires. 0 seu martírio associa-se ao sofrimento de Cristo, porque lutaram em seu nome, pelo que as cinco quinas apontam para as cinco chagas de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;No poema "Nuno Álvares Pereira", incluso no quarto bloco, "A Coroa", encontrarmos o poder aliado não a um rei, mas a uma figura histórica que, pela sua acção, se tornou o símbolo da nacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Finalmente, em "O Timbre", conjunto de três poemas, que finaliza a primeira parte da obra, verificamos que o grypho representa o faseamento da acção dos Descobrimentos:&lt;br /&gt;- A cabeça do grypho é o Infante D. Henrique, que sonha a vontade divina&lt;br /&gt;- A asa do grypho é D. João II, que leva à prática o sonho de D. Henrique, através das disposições que, para tal, profere&lt;br /&gt;- A outra asa do grypho, Afonso de Albuquerque, o paradigma da acção prática, aquele que realiza aquilo que D. Henrique sonhou e que D. João II permitiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda parte, encontramos um espaço e figuras relacionadas com os Descobrimentos portugueses e o seu carácter heróico. As referências simbólicas apontam para a conquista não só de um império, mas também de um outro Conhecimento e de uma progressão na escala ontológica. Nesta parte, intitulada "Mar Portuguez", é a grandeza do sonho convertido em acção que o poeta clama, unificando o acto humano e o Destino traçado por Deus.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A terceira parte da obra, "O Encoberto", significa, sobretudo, a constatação de um tempo e de um espaço perdidos, envoltos nas brumas da memória, e o sofrimento do "eu" poético por ver dormir o seu povo, perdidos a sua identidade e os seus referentes. É neste momento que o poeta explicita o significado do Quinto Império, recorrendo a uma linguagem que deixa antever esse tempo de prosperidade espiritual, numa estrutura, também ela, tripartida: "Os Symbolos", que correspondem à própria linguagem da existência, "Os Avisos", em que são referidas as profecias ("Bandarra", "António Vieira" e "O Terceiro", o próprio poeta, que profetiza o Quinto Império) e "Os Tempos", que se inicia com o poema "Noite" e termina com "Nevoeiro", depois do poema "Antemanhã", ou seja, à noite sucede amanhã (simbolizada na possibilidade de nascimento, encerrada no valor simbólico do nevoeiro) - ao Caos segue-se a Ordem; ao nada sucede a Obra.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3362712510505795833?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3362712510505795833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3362712510505795833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3362712510505795833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3362712510505795833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/o-significado-da-estrutura-tripartida.html' title='O significado da estrutura tripartida de «Mensagem»'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9BSde6suI/AAAAAAAAAn4/NlxTZ146GuI/s72-c/message.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2062018049943407124</id><published>2009-05-16T23:33:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.335Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Pessoa e Camões</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9ADkQpwWI/AAAAAAAAAnw/n0atixDK4nE/s1600-h/menmsg.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336554513474634082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9ADkQpwWI/AAAAAAAAAnw/n0atixDK4nE/s200/menmsg.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9ADcCm-lI/AAAAAAAAAno/7I6K9rIPNNU/s1600-h/camoes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336554511268248146" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 123px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9ADcCm-lI/AAAAAAAAAno/7I6K9rIPNNU/s200/camoes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Pessoa propõe-se cantar Portugal, tal como fez Camões no séc XVI, mas de maneira bem diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em «Mensagem», Pessoa assume-se como cantor do fim do império português, como Camões se havia imortalizado como cantor do seu início. Um e outro colocam-se numa posição temporal simétrica em relação ao império: Camões um pouco depois de o império se ter levantado, Pessoa um pouco antes de ele se desmoronar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também Camões, em «Os Lusíadas», canta o império real, faz o relato da história de Portugal, da expansão marítima e do alargamento da Fé; mas pára no momento da queda do Império.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aspectos diferenciadores entre a «Mensagem» e «Os Lusíadas»:&lt;br /&gt;«Os Lusíadas»&lt;br /&gt;- dimensão real e concreta&lt;br /&gt;- carácter narrativo e descritivo&lt;br /&gt;- conceito tradicional de herói&lt;br /&gt;- valorização do passado&lt;br /&gt;- nacionalismo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Mensagem»&lt;br /&gt;- dimensão simbólica e emblemática&lt;br /&gt;- carácter abstractivo e interpretativo&lt;br /&gt;- o verdadeiro heroismo é o da criação poética&lt;br /&gt;- exaltação do futuro&lt;br /&gt;- nacionalismo universalista&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Os Lusíadas» canta o Portugal de um passado glorioso (os descobrimentos), uma missão cumprida; a «Mensagem» canta um Portugal que há-de voltar a ser glorioso (o do Quinto Império), numa missão a cumprir, por força do espírito patriótico e místico da alma portuguesa. è Reconstrução do mito: o mito sebastianista. É portanto para o oculto, para o desconhecido, porque ainda não vivido, que os portugueses têm de se virar. E, mais do que isso, têm de acreditar com fervor que um Novo Império será fundado e que terá a alma portuguesa como base.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Pessoa, após o império real (desfeito ) virá o império espiritual (para que se cumpra Portugal) è um Portugal «além do material».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A «Mensagem» poderá ser vista como uma epopeia, porque parte dum núcleo histórico,&lt;br /&gt;- Epopeia porque celebra feitos heróicos e grandiosos, reais ou lendários, de um herói individual ou colectivo (um povo), ou seja, fala dos heróis da história:&lt;br /&gt;-navegantes que percorrem os mares e se imortalizaram;&lt;br /&gt;-antepassados que fundaram o Império;&lt;br /&gt;- profetas da nova era.&lt;br /&gt;mas a sua formulação, sendo simbólica e mítica, do relato histórico, não possuirá continuidade:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estrutura tripartida da «Mensagem»: Brasão (a heráldica com a história dos que formaram o Império), Mar Português (a aventura marítima), Encoberto ( os sinais proféticos);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fim do ciclo em Alcácer Quibir - o fracasso e a sua força renovadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história da pátria apresenta-se mítica com o nascimento, a vida e a morte; mas o mito enquanto tal desprende-se do tempo histórico (omito apresenta-se como uma operação ideológica que transforma um conjunto de factos reais e possíveis num sistema coerente e totalizador de representações).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Criar um novo Portugal, ou melhor, ressuscitar a Pátria Portuguesa,... » aponta para o estado de desagregação em que se encontrava a Nação portuguesa e que, de algum modo, fará despoletar a ânsia de renovação desejada por Fernando Pessoa e operacionalizada nos textos da «Mensagem». Fernando Pessoa acreditava que, através dos seus textos, poderia despertar as consciências e fazê-las acreditar e desejar a grandeza outrora vivenciada. Espera poder contribuir para o reerguer da Pátria, relembrando, nas 1ª e 2ª partes da «Mensagem», o passado histórico grandioso e anunciando a vinda do Encoberto (3ª parte), na figura mítica de D. Sebastião, que anunciaria o advento do Quinto Império. Preconizava para Portugal a construção de um novo império, espiritual, capaz de elevar os Portugueses ao lugar de destaque que outrora ocuparam a nível mundial. Esta projecção ficar-se-ia a dever a um «poeta ou poetas supremos» que, pela sua genialidade, colocariam Portugal, um país culturalmente evoluído, como líder de todos os outros. Na realidade, Fernando Pessoa antevê a possibilidade da supremacia de Portugal, não em termos materiais, como no tempo de Camões, mas em termos espirituais. É nesta nova concepção de Império que assenta o carácter simbólico e mítico que enforma a epopeia pessoana e que, inevitavelmente, destacará a figura deste superpoeta, em detrimento da de Camões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2062018049943407124?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2062018049943407124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2062018049943407124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2062018049943407124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2062018049943407124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/pessoa-e-camoes.html' title='Pessoa e Camões'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg9ADkQpwWI/AAAAAAAAAnw/n0atixDK4nE/s72-c/menmsg.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8022059567402594012</id><published>2009-05-16T23:29:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.335Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>A Estrutura Tripartida de Mensagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg8-p8ciJiI/AAAAAAAAAng/EuWITBam0qk/s1600-h/fpessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336552973778691618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg8-p8ciJiI/AAAAAAAAAng/EuWITBam0qk/s200/fpessoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;1ª parte - Brasão - começa pela localização de Portugal na Europa e em relação ao Mundo, procurando atestar a sua grandiosidade e o valor simbólico do seu papel na civilização ocidental quando afirma «o rosto com que fita é Portugal»; depois define o mito como um nada capaz de gerar os impulsos necessários à construção da realidade; apresenta Portugal como um povo heróico e guerreiro, construtor do império marítimo; faz a valorização dos predestinados que construíram o país; e refere as mulheres portuguesas, mães dos fundadores, celebradas como «antigo seio vigilante» ou «humano ventre do Império». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Síntese: 1ª parte -&gt; Brasão -&gt; Construtores do Império -&gt; corresponde ao nascimento, com referência aos mitos e figuras históricas até D. Sebastião, identificadas nos elementos dos brasões; dá-nos conta do Portugal erguido pelo esforço dos heróis e destinados a grandes feitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2ª parte - Mar Português - inicia-se com o poema «Infante», onde o poeta exprime a sua concepção messiânica da História, mostrando que o sopro criador do sonho resulta de uma lógica que implica Deus como causa primeira, o Homem como agente intermediário e a obra como feito. Nos outros poemas evoca a história dos Descobrimentos com as glórias e as tormentas, considerando que valeu a pena. O último poema da segunda parte é a «Prece», onde renova o sonho. No Mar Português procura simbolizar a essência do ideal de ser português vocacionado para o mar e para o sonho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Síntese: 2ª parte -&gt; Mar Português -&gt; O sonho marítimo e a obra das Descobertas -&gt; surge a realização e vida; refere personalidades e acontecimentos dos descobrimentos que exigiram uma luta contra o desconhecido e os elementos naturais. Mas porque «tudo vale a pena», a missão foi cumprida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3ª parte - Encoberto - encontra-se tripartida em «Os Símbolos», «Os Avisos» e «Os Tempos». Com os primeiros começa por manifestar a esperança e o «sonho português» , pois o actual império encontra-se moribundo. Mostra a fé de que a morte contenha em si o gérmen da ressurreição. Nos três avisos define os espaços de Portugal; com os cinco tempos traduz a ânsia e a saudade daquele «Salvador/Encoberto» que, na «Hora», deverá chegar para edificar o Quinto Império, cujo espírito será espiritual, moral e civilizacional na diáspora lusíada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Síntese: 3ª parte -&gt; Encoberto -&gt; A imagem do Império moribundo, a fé de que a morte contenha em si o gérmen da ressurreição, capaz de provocar o nascimento do império espiritual, moral e civilizacional na diáspora lusíada. A esperança do Quinto Império -&gt; aparece a desintegração, havendo, por isso, um presente de sofrimento e de mágoa, pois «falta cumprir-se Portugal». É preciso acontecer a regeneração que será anunciada por símbolos e avisos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8022059567402594012?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8022059567402594012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8022059567402594012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8022059567402594012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8022059567402594012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/estrutura-tripartida-de-mensagem.html' title='A Estrutura Tripartida de Mensagem'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg8-p8ciJiI/AAAAAAAAAng/EuWITBam0qk/s72-c/fpessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5443182230513369619</id><published>2009-05-16T23:27:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.335Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>A Estrutura da Obra - Mensagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg8-I-NfQSI/AAAAAAAAAnY/nsTjBf96ImI/s1600-h/message.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336552407316775202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg8-I-NfQSI/AAAAAAAAAnY/nsTjBf96ImI/s200/message.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;A &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt; encontra-se dividida em três partes, cada uma delas subdividida noutras. Esta tripartição é simbólica e tem como base o facto de as profecias se realizarem três vezes, ainda que de modo diferente e tempos diferentes. Corresponde à evolução do Império Português que, tal como o ciclo da vida, passa pelo nascimento, realização e morte. Todavia, esta morte não poderá ser entendida como um fim definitivo, visto que a morte pressupõe uma ressurreição. Esta ressurreição culmina com o aparecimento de um novo império, desta vez não terreno, mas sim espiritual e cultural, a fim de atingir a paz universal ("E a nossa grande Raça partirá em busca de uma índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas daquilo de que os sonhos são feitos" - Fernando Pessoa).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa, que desejava ser um criador de mitos, apela ao mito sebastianista, à vinda de um messias que viria cumprir Portugal. Assim, o Encoberto (D. Sebastião) foi o escolhido para realizar o sonho do Quinto Império. Esta tarefa só seria cumprida com muita determinação, loucura e sonho que tão bem caracterizam D. Sebastião ("Louco, sim, louco, porque quis grandeza", em “D. Sebastião, Rei de Portugal”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das partes da &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt; começa com uma expressão latina, adequada à parte simbólica a que pertence. Fernando Pessoa inicia a obra com a expressão latina Benedictus Dominus Deus noster que dedit nobis signum ("Bendito o Senhor Nosso Deus que nos deu o sinal") que nos remete para o carácter simbólico e messiânico da Mensagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;A 1ª parte - Brasão - faz desfilar os heróis lendários ou históricos, desde Ulisses a D. Sebastião, ora invocados pelo poeta, ora definindo-se a si próprios. O poeta começa por fazer a localização de Portugal na Europa e em relação ao Mundo, salientando a sua magnitude; apresenta a definição de mito (de modo paradoxal, "O mito é o nada que é tudo"), realçando o seu valor na construção da realidade; apresenta ainda o povo português como o construtor do império marítimo, assim como revela os predestinados, responsáveis pela construção do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;A 2ª parte - Mar Português - apresenta poesias inspiradas na ânsia do Desconhecido e no esforço heróico da luta com o Mar. É nesta parte que o poeta salienta a grandeza do sonho convertido em acção, unificando o acto humano e o Destino traçado por Deus. Surge à cabeça desta parte o poema "O Infante", para vincar a relação entre o poder de Deus na criação, o Homem como agente intermediário e a obra como resultado de toda esta relação lógica ("Deus quer, o homem sonha, a obra nasce"). Os outros poemas evocam as glórias e as tormentas passadas ao concretizar-se o sonho dos Descobrimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;A 3ª parte - O Encoberto - apresenta o actual Império moribundo, Portugal baço "a entristecer", pois "Tudo é incerto e derradeiro. / Tudo é disperso, nada é inteiro." (“Nevoeiro”). Face a esta constatação, o poeta considera que chegou a hora de despertarmos para a nossa missão: a constituição de um Quinto Império, um reino de liberdade de espírito e de redenção (“Ó Portugal, hoje és nevoeiro... / É a Hora! ", em "Nevoeiro"). A Mensagem termina com a expressão latina Valete Fratres ("Felicidades, irmãos"), um grito de felicidade e um apelo para que todos lutem por um novo Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5443182230513369619?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5443182230513369619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5443182230513369619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5443182230513369619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5443182230513369619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/estrutura-da-obra-mensagem.html' title='A Estrutura da Obra - Mensagem'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg8-I-NfQSI/AAAAAAAAAnY/nsTjBf96ImI/s72-c/message.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8140637060415458050</id><published>2009-05-16T23:20:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.336Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Mensagem - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg89qJMpyGI/AAAAAAAAAnQ/-iFOrkPkd0I/s1600-h/menmsg.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336551877690116194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg89qJMpyGI/AAAAAAAAAnQ/-iFOrkPkd0I/s200/menmsg.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Génese; contextualização; saudosismo e o épico-lírico da obra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt;, publicada em 1934, é uma colectânea que reúne poemas de carácter nacionalista e sebastianista.&lt;br /&gt;Na opinião do poeta, havia-se perdido a identidade pessoal, os feitos heróicos perderam-se com o tempo e só já restava a memória. Então, nada melhor que recuperar um mito para fazer ressurgir das cinzas uma nação ("O mito é o nada que é tudo", em "Ulisses").&lt;br /&gt;Pessoa acreditava no destino messiânico de Portugal e acreditava também que o saudosismo que preenchia os corações dos portugueses poderia ser o ponto de partida, a motivação para a tentativa de recuperação de uma imagem que morrera com o passado.&lt;br /&gt;Camões cantara os feitos gloriosos dos portugueses, na época dos Descobrimentos; Fernando Pessoa pretendeu essencialmente enobrecer a maneira grandiosa que está subjacente à realização dos acontecimentos que engrandeceram a História nacional. Nesta obra, são enunciados factos históricos, exaltados de uma maneira que faz ecoar a epopeia, contudo, sentidos por um "eu" que impregna os poemas de uma subjectividade misturada de uma simbologia que não permite uma interpretação ingénua dos mesmos. Assim, a Mensagem, apesar de possuir um carácter lírico, apresenta uma faceta épica, carácter épico-lírico, diferente da de Camões (que cantava os feitos gloriosos de um herói), pois o poeta modernista enaltece a heroicidade do ser humano, através da espiritualização progressiva, tirando partido do mito sebastianista. Através do sonho, poder-se-ia construir um império perfeito e espiritual que teria como finalidade a construção da paz universal.&lt;br /&gt;A hipótese de salvação e regeneração que D. Sebastião representa para o povo português é a base desta obra, pois é a partir do mito que se deve tentar transformar a realidade.&lt;br /&gt;Já aquando da sua participação na revista A Águia, Fernando Pessoa se revelava sebastianista, prevendo até o aparecimento de um Super-Camões, cantor do Quinto Império, que seria um Super-Portugal. Este Quinto Império, já vaticinado por Padre António Vieira, profeta e visionário, não se trata de um império terreno, mas sim espiritual. Pessoa opõe ao sebastianismo passadista e tradicional um outro para o futuro, concretamente virado para a construção de um império da língua e cultura portuguesas ("Minha pátria é a língua portuguesa", Fernando Pessoa).&lt;br /&gt;O que Fernando Pessoa realiza, através da Mensagem, é um apelo para que se entenda que os feitos do passado não se extinguiram - na sua essência, existe uma força propulsora cujo dinamismo é a própria natureza humana, que se projecta sempre que há um ideal (“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”, em “O Infante”).&lt;br /&gt;A literatura, para o poeta, assumia um papel importantíssimo, capaz de influenciar várias épocas e transmitir civilização. Como tal, o autor da Mensagem acreditava que, através da sua produção literária, realizaria o seu grande objectivo: arrancar Portugal do século XX, da estagnação que o caracterizava, lançando no país a agitação que permitiria ao português sentir novamente a ânsia da sua grandeza esquecida e vivida numa nostalgia sem brilho nem esperança. O importante é ser-se genuíno e que, como os portugueses do século XV; se contribua para a construção de um império unificador e cultural que se encontra para além do material A missão dos portugueses ainda não está cumprida, isto é, a conquista do mar não foi suficiente; há que sonhar novamente para se cumprir Portugal (“Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. / Senhor, falta cumprir-se Portugal!”, em “O Infante”). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8140637060415458050?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8140637060415458050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8140637060415458050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8140637060415458050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8140637060415458050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/mensagem-fernando-pessoa.html' title='Mensagem - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sg89qJMpyGI/AAAAAAAAAnQ/-iFOrkPkd0I/s72-c/menmsg.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4498900315234383535</id><published>2009-05-10T18:31:00.000+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.337Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Cenários de resposta - Não, não é cansaço</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Poema “Não, não é cansaço” de Álvaro de Campos&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. O sujeito poético afirma no primeiro verso que não é cansaço aquilo que sente, reiterando essa afirmação ao longo do poema. No entanto, e talvez um pouco paradoxalmente, refere que a desilusão se lhe “entranha na espécie de pensar”, sublinha a monotonia da vida (“é a mesma coisa variada em cópias iguais”), exprime a angústia perante o mistério e a indefinição que perpassam nesse “falso cansaço”; finalmente aceita que, “porque ouve e vê”, o estado em que se encontra é de cansaço: “Confesso: é cansaço!…” Assim, pode-se afirmar que, progressivamente, o sujeito poético se deixa envolver/dominar por uma letargia, um estado de cansaço e desistência, que o afasta do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Entre o sujeito poético, os outros e o mundo há um distanciamento, decorrente da incapacidade de relação; o único ponto comum é o facto de todos existirem: “É eu estar existindo/&lt;br /&gt;E também o mundo”. Os outros, os “cegos que cantam na rua”, são apenas aqueles que o sujeito poético observa, mas com quem não se relaciona.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. O parênteses constitui um momento em que o sujeito poético abandona o tom reflexivo, se volta para o exterior e o vê como um “formidável realejo”. O parênteses é como que um oásis num texto de características claramente negativas, uma vez que é o próprio sujeito poético que lhe confere uma conotação positiva.&lt;br /&gt;Simbolicamente, poder-se-ia afirmar que a felicidade só é possível para quem é “cego”, ou seja, para quem não vê a verdadeira realidade do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. A primeira estrofe inicia-se com a repetição do advérbio de negação “não” empregue numa frase reticente, o que revela uma certa indefinição. O discurso assume um tom claramente metafórico – (“domingo às avessas/Do sentimento,/Um feriado passado no abismo...”), terminando a estrofe também com uma frase reticente. O conjunto destes recursos expressivos, aliado à repetição anafórica presente nos versos 2 e 4, traduz a tentativa de definir o estado de espírito que domina o sujeito poético.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. Este poema integra-se na fase abúlica de Álvaro de Campos, pelo que revela de incapacidade de viver a vida, pelo que transmite de tédio, de uma certa desistência perante o mundo e os outros. Nada motiva o sujeito poético, nada lhe interessa, tudo se resume a um “supremíssimo cansaço”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4498900315234383535?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4498900315234383535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4498900315234383535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4498900315234383535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4498900315234383535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/cenarios-de-resposta-nao-nao-e-cansaco.html' title='Cenários de resposta - Não, não é cansaço'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4917440548353049948</id><published>2009-05-10T18:21:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.337Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Cenários de resposta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNoiEL4qI/AAAAAAAAAmA/E8OUH3mmd60/s1600-h/Documento1_Page_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334247273633931938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNoiEL4qI/AAAAAAAAAmA/E8OUH3mmd60/s320/Documento1_Page_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNoS1afJI/AAAAAAAAAl4/z1-cPQ_mqBk/s1600-h/Documento1_Page_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334247269545442450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNoS1afJI/AAAAAAAAAl4/z1-cPQ_mqBk/s320/Documento1_Page_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNSBIKPEI/AAAAAAAAAlw/-xBL5b9xzOA/s1600-h/Documento1_Page_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNR87pWoI/AAAAAAAAAlo/P7bkcI5ing4/s1600-h/Documento1_Page_1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4917440548353049948?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4917440548353049948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4917440548353049948' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4917440548353049948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4917440548353049948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/cenarios-de-resposta.html' title='Cenários de resposta'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgcNoiEL4qI/AAAAAAAAAmA/E8OUH3mmd60/s72-c/Documento1_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2386108050468347862</id><published>2009-05-09T13:43:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.337Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema para análise - Ricardo Reis</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgV7CK29KzI/AAAAAAAAAlA/RoCjQMf6yp8/s1600-h/heter%C3%B3nimos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333804610895031090" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgV7CK29KzI/AAAAAAAAAlA/RoCjQMf6yp8/s320/heter%C3%B3nimos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A palidez do dia é levemente dourada.&lt;br /&gt;O sol de inverno faz luzir como orvalho as curvas&lt;br /&gt;Dos troncos de ramos secos.&lt;br /&gt;O frio leve treme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desterrado da pátria antiquíssima da minha&lt;br /&gt;Crença, consolado só por pensar nos deuses&lt;br /&gt;Aqueço-me trémulo&lt;br /&gt;A outro sol do que este –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol que havia sobre o Parténon e a Acrópole&lt;br /&gt;O que alumiava os passos lentos e graves&lt;br /&gt;De Aristóteles falando.&lt;br /&gt;Mas Epicuro melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me fala, com a sua cariciosa voz terrestre&lt;br /&gt;Tendo para os deuses uma atitude também de deus,&lt;br /&gt;Sereno e vendo a vida&lt;br /&gt;À distância a que está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Reis, Poesia, Lisboa, Assírio &amp;amp; Alvim Ed., 2000&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. Caracteriza, por palavras tuas e ilustrando com passagens do texto, a paisagem em que o sujeito poético se insere.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Atenta na segunda estrofe.&lt;br /&gt;2.1. Indica a que pátria se refere o sujeito poético nos versos 5-6.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2.2. Explicita de que forma o sujeito poético procura “consolar-se” da sensação de “desterro”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;2.3. Explica a simbologia do “outro sol” (v. 8).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;3. Relê as duas últimas estrofes.&lt;br /&gt;3.1. Esclarece as razões que levam o sujeito poético a preferir Epicuro a Aristóteles.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;4. Identifica, no poema, três recursos estilísticos relevantes.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;5. Comprova, neste poema, a presença do neopaganismo e do neoclassicismo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2386108050468347862?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2386108050468347862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2386108050468347862' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2386108050468347862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2386108050468347862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/poema-para-analise-ricardo-reis.html' title='Poema para análise - Ricardo Reis'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgV7CK29KzI/AAAAAAAAAlA/RoCjQMf6yp8/s72-c/heter%C3%B3nimos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4561106350122575688</id><published>2009-05-09T13:31:00.003+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.338Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Análise Poema Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgV54walLwI/AAAAAAAAAk4/bqrMS8x7Jr8/s1600-h/heteronimos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333803349666246402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgV54walLwI/AAAAAAAAAk4/bqrMS8x7Jr8/s320/heteronimos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Depois de leres atentamente o texto que se segue, responde de forma correcta e precisa às questões apresentadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Não, não é cansaço...&lt;br /&gt;É uma quantidade de desilusão&lt;br /&gt;Que se me entranha na espécie de pensar,&lt;br /&gt;É um domingo às avessas&lt;br /&gt;Do sentimento,&lt;br /&gt;Um feriado passado no abismo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Não, cansaço não é...&lt;br /&gt;É eu estar existindo&lt;br /&gt;E também o mundo,&lt;br /&gt;Com tudo aquilo que contém,&lt;br /&gt;Com tudo aquilo que nele se desdobra&lt;br /&gt;E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Não. Cansaço porquê?&lt;br /&gt;É uma sensação abstracta&lt;br /&gt;Da vida concreta –&lt;br /&gt;Qualquer coisa como um grito&lt;br /&gt;Por dar,&lt;br /&gt;Qualquer coisa como uma angústia&lt;br /&gt;Por sofrer,&lt;br /&gt;Ou por sofrer completamente,&lt;br /&gt;Ou por sofrer como...&lt;br /&gt;Sim, ou por sofrer como...&lt;br /&gt;Isso mesmo, como...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Como quê?...&lt;br /&gt;Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;(Ai, cegos que cantam na rua,&lt;br /&gt;Que formidável realejo&lt;br /&gt;Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Porque oiço, vejo.&lt;br /&gt;Confesso: é cansaço!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Álvaro de Campos, in &lt;em&gt;Poesias&lt;/em&gt;, Ed. Ática&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Caracteriza, apoiando-te em expressões textuais, a evolução do percurso emocional do sujeito poético ao longo do poema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Explicita o tipo de relação que se estabelece entre o sujeito poético, os outros e o mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Refere uma interpretação simbólica possível para o conteúdo do parênteses.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Indica os recursos expressivos presentes na primeira estrofe e comenta a pertinência do seu emprego.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. Integra este poema numa das fases poéticas de Álvaro de Campos, justificando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4561106350122575688?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4561106350122575688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4561106350122575688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4561106350122575688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4561106350122575688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/depois-de-leres-atentamente-o-texto-que.html' title='Análise Poema Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SgV54walLwI/AAAAAAAAAk4/bqrMS8x7Jr8/s72-c/heteronimos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8220080122222310633</id><published>2009-05-09T13:27:00.003+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.338Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema - Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Que noite serena! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Que lindo luar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Que linda barquinha &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Bailando no mar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Suave, todo o passado — o que foi aqui de Lisboa — me surge... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O terceiro andar das tias, o sossego de outrora, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Sossego de várias espécies, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A infância sem futuro pensado, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O ruído aparentemente contínuo da máquina de costura delas, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;E tudo bom e a horas, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;De um bem e de um a horas próprio, hoje morto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Meu Deus, que fiz eu da vida? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Que noite serena, etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Quem é que cantava isso? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Isso estava lá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Lembro-me mas esqueço. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;E dói, dói, dói... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Por amor de Deus, parem com isso dentro da minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;Poesias&lt;/em&gt; de Álvaro de Campos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;1. Neste poema, o sujeito poético evoca o passado. Refira os traços caracterizadores desse passado, justificando a sua resposta com exemplos do texto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;2. Os quatro primeiros versos são a citação de uma cantiga, retomada, parcialmente, no verso 13.&lt;br /&gt;Explique a sua função neste poema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;3. Explicite o sentido das expressões: “aqui”(v.5) e “lá”(v.15).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;4. Comente o efeito expressivo da repetição: “E dói, dói, dói…”(v.17).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;5. Analise os sentimentos do sujeito poético, relativamente ao presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8220080122222310633?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8220080122222310633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8220080122222310633' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8220080122222310633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8220080122222310633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/poema-alvaro-de-campos.html' title='Poema - Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3709905596014531237</id><published>2009-05-09T13:22:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.338Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema - Ricardo Reis</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Frutos, dão-os as árvores que vivem,&lt;br /&gt;Não a iludida mente, que só se orna&lt;br /&gt;Das flores lívidas&lt;br /&gt;Do íntimo abismo.&lt;br /&gt;Quantos reinos nos seres e nas cousas&lt;br /&gt;Te não talhaste imaginário! Quantos,&lt;br /&gt;Com a charrua,&lt;br /&gt;Sonhos, cidades!&lt;br /&gt;Ah não consegues contra o adverso mito&lt;br /&gt;Criar mais que propósitos frustrados!&lt;br /&gt;Abdica e sê&lt;br /&gt;Rei de ti mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Ricardo Reis, Odes&lt;br /&gt;© Assírio &amp;amp; Alvim / © Herdeiros de Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Leia atentamente o texto e responda às seguintes questões:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. Interprete a afirmação contida no primeiro verso, por oposição à mensagem transmitida pelos três versos seguintes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Que pensa o eu poético dos ambiciosos projectos humanos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2.1 Esclareça os efeitos de sentido relativos ao uso da interjeição e do ponto de exclamação nos versos 9 e 10.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Explique o sentido dos dois últimos versos do poema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3.1. Identifique e caracterize a atitude filosófica que lhes está subjacente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Indique o tema dominante da composição poética.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3709905596014531237?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3709905596014531237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3709905596014531237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3709905596014531237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3709905596014531237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/poema-ricardo-reis.html' title='Poema - Ricardo Reis'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-270038823395249226</id><published>2009-05-09T13:19:00.000+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.339Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Exame - Poema Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=99&amp;amp;fileName=portuguesb_639_pcf1_07.pdf"&gt;http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=99&amp;amp;fileName=portuguesb_639_pcf1_07.pdf&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-270038823395249226?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/270038823395249226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=270038823395249226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/270038823395249226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/270038823395249226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/exame-poema-alvaro-de-campos.html' title='Exame - Poema Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2387652512783385021</id><published>2009-05-09T13:15:00.001+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.339Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Álvaro de Campos - Ricardo Reis</title><content type='html'>&lt;span style="color:#663333;"&gt;1.  «E eu vou buscar ao ópio que consola&lt;br /&gt;     Um Oriente ao oriente do Oriente.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.  «A dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica&lt;br /&gt;     Tenho febre e escrevo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.  «E, ah! com que felicidade infecundo, cansáço,&lt;br /&gt;     Um supremíssimo cansaço,&lt;br /&gt;     fssimo, íssimo, íssimo,&lt;br /&gt;     Cansaço...»&lt;br /&gt;(Alvaro de Campos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo dos excertos transcritos, num texto bem estruturado de 80 a 120 palavras, refira-se a Álvaro de Campos e às três fases da sua evolução poética.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Partindo da afirmação transcrita, elabore um texto expositivo-argumentativo de 80 a 120 palavras em que refira os aspectos fundamentais, a nível temático, da poética de Ricardo Reis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;“Reis procura simplesmente aderir ao momento presente, gozá-lo, sem nada pedir.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2387652512783385021?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2387652512783385021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2387652512783385021' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2387652512783385021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2387652512783385021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/05/alvaro-de-campos-ricardo-reis.html' title='Álvaro de Campos - Ricardo Reis'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3519624762675326501</id><published>2009-04-25T17:53:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.339Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>O Essencial - Ricardo Reis</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SfNAjYkW5AI/AAAAAAAAAkw/mZx_Yhwn8_Q/s1600-h/FernandoPessoa_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328673760743973890" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SfNAjYkW5AI/AAAAAAAAAkw/mZx_Yhwn8_Q/s320/FernandoPessoa_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Ricardo Reis é o poeta clássico, da serenidade epicurista, que aceita, com calma lucidez, a relatividade e a fugacidade de todas as coisas. "Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio ", " Prefiro rosas, meu amor, à pátria" ou " Segue o teu destino " são poemas que nos mostram que este discípulo de Caeiro aceita a antiga crença nos deuses, enquanto disciplinadora das nossas emoções e sentimentos, mas defende, sobretudo, a busca de uma felicidade relativa alcançada pela indiferença à perturbação.&lt;br /&gt;- A filosofia de vida de Ricardo Reis é a de um epicurismo triste, pois defende o prazer do momento, o "carpe diem", como caminho da felicidade, mas sem ceder aos impulsos dos instintos. Apesar deste prazer que procura e da felicidade que deseja alcançar, considera que nunca se consegue a verdadeira calma e tranquilidade, ou seja, a ataraxia (a tranquilidade sem qualquer perturbação). Sente que tem de viver em conformidade com as leis do destino, indiferente à dor e ao desprazer, numa verdadeira ilusão da felicidade, conseguida pelo esforço estóico lúcido e disciplinado.&lt;br /&gt;- Ricardo Reis propõe, pois, uma filosofia moral de acordo com os princípios do epicurismo e uma filosofia estóica:&lt;br /&gt;-"carpe diem" (aproveitai o dia), ou seja, aproveitai a vida em cada dia, como caminho da felicidade;&lt;br /&gt;- buscar a felicidade com tranquilidade (ataraxia);&lt;br /&gt;- não ceder ao impulso dos instintos (estoicismo)&lt;br /&gt;- procurar a calma ou, pelo menos, a sua ilusão;&lt;br /&gt;- seguir o ideal ético da apatia que permite a ausência da paixão e a liberdade (sobre esta apenas pesa o Fado).&lt;br /&gt;- O epicurismo consiste na filosofia moral de Epicuro (341-270 a. C.), que defendia o prazer como caminho da felicidade. Mas, para que a satisfação dos desejos seja estável, sem desprazer ou dor, é necessário um estado de ataraxia. O poeta romano Horácio seguiu de perto este pensamento da defesa do prazer do momento, ao considerar o "carpe diem" (aproveitai o dia) como necessário à felicidade.&lt;br /&gt;- O estoicismo é uma corrente filosófica que considera ser possível encontrar a felicidade desde que se viva em conformidade com as leis do destino que regem o mundo, permanecendo indiferente aos males e às paixões, que são perturbações da razão. O ideal ético é a apatia, que se define como ausência de paixão e permite a liberdade, mesmo sendo escravo.&lt;br /&gt;- Ricardo Reis, que adquiriu a lição de paganismo espontâneo de Caeiro, cultiva um neoclassicismo neopagão (crê nos deuses e nas presenças quase-divinas que habitam todas as coisas), recorrendo à mitologia greco-latina, e considera a brevidade, a fugacidade e a transitoriedade da vida, pois sabe que o tempo passa e tudo é efémero. Daí fazer a apologia da indiferença solene diante do poder dos deuses e do destino inelutável. Considera que a verdadeira sabedoria de vida é viver de forma equilibrada e serena, "sem desassossegos grandes".&lt;br /&gt;- A precisão verbal e o recurso à mitologia, associados aos princípios da moral e da estética epicuristas e estóicas ou à tranquila resignação ao destino, são marcas do classicismo erudito de Reis. Poeta clássico, da serenidade, Ricardo Reis privilegia a ode, o epigrama e a elegia. A frase concisa e a sintaxe clássica latina, frequentemente com a inversão da ordem lógica (hipérbatos), favorecem o ritmo das suas ideias lúcidas e disciplinadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3519624762675326501?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3519624762675326501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3519624762675326501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3519624762675326501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3519624762675326501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/04/o-essencial-ricardo-reis.html' title='O Essencial - Ricardo Reis'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SfNAjYkW5AI/AAAAAAAAAkw/mZx_Yhwn8_Q/s72-c/FernandoPessoa_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5053333798058389560</id><published>2009-04-25T17:48:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.340Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Perfil literário - Ricardo Reis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Na carta a Adolfo Casais Monteiro, Pessoa afirma: "(...) Aí por 1912, salvo erro (...), veio-me à ideia escrever uns poemas de índole pagã. Esbocei umas coisas em verso irregular (...) e abandonei o caso. Esboçara-se-me, contudo, numa penumbra mal urdida, um vago retrato da pessoa que estava a fazer aquilo. (Tinha nascido, sem que eu soubesse, o Ricardo Reis)".&lt;br /&gt;Apesar de anterior a Caeiro, o novo heterónimo pessoano só surge depois da necessidade de arranjar uns discípulos para o mestre. Ricardo Reis é arrancado “do seu falso paganismo (…) porque nessa altura já o via”. Mais adiante Pessoa diz: “Ricardo Reis nasceu em 1887 (…), no Porto, é médico e está presentemente no Brasil” (por ser monárquico); é “latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O neopaganismo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O paganismo de Reis não é instintivo como o de Caeiro. O do primeiro assenta numa ideologia classicista que lhe permite elevar-se acima do cristianismo e assumir, perante este, uma atitude de desprezo. Como tal, é designado de neopaganismo (novo paganismo), pelo facto de surgir após o cristianismo e aparecer em Reis como uma reconstrução da essência do verdadeiro paganismo. Neste sentido, este heterónimo afirma-se crente nos deuses, que estão acima dos homens, mas acima dos dois está ainda o destino (fatum). Tenta assumir a postura dos deuses, adquirindo, através de um exercício de autodisciplina, a calma e a indiferença, face a um destino já traçado.&lt;br /&gt;A poesia de Ricardo Reis apresenta um tom moralista. Nela revela-se um estilo sentencioso, cheio de conselhos morais e de apelo constante à indiferença, factores que lhe conferem um intenso dramatismo e fatalismo (sendo este traçado pelo destino que atribui ao homem uma vida efémera).&lt;br /&gt;A herança clássica do poeta revê-se no recurso à ode bem como à mitologia. Preconizado é o regresso à Grécia antiga, por ser considerada um modelo de perfeição. Reis acredita na liberdade concedida pelos deuses ("Só esta liberdade nos concedem / Os deuses...") e propõe que os imitemos ("Nós, imitando os deuses, (...) / Ergamos a nossa vida / E os deuses saberão agradecer-nos / O sermos tão como eles").&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O Epicurismo e o Estoicismo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Detentor de uma dignidade sóbria, de uma perfeita clareza de ideias, e de uma concepção de vida simples, o mais clássico dos heterónimos pessoanos prefere o silêncio nostálgico para enfrentar a sorte a que os deuses o votaram.&lt;br /&gt;Esta é a atitude que adopta para evitar a dor, para procurar a calma, autodisciplinar-se, nem que para isso tenha de abdicar dos prazeres da vida, tal como preconizava o estoicismo. Reis revela um comportamento reflectido e ponderado, resultante da adopção do epicurismo, que defendia que o sofrimento só pode ser evitado quando não há entrega às grandes paixões ou aos instintos profundos. O prazer, para ser estável e duradoiro, não pode resultar de sentimentos fortes, deve ser ponderado, isto é, doseado pela razão. Por isso, e para se evitarem as preocupações, deve viver-se o momento presente (Carpe diem) e acreditar no poder da razão, remetendo a emoção para a indiferença, "sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz", deixando fluir o tempo, simbolizado nas águas do rio, ou amando as rosas, que com ele se identificam pela fragilidade e transitoriedade a que estão sujeitas ("Nascem nascido já o Sol, e acabam / Antes que Apolo deixe / O seu curso visível").&lt;br /&gt;Ricardo Reis procura a ataraxia, que patenteia em vários poemas, por exemplo em "Prefiro rosas, meu amor, à pátria", onde emite o desejo de que a vida não o canse ("Logo que a vida não me canse..."), ou no curto texto que se segue:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Tão cedo passa tudo quanto passa!&lt;br /&gt;Morre tão jovem ante os deuses quanto&lt;br /&gt;Morre! Tudo é tão pouco!&lt;br /&gt;Nada se sabe, tudo se imagina.&lt;br /&gt;Circunda-te de rosas, ama, bebe&lt;br /&gt;E cala. O mais é nada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A composição apresentada reflecte bem a tristeza que parece acompanhar este heterónimo pessoano e que ilustra a seriedade de um homem que se situa entre o não pensamento de Caeiro e a abulia de Fernando Pessoa de Campos na última fase.&lt;br /&gt;As linhas ideológicas presentes na poesia de Reis reflectem um homem que sofre e vive o drama da transitoriedade da vida, facto que lhe provoca sofrimento (por imaginar antecipadamente a morte). Ressalta, também, o amor à vida rústica e à natureza, a procura da perfeição, a intelectualização das emoções, facetas reveladoras de um homem lúcido e cauteloso, que procura construir uma felicidade relativa, um misto de resignação e gozo moderado, de forma a não comprometer a sua liberdade interior (liberdade esta que só existe quando há ilusão). Nesta linha se preconiza a fruição das coisas, sem demasiado esforço ou risco, e a aceitação de tudo, uma vez que se considera o destino mais importante do que a força humana. Aceite a condição de ser humano, transforma-se o poeta num moralizador que aconselha a evitar as grandes paixões.&lt;br /&gt;Poeta da razão e defensor de um epicurismo temperado de estoicismo, Ricardo Reis acaba por se aproximar do Campos da terceira fase (abulia) e do ortónimo, pelo tom melancólico que se liberta da sua poesia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5053333798058389560?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5053333798058389560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5053333798058389560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5053333798058389560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5053333798058389560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/04/perfil-literario-ricardo-reis.html' title='Perfil literário - Ricardo Reis'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6049267429939193764</id><published>2009-04-25T17:43:00.002+01:00</published><updated>2010-11-21T13:39:12.340Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Ricardo Reis</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SfM-ldTKSsI/AAAAAAAAAko/ucVyyteFMTE/s1600-h/pessoa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328671597350505154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SfM-ldTKSsI/AAAAAAAAAko/ucVyyteFMTE/s320/pessoa.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Ricardo Reis (1887- …)&lt;br /&gt;(Poeta da Razão; o Clássico)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Aspectos biográficos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nasceu no Porto, em 19 de Setembro de 1887.&lt;br /&gt;Educado num colégio jesuíta (latinista por educação alheia e semi-helenista por educação própria), formou-se em Medicina.&lt;br /&gt;Por ser monárquico, partiu para o Brasil em 1919.&lt;br /&gt;Era moreno, mais baixo e mais forte que Caeiro.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Elementos retirados da carta a Adolfo Casais Monteiro, 1935&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O que diz. Como o diz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;· Discípulo de Caeiro, como o Mestre aconselha a aceitação calma da ordem das coisas e faz o elogio da vida campestre, indiferente ao social.&lt;br /&gt;· Faz dos Gregos o modelo da sabedoria (aceitação do Destino de uma forma digna e altiva).&lt;br /&gt;· Tem consciência da dor provocada pela natureza precária do homem. Medo da velhice e da morte. Crença no Fado (destino). Efemeridade da vida e do tempo.&lt;br /&gt;· Faz o elogio do epicurismo (tendência para a felicidade pela harmonização de todas as faculdades através da disciplina). Os epicuristas procuram o repouso, a ataraxia (ausência de perturbação) e da aponia (ausência de dor) e gozam em profundidade o dia presente (Carpe Diem).&lt;br /&gt;· Faz o elogio do estoicismo (subordinação das qualidades inferiores do espírito às superiores e humanas, através da disciplina). Os estoicistas renunciam aos prazeres, não se apegam demasiado ao momento presente, procurando o sossego, pela renúncia, a indiferença, aceitando voluntariamente um destino involuntário.&lt;br /&gt;· A sabedoria consiste em gozar o presente (Carpe Diem) através de um exercício da razão.&lt;br /&gt;· É austero (no sentido clássico do termo), contido, disciplinado, inteligente. Neoclassicista formal e ideológico. Moralista. Epicurista e estóico. É o poeta da razão e da intelectualização das emoções. Subordinação do sentimento à razão. Repúdio da confusão entre ideias e emoções.&lt;br /&gt;· Paganismo (atitude assumida perante o mundo e que consiste em aceitar qualquer religião e a existência de deuses em tudo e em todas as coisas).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Arte Poética de Ricardo Reis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;· Subordinação do sentimento à razão. Repúdio da confusão entre ideias e emoções.&lt;br /&gt;· Dramatização do pensamento que condensa na “Ode” (composição poética, para ser cantada, dividida em estrofes simétricas).&lt;br /&gt;· Estilo neo-clássico, de acordo com o assumido pragmatismo (doutrina que toma por critério da verdade o valor prático e se opõe ao intelectualismo).&lt;br /&gt;· Monólogos estáticos, frequente utilização do hipérbato e de latinismos.&lt;br /&gt;· Objectividade e rigor formal.&lt;br /&gt;· Irregularidade métrica.&lt;br /&gt;· Importância dada ao ritmo como unidade de sentido.&lt;br /&gt;· Gosto pelo uso do gerúndio.&lt;br /&gt;· Uso frequente do imperativo (em consonância com a feição moralista das suas odes).&lt;br /&gt;· Estilo laboriosamente construído, pensado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6049267429939193764?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6049267429939193764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6049267429939193764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6049267429939193764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6049267429939193764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/04/ricardo-reis.html' title='Ricardo Reis'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SfM-ldTKSsI/AAAAAAAAAko/ucVyyteFMTE/s72-c/pessoa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2121735549273761747</id><published>2009-03-14T19:00:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:12.340Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Exames Nacionais - Alberto Caeiro</title><content type='html'>Consultar o site do GAVE: &lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/"&gt;www.gave.min-edu.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase2_1997.pdf"&gt;http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase2_1997.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase2_1998.pdf"&gt;http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase2_1998.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase1chamada1_2002.pdf"&gt;http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase1chamada1_2002.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase2_2004.pdf"&gt;http://www.gave.min-edu.pt/np3content/?newsId=73&amp;amp;fileName=pe139fase2_2004.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2121735549273761747?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2121735549273761747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2121735549273761747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2121735549273761747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2121735549273761747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/03/exames-nacionais-alberto-caeiro.html' title='Exames Nacionais - Alberto Caeiro'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8010578367871265386</id><published>2009-03-14T18:47:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:12.340Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Exercícios para o Teste de Avaliação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;«&lt;em&gt;Caeiro faz a apologia daquilo que se vê, que nos é revelado e coloca a criação poética no plano do fenómeno natural (tal como a árvore dá frutos, o homem cria versos)»&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Num texto bem organizado, de 100 a 200 palavras, comente a afirmação anteriormente transcrita, fundamentando-se nos textos estudados do e sobre o poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;XXVI&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,&lt;br /&gt;Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,&lt;br /&gt;Pergunto a mim próprio devagar&lt;br /&gt;Por que sequer atribuo eu &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sbv9wty_hjI/AAAAAAAAAkg/XVKkNGYhE5k/s1600-h/albcaeiro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313119198782654002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 162px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sbv9wty_hjI/AAAAAAAAAkg/XVKkNGYhE5k/s400/albcaeiro.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Beleza às cousas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma flor acaso tem beleza?&lt;br /&gt;Tem beleza acaso um fruto?&lt;br /&gt;Não: têm cor e forma&lt;br /&gt;E existência apenas.&lt;br /&gt;A beleza é o nome de qualquer cousa que não existe&lt;br /&gt;Que eu dou às cousas em troca do agrado que me dão.&lt;br /&gt;Não significa nada.&lt;br /&gt;Então por que digo eu das cousas: são belas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver&lt;br /&gt;Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens&lt;br /&gt;Perante as cousas,&lt;br /&gt;Perante as cousas que simplesmente existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;Alberto Caeiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Apresente, de forma bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Explique a importância da referência à “luz perfeita e exacta” (v.1) para a compreensão da questão que o sujeito poético coloca a si próprio na primeira estrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Apresente uma possível interpretação para as interrogações patentes da segunda estrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Explicite a tensão dramática vivida pelo “eu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Comente a importância do último verso para a compreensão de todo o poema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Leia, atentamente, o seguinte texto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“(…) O primeiro grau da poesia lírica é aquele em que o poeta, concentrado no seu sentimento, exprime esse sentimento. Se ele, porém, for uma criatura de sentimentos variáveis e vários, exprimirá como que uma multiplicidade de personagens, unificadas somente pelo temperamento e o estilo. Um passo mais, na escala poética, e temos o poeta que é uma criatura de sentimentos vários e fictícios, mais imaginativo do que sentimental, e vivendo cada estado de alma antes pela inteligência que pela emoção. Este poeta exprimir-se-á como uma multiplicidade de personagens, unificadas, não já pelo temperamento e o estilo, pois que o temperamento está substituído pela imaginação, e o sentimento pela inteligência, mas tão-somente pelo simples estilo. Outro passo, na mesma escala de despersonalização, ou seja, de imaginação, e temos o poeta que em cada um dos seus estados mentais vários se integra de tal modo nele que de todo se despersonaliza, de sorte que, vivendo analiticamente esse estado de alma, faz dele como que a expressão de um outro personagem, e, sendo assim, o mesmo estilo tende a variar. Dê-se o passo final, e teremos um poeta que seja vários poetas, um poeta dramático escrevendo em poesia lírica. Cada grupo de estados de alma mais aproximados insensivelmente se tornará uma personagem, com estilo próprio, com sentimentos porventura diferentes, até opostos, aos típicos do poeta na sua pessoa viva. E assim se terá levado a poesia lírica - ou qualquer forma literária análoga em sua substância à poesia lírica - até à poesia dramática, sem todavia lhe dar a forma de drama, nem explícita nem implicitamente.(…)” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fernando Pessoa, [Prefácio]às Ficções do Interlúdio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Para cada um dos quatro itens que se seguem (1.1., 1.2., 1.3. e 1.4.), escreva, na sua folha de respostas, a letra correspondente à alternativa correcta, de acordo com o sentido do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1. Neste excerto, Fernando Pessoa teoriza sobre a&lt;br /&gt;a) génese da poesia lírica.&lt;br /&gt;b) criação poética dramática.&lt;br /&gt;c) gradação inerente à passagem da poesia lírica a dramática.&lt;br /&gt;d) origem da despersonalização do poeta e da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.2. Numa primeira fase, a poesia lírica corresponderia à&lt;br /&gt;a) expressão dos sentimentos do poeta.&lt;br /&gt;b) divulgação de uma multiplicidade de personagens.&lt;br /&gt;c) manifestação de sentimentos fictícios.&lt;br /&gt;d) concepção dramática da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.3. A poesia dramática tem como resultado a&lt;br /&gt;a) capacidade imaginativa do poeta.&lt;br /&gt;b) substituição do temperamento pela imaginação.&lt;br /&gt;c) recusa da emoção e do predomínio da intelectualização.&lt;br /&gt;d) transformação do poeta em vários poetas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1.4. Levar a poesia lírica até à dramática exige a&lt;br /&gt;a) atribuição de uma personagem a cada grupo de estados de alma.&lt;br /&gt;b) aproximação dos sentimentos dos outros poetas aos do poeta principal.&lt;br /&gt;c) existência de sentimentos comuns e específicos em cada poeta inventado.&lt;br /&gt;d) proximidade entre as personagens criadas e a pessoa viva que as criou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8010578367871265386?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8010578367871265386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8010578367871265386' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8010578367871265386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8010578367871265386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/03/exercicios-para-o-teste-de-avaliacao.html' title='Exercícios para o Teste de Avaliação'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/Sbv9wty_hjI/AAAAAAAAAkg/XVKkNGYhE5k/s72-c/albcaeiro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3993817818882242269</id><published>2009-03-14T16:05:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.626Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Alberto Caeiro/ Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SDbeViCrxdI/AAAAAAAAAFg/xar8eoGaBzE/s1600-h/fpessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203590880969868754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SDbeViCrxdI/AAAAAAAAAFg/xar8eoGaBzE/s200/fpessoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Elabore um texto expositivo-argumentativo (de cem a duzentas palavras) a propósito da afirmação:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alberto Caeiro, o Mestre, liberta Fernando Pessoa da dor de pensar.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3993817818882242269?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3993817818882242269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3993817818882242269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3993817818882242269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3993817818882242269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/05/alberto-caeiro-fernando-pessoa.html' title='Alberto Caeiro/ Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SDbeViCrxdI/AAAAAAAAAFg/xar8eoGaBzE/s72-c/fpessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3671174637480859774</id><published>2009-03-08T16:58:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>As três fases distintas de Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbP5nRkQV-I/AAAAAAAAAkY/F8EfeArkvqg/s1600-h/ficha-inform-sobre-as-3-fases-alvaro-campos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310862838725629922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbP5nRkQV-I/AAAAAAAAAkY/F8EfeArkvqg/s400/ficha-inform-sobre-as-3-fases-alvaro-campos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbP5YkmUHzI/AAAAAAAAAkQ/jAHse1B9chU/s1600-h/ficha-inform-sobre-as-3-fases-alvaro-campos.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3671174637480859774?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3671174637480859774/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3671174637480859774' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3671174637480859774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3671174637480859774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/03/as-tres-fases-distintas-de-alvaro-de.html' title='As três fases distintas de Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbP5nRkQV-I/AAAAAAAAAkY/F8EfeArkvqg/s72-c/ficha-inform-sobre-as-3-fases-alvaro-campos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-9160024158222370963</id><published>2009-03-08T15:48:00.003Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Perfil literário de Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbPp3hBjx0I/AAAAAAAAAkI/89sbD6pufhE/s1600-h/campos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310845525566932802" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbPp3hBjx0I/AAAAAAAAAkI/89sbD6pufhE/s320/campos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Perfil literário (As três fases poéticas)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Com algumas composições iniciais que algo devem ao Decadentismo ("Opiário"), Álvaro de Campos é, sobretudo, o futurista da exaltação da energia até ao paroxismo, da velocidade e da força da civilização mecânica do futuro, patentes na "Ode Triunfal".&lt;br /&gt;É o único heterónimo que reconhece uma evolução ("Fui em tempos poeta decadente; hoje creio que estou decadente, e já o não sou"). Passa por três fases: a decadentista, a futurista e sensacionista e, por fim, a intimista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;1ª fase: decadentista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Esta fase poética traduz-se por sentimentos de tédio, enfado, náusea, cansaço, abatimento e necessidade de novas sensações. Tal é o reflexo da falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia. Esta fuga era feita habitualmente à base de estupefacientes, como era o caso do ópio. Um dos poemas mais exemplificativos desta fase é o "Opiário", escrito por Fernando Pessoa em 1915 para o primeiro número do Orpheu, todavia, datado de Março de 1914 para documentar, mistificando, uma primeira fase de Campos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;2ª fase: futurista e sensacionista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A fase futurista-sensacionista assenta numa poesia repleta de vitalidade, manifestando a predilecção pelo ar livre e pelo belo feroz que virá contrariar a concepção aristotélica de belo ("Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, / Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos". - "Ode Triunfal").&lt;br /&gt;Após a descoberta do futurismo (de Marinetti) e do sensacionismo (de Walt Whitman), Campos adoptou, para além do verso livre, um estilo esfuziante, torrencial, espraiado em longos versos de duas ou três linhas, anafórico, exclamativo, interjectivo, monótono pela simplicidade dos processos, pela reiteração de apóstrofes e enumerações, mas vivificado pela fantasia verbal duradoura e inesgotável.&lt;br /&gt;Álvaro de Campos, além de celebrar o triunfo da máquina, da energia mecânica e da civilização moderna, canta também os escândalos e corrupções da contemporaneidade, em sintonia com o futurismo.&lt;br /&gt;O ideal futurista em Álvaro de Campos fá-lo distanciar-se do passado para exaltar a necessidade de uma nova vida futura, onde se tenha a consciência da sensação do poder e do triunfo.&lt;br /&gt;Esta fase também está marcada pela intelectualização das sensações ou pela sua desordem. Como verdadeiro sensacionista, procura o excesso violento de sensações à maneira de Walt Whitman. Contudo, o seu sensacionismo distingue-se do seu mestre Alberto Caeiro, na medida em que este considera a sensação captada pelos sentidos como a única realidade, mas rejeita o pensamento. O mestre, com a sua simplicidade e serenidade, via tudo nítido e recusava o pensamento para fundamentar a sua felicidade por estar de acordo com a Natureza; já Campos, sentindo a complexidade e a dinâmica da vida moderna, procura sentir a violência e a força de todas as sensações ("sentir tudo de todas as maneiras").&lt;br /&gt;O poema "Ode Triunfal" exemplifica claramente esta fase poética do heterónimo Álvaro de Campos. O título sugere logo qualquer coisa de grandioso, não só no conteúdo como na forma. A irregularidade métrica e estrófica, típicas da poesia modernista, afastam logo o poema da lírica tradicional portuguesa. Este ritmo irregular traduz a irreverência e o nervosismo do próprio poeta. A nível estilístico, sobressaem inúmeras metáforas, comparações, imagens, apóstrofes, anáforas (entre outras), a fim de realçar o sensacionismo de Campos. Há que destacar que nem tudo é entusiasmo nesta ode. Assim, logo no início, o poeta escreve "A dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica" e tem "febre". Ao longo do texto há um desfilar irónico dos escândalos da época: a desumanização, a hipocrisia, a corrupção, a miséria, a pilhagem, os falhanços da técnica (desastres, naufrágios), a prostituição de menores, entre outros. O poeta tanto manifesta o desejo de humanizar as máquinas, através das apóstrofes ("Ó rodas, ó engrenagens, ó máquinas!..."), como também de se materializar ao identificar-se com as máquinas ("Ah! poder eu exprimir-me como um motor se exprime! Ser completo como uma máquina!"); O mais surpreendente no poema é que, depois de o poeta ironizar os ridículos da sociedade moderna, ele identifica-se com eles ao exprimir ("Ah, como eu desejava ser o souteneur disto tudo!“).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;3ª fase: intimista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Esta fase caracteriza-se por uma incapacidade de realização, trazendo de volta o abatimento. O poeta vive rodeado pelo sono e pelo cansaço, revelando desilusão, revolta, inadaptação, devido à incapacidade das realizações. Após um período áureo de exaltação heróica da máquina, Álvaro de Campos é possuído pelo desânimo e frustração.&lt;br /&gt;Parece apresentar pontos comuns com a 1ªfase - a decadentista -, contudo, há que sublinhar que a intimista traduz a reflexão interior e angustiada de quem apenas sente o vazio depois da caminhada heróica.&lt;br /&gt;Segundo Jacinto do Prado Coelho, este Campos decaído, cosmopolita, melancólico, devaneador, irmão do Pessoa ortónimo no cepticismo, na dor de pensar e nas saudades da infância ou de qualquer coisa irreal, é o único heterónimo que comparticipa da vida extraliterária de Fernando Pessoa, afirmando o próprio "eu e o meu companheiro de psiquismo Álvaro de Campos".&lt;br /&gt;Em "Lisbon revisited" (1923), o poeta debate-se com a inexorabilidade da morte, desejando até morrer ("Não me venham com conclusões! / A única conclusão é morrer."). Todo o poema é disfórico, daí a acumulação de construções negativas. Recusa a estética, a moral, a metafísica, as ciências, as artes, a civilização moderna, apelando ao direito à solidão,apontando a infância como símbolo da felicidade perdida ("Ó céu azul - o mesmo da minha infância - / Eterna verdade vazia e perfeita!").&lt;br /&gt;Nesta fase, Campos sente-se vazio, um marginal, um incompreendido ("O que há em mim é sobretudo cansaço -"; "Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: / Porque eu amo infinitamente o finito, / Porque eu desejo impossivelmente o possível"). A construção antitética destes versos é, sem, dúvida, o espelho do interior do poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-9160024158222370963?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/9160024158222370963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=9160024158222370963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/9160024158222370963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/9160024158222370963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/03/perfil-literario-de-alvaro-de-campos.html' title='Perfil literário de Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbPp3hBjx0I/AAAAAAAAAkI/89sbD6pufhE/s72-c/campos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-990319502596209050</id><published>2009-03-08T15:43:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Álvaro de Campos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbPopxJ7myI/AAAAAAAAAj4/dcI6t43D6PY/s1600-h/campos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310844189867219746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbPopxJ7myI/AAAAAAAAAj4/dcI6t43D6PY/s320/campos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Álvaro de Campos (1890- …)&lt;br /&gt;(Poeta Modernista)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aspectos biográficos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Tavira, em 15 de Outubro de 1890.&lt;br /&gt;Fez o liceu em Portugal e o curso de Engenharia na Escócia.&lt;br /&gt;Engenheiro naval (por Glasgow), vive “agora” em Lisboa.&lt;br /&gt;Viajou pelo Oriente (de onde resultou o Opiário). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alto, magro e com tendência a curvar-se.&lt;br /&gt;(Elementos retirados da carta a Adolfo Casais Monteiro, 1935)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que diz. Como o diz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;· Poeta modernista, sensacionista, a sua poesia tem três fases: decadentista, futurista e pessoal-intimista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fase decadentista:&lt;br /&gt;- tédio e horror à vida&lt;br /&gt;- “nostalgia de além”&lt;br /&gt;- “embrieguez do ópio e dos sonhos”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fase futurista:&lt;br /&gt;- exaltação da civilização industrial&lt;br /&gt;- procura de sensações fortes e modernas&lt;br /&gt;- “apologia de um novo homem, isento de dor, livre”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fase pessoal-intimista:&lt;br /&gt;- reminiscências do mundo fantástico da infância&lt;br /&gt;- solidão interior, angústia existencial&lt;br /&gt;- cepticismo e dor de pensar&lt;br /&gt;- tédio, náusea, desencontro consigo mesmo e com os outros&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Predomínio da emoção espontânea e torrencial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Elogio da civilização industrial, moderna, da velocidade e das máquinas, da energia e da força, do progresso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Poeta virado para o exterior, tenta banir o vício de pensar e acolhe todas as sensações (segundo a lição do seu Mestre Caeiro).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Ansiedade e confusão emocional. Angústia existencial. Sentido do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Tédio, náusea, desencontro com os outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Presença terrível e labiríntica do Eu de que o poeta se tenta libertar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Fragmentação do Eu, perda de identidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;· Excitação da procura, da busca incessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte Poética de Álvaro de Campos.&lt;br /&gt;· Presença do biográfico.&lt;br /&gt;· Verso: decassílabos agrupados em quadras (Opiário).&lt;br /&gt;· Verso livre, longo.&lt;br /&gt;· Estilo esfuziante, torrencial, dinâmico.&lt;br /&gt;· Estilo exclamativo, anafórico, interjectivo; recurso à reiteração de apóstrofes e enumerações.&lt;br /&gt;· Comparações, metáforas e antíteses arrojadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Álvaro de Campos é:&lt;br /&gt;o sensacionista das grandes odes à civilização moderna com todas as emoções que contém;&lt;br /&gt;o ocultor das sensações sem limite" Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!";&lt;br /&gt;o poeta da energia, da velocidade e das máquinas, da vitalidade e do progresso;&lt;br /&gt;o modernista por excelência, que concebe a arte assente na ideia de força, do ímpeto, da fúria e da emoção espontânea;&lt;br /&gt;o poeta de estilo impetuoso, febril e do verso torrencial e livre;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-990319502596209050?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/990319502596209050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=990319502596209050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/990319502596209050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/990319502596209050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/03/alvaro-de-campos.html' title='Álvaro de Campos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SbPopxJ7myI/AAAAAAAAAj4/dcI6t43D6PY/s72-c/campos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-483889498952379769</id><published>2009-02-25T16:49:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.627Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema I - O Guardador de Rebanhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2ww2UAlI/AAAAAAAAAjw/yLT8cpzASis/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_15.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306778316044501586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2ww2UAlI/AAAAAAAAAjw/yLT8cpzASis/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2wg2GM9I/AAAAAAAAAjo/GKD5_BPnhg4/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306778311748629458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2wg2GM9I/AAAAAAAAAjo/GKD5_BPnhg4/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-483889498952379769?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/483889498952379769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=483889498952379769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/483889498952379769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/483889498952379769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/poema-i-o-guardador-de-rebanhos_25.html' title='Poema I - O Guardador de Rebanhos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2ww2UAlI/AAAAAAAAAjw/yLT8cpzASis/s72-c/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5858722048406739320</id><published>2009-02-25T16:48:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.628Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema I - O Guardador de Rebanhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2kD_d8cI/AAAAAAAAAjg/E_l5v8wV5U4/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_17.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306778097844875714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2kD_d8cI/AAAAAAAAAjg/E_l5v8wV5U4/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2j72b7pI/AAAAAAAAAjY/IrEqPpmA9M4/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_19.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306778095659511442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2j72b7pI/AAAAAAAAAjY/IrEqPpmA9M4/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2jRm244I/AAAAAAAAAjQ/-WhZ5ufWL5o/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306778084319880066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2jRm244I/AAAAAAAAAjQ/-WhZ5ufWL5o/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2jIEfVvI/AAAAAAAAAjI/rnqXE-kOLlU/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_21.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306778081759811314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2jIEfVvI/AAAAAAAAAjI/rnqXE-kOLlU/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5858722048406739320?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5858722048406739320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5858722048406739320' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5858722048406739320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5858722048406739320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/poema-i-o-guardador-de-rebanhos.html' title='Poema I - O Guardador de Rebanhos'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2kD_d8cI/AAAAAAAAAjg/E_l5v8wV5U4/s72-c/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_17.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5394514333560954947</id><published>2009-02-25T16:46:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.628Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Alberto Caeiro - o poeta das sensações</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2MjRjkkI/AAAAAAAAAjA/COPnM_uIQI4/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777693925380674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2MjRjkkI/AAAAAAAAAjA/COPnM_uIQI4/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2MSN6nHI/AAAAAAAAAi4/q-2tWZRZYOo/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777689346710642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2MSN6nHI/AAAAAAAAAi4/q-2tWZRZYOo/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2L0GfKXI/AAAAAAAAAiw/34Cxey7Mu9w/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777681262487922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2L0GfKXI/AAAAAAAAAiw/34Cxey7Mu9w/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5394514333560954947?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5394514333560954947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5394514333560954947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5394514333560954947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5394514333560954947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/alberto-caeiro-o-poeta-das-sensacoes_25.html' title='Alberto Caeiro - o poeta das sensações'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV2MjRjkkI/AAAAAAAAAjA/COPnM_uIQI4/s72-c/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8129139579199094098</id><published>2009-02-25T16:34:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.628Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Alberto Caeiro - o poeta das sensações</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV16RSRGTI/AAAAAAAAAio/aoZug5QGFn8/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_06.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777379858880818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV16RSRGTI/AAAAAAAAAio/aoZug5QGFn8/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV16HLw3eI/AAAAAAAAAig/x83_ge4jm3Y/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777377147248098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV16HLw3eI/AAAAAAAAAig/x83_ge4jm3Y/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV15wKWf4I/AAAAAAAAAiY/pn1ECp8APV8/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777370967310210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV15wKWf4I/AAAAAAAAAiY/pn1ECp8APV8/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV15UpA30I/AAAAAAAAAiQ/ONYnyogCfvc/s1600-h/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_09.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306777363579723586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV15UpA30I/AAAAAAAAAiQ/ONYnyogCfvc/s320/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_09.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8129139579199094098?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8129139579199094098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8129139579199094098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8129139579199094098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8129139579199094098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/alberto-caeiro-o-poeta-das-sensacoes.html' title='Alberto Caeiro - o poeta das sensações'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaV16RSRGTI/AAAAAAAAAio/aoZug5QGFn8/s72-c/Fernando+Pessoa_heter%C3%B3nimos_Page_06.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-1617455559285061351</id><published>2009-02-25T16:32:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.628Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Alberto Caeiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaVy62f_FDI/AAAAAAAAAiI/FPuIX_f0fic/s1600-h/caeiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306774091313648690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaVy62f_FDI/AAAAAAAAAiI/FPuIX_f0fic/s320/caeiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-1617455559285061351?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/1617455559285061351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=1617455559285061351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1617455559285061351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1617455559285061351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/alberto-caeiro.html' title='Alberto Caeiro'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SaVy62f_FDI/AAAAAAAAAiI/FPuIX_f0fic/s72-c/caeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-1305531606315435400</id><published>2009-02-06T15:46:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.629Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Análise de poemas - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxcM8gBjLI/AAAAAAAAAiA/0NBoUFVx5M4/s1600-h/fernando_pessoa10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299712238976863410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxcM8gBjLI/AAAAAAAAAiA/0NBoUFVx5M4/s320/fernando_pessoa10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“ Gato que brincas na rua”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;A tendência excessiva para a intelectualidade e consequentemente para a abstracção leva Pesssoa ortónimo a ser incapaz de sentir e, por isso mesmo, a desejar ser inconsciente para poder atingir uma felicidade cada vez mais utópica e inatingível. Por isso, em “Ela canta, pobre ceifeira”, o poeta inveja a ingenuidade da ceifeira que, sendo infeliz, não tem disso consciência e, paradoxalmente, é feliz. Essa “inveja” que o poeta sente dos seres felizes assume o auge em “ Gato que brincas na rua”, onde é o próprio animal, porque não pensa, porque não se conhece, que aparece como uma espécie de “modelo” para se atingir a felicidade (“Invejo a sorte que é tua/ Porque nem sorte se chama/ (...)És feliz porque és assim/ (...) eu vejo-me e estou sem mim, / conheço-me e não sou eu”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspectos temáticos:&lt;br /&gt;- A felicidade de não pensar;&lt;br /&gt;- O isolamento do “eu” face às “pedras e gentes”;&lt;br /&gt;- A inveja do sujeito poético da incapacidade de racionalização do animal;&lt;br /&gt;- O desconhecimento, a sensação de estranheza do “eu” em relação a si próprio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Análise do Poema: “Bóiam leves, desatentos”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;1. Encontra os elementos que sugerem indefinição e estagnação, que provocam o tédio e o cansaço de viver.&lt;br /&gt;- Bóiam, desatentos, sono, corpo morto, folhas mortas, águas paradas, tédio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.1. Mostra como são importantes para a definição do estado de espírito do Poeta.&lt;br /&gt;- Conotam claramente o estado de indefinição e estagnação do poeta: estagnação exterior = estagnação interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Observa que há uma progressão na construção metafórica: da comparação passa-se à metáfora. Justifica essa progressão.&lt;br /&gt;- Para explicitar o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Há dois gerúndios e dois oximoros. Transcreve os versos onde se encontram.&lt;br /&gt;- Versos 8 e 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1. Explicita o seu sentido.&lt;br /&gt;- Impossibilidade de sair do estado de estagnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. O verso 12 é o verso-chave. Explica o seu sentido.&lt;br /&gt;- Fatalismo de não ser o que pretendeu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Indica o tema do texto.&lt;br /&gt;- Tédio, absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.1. Mostra como está desenvolvido.&lt;br /&gt;- Em dois momentos: 1ª as estrofes 1 e 2, onde se exprime o estado psicológico do “eu”; 2ª a estrofe 3, onde se justifica esse mesmo estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas de subjectividade/ objectividade na expressão lírica do “eu”:&lt;br /&gt;- presença do “eu” na primeira pessoa pronominal e verbal;&lt;br /&gt;- objectivação dos “pensamentos” como sujeito de 3ª pessoa;&lt;br /&gt;- visualização do mundo subjectivo dos sentimentos (“mágoa”, “tédio”), exteriorizado pelas imagens;&lt;br /&gt;- desdobramento do “eu” em sujeito e objecto (“Não sei”.../ coisas... pós...);&lt;br /&gt;- reificação do mundo interior (“são coisas”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas características da poesia ortónima:&lt;br /&gt;- os elementos aquáticos da simbólica pessoana;&lt;br /&gt;- o cruzamento do sentir e do pensar;&lt;br /&gt;- o oxímoro;&lt;br /&gt;- a simplicidade formal;&lt;br /&gt;- a sugestão poética simbolista.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Análise do poema “O menino da sua mãe”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Este poema em seis estrofes de cinco versos (quintilhas), de versos regulares de 6 sílabas e rimados -esquema abaab, que se repete nas diferentes quintilhas, ainda que com rimas diferentes - destoa um pouco no conjunto do Cancioneiro por, aparentemente, abordar um tema social - o da guerra e dos meninos injustamente roubados à idade ("Agora que idade tem?"), às mães e às velhas amas, à infância, afinal. Trata-se, efectivamente, de um poema de base narrativa, com narrador - o poeta; narração de uma história; acção - a morte na guerra; personagens; espaço - plaino abandonado/lá longe, em casa; e tempo - passado. O narrador é subjectivo, visto emitir juízos de valor sobre o que conta e até sobre os motivos desta morte prematura. Em todo o caso, naturalmente que aqui, sob forma narrativa, se transmitem sentimentos (mesmo que "fingidos" no sentido de fingimento pessoano), emoções, ideias - logo, expressão do Eu, lirismo.&lt;br /&gt;Nas duas primeiras quintilhas, conta-se, descreve-se a situação vivida pelo protagonista e também se faz o retrato da personagem no momento actual. A descrição é feita em termos realistas, "fortes", como convém a quem quer fazer ver.&lt;br /&gt;Nas estrofes seguintes, predomina a emoção, o discurso judicativo ou valorativo. O jovem, cuja juventude e perda dela são referidas em frases exclamativas, que já não tem idade (como se refere entre parênteses - discurso parentético que realça a mensagem nele contida) é, afinal, "filho único", cujo nome é, por vontade materna, O menino da sua mãe - é um menino-símbolo de uma mãe-símbolo e ambos personagens colectivas. Regressa-se nas 4ª e 5ª quintilhas à descrição e à emoção: a cigarreira breve, símbolo do que não morre, do que fica de uma vida, essa sim, breve (deves ter reconhecido a figura estilística da hipálage); o lenço bordado dado pela criada velha/que o trouxe ao colo.&lt;br /&gt;A última quintilha lança um olhar sobre o espaço familiar: "Lá longe, em casa, há a prece:/"Que volte cedo e bem!" Só que a prece é, sem que lá em casa o saibam, inútil, agora que "o menino da sua mãe" 'jaz morto e apodrece" (este verbo substitui e intensifica o realismo do arrefece da 1ª estrofe). Pelo meio, novo discurso parentético que aponta subtilmente a causa que está por detrás desta morte prematura (Malhas que o Império tece!), ou seja, hoje e sempre, as vítimas que o desejo de Impérios faz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-1305531606315435400?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/1305531606315435400/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=1305531606315435400' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1305531606315435400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1305531606315435400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/analise-de-poemas-fernando-pessoa.html' title='Análise de poemas - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxcM8gBjLI/AAAAAAAAAiA/0NBoUFVx5M4/s72-c/fernando_pessoa10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6151071802951030370</id><published>2009-02-06T15:42:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.629Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Sugestão de Correcção Poema "Leve, breve, suave"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxa51r1UsI/AAAAAAAAAh4/xE7e2gQaO5Y/s1600-h/pessoa6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299710811218203330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 158px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxa51r1UsI/AAAAAAAAAh4/xE7e2gQaO5Y/s320/pessoa6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;1. As três palavras que iniciam o poema, três adjectivos que concorrem para a descrição do “canto de ave”, contêm em si, desde logo, uma aliteração dos sons “l” e “v”, que deixam transparecer a doçura e a suavidade do canto. Além disso, semanticamente apontam para uma ideia de candura, de leveza, de harmonia, um pouco como o canto da ceifeira” que havia prendido a atenção do sujeito poético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2.1 Embora belo e calmante, esse canto de ave que é escutado pelo sujeito poético é fugaz e efémero, tal como se pode comprovar pelo verso: “ Escuto e passou...”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2.2 O primeiro verbo, “escuto”, encontra-se no Presente do Indicativo; já “passou”, encontra-se no Pretérito Perfeito do Indicativo, sendo que a combinação entre estes dois tempos verbais reenvia para a rapidez com que o canto se esvaiu. “Parece que foi só porque escutei/ Que parou.”, isto é, o momento de encanto desfaz-se logo que o eu intervém para ouvir. As reticências que acompanham esse verso reiteram a fugacidade desse momento, evidenciando a tristeza do sujeito poético ao ver que, no momento em que ia apreciar o canto, este cessou, cessando também as constatações que da sua audição pudessem advir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Esse momento de encanto foi quebrado assim que, depois de ter experimentado a sensação quase inconsciente de ouvir o canto - “Sobe no ar com que principia/ O dia. /Escuto...”, o sujeito poético inicia o seu processo consciente de filtrar todas as sensações pelo filtro da razão, isto é, é-lhe impossível não intelectualizar todas as emoções. Deste modo, assim que escuta o canto (emoção/sensação), de imediato intelectualiza-o “...passou...”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Nesta estrofe, o eu poético, ante a fugacidade dos momentos de encanto, experimenta sentimentos como a amargura, o desalento e a frustração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. A primeira evidência da inevitabilidade do peso da razão sobre o coração /sentimentos é a repetição do advérbio de negação “nunca” no verso 8, em conjugação com o pronome indefinido “nada”. Nesse “nada”, hiperbolizado pelo sujeito poético que diz, nas coisas mais simples como a madrugada, o dia ou crepúsculo, não consegue apenas sentir, pode-se evidenciar igualmente uma aliteração dos sons “n”, no verso 8 e “i”, nos versos 10 e 11. Essas repetições dão ênfase ao estado derrotista e conformado do sujeito poético pela perda do gozo instintivo do prazer dos sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6151071802951030370?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6151071802951030370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6151071802951030370' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6151071802951030370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6151071802951030370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/sugestao-de-correccao-poema-leve-breve.html' title='Sugestão de Correcção Poema &quot;Leve, breve, suave&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxa51r1UsI/AAAAAAAAAh4/xE7e2gQaO5Y/s72-c/pessoa6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5830533590021971040</id><published>2009-02-06T15:39:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.629Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema "Quando as crianças brincam"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxaKec73nI/AAAAAAAAAhw/LehLxpMbl-g/s1600-h/FernandoPessoa_almada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299709997527850610" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxaKec73nI/AAAAAAAAAhw/LehLxpMbl-g/s320/FernandoPessoa_almada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Quando as crianças brincam/ E eu as oiço brincar,/ Qualquer coisa em minha alma/ Começa a se alegrar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A memória visual de Pessoa é activada pelo movimento das crianças, sobretudo pelos sons. A memória humana guarda eventos, muitas das vezes, relacionando-os com os sentidos (cheirar algo pode activar a nossa memória, assim como ver algo, ou sentir algo com as mãos). Neste caso é o som que activa a memória de Pessoa. Mas vemos que a actividade das crianças activa em Pessoa uma alegria e não propriamente uma memória imediata.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E toda aquela infância/ Que não tive me vem,/ Numa onda de alegria/ Que não foi de ninguém.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A razão porque é actividade uma "alegria" e não uma "memória imediata", tem a ver com aquela ambivalência de que falávamos: a infância de Pessoa foi feliz e infeliz, e ele não pode lembrar-se dela sem esquecer estes dois lados da mesma. No caso da 2.ª estrofe, Pessoa tira uma alegria de uma infância que não teve, precisamente porque a sua própria infância não foi completamente feliz. Não o foi completamente, mas também não o foi totalmente infeliz. É esta réstea de felicidade, da vida até aos 6 anos, que de certo modo torna Pessoa são, que lhe permite lembrar um pouco da felicidade infantil. É a partir deste pouco que Pessoa extrapola o resto - este pouco serve-lhe para imaginar uma "infância totalmente feliz". É esta "memória projectada" que é dele, quando ele olha para as crianças. Ele imagina assim como poderia ter tido uma infância totalmente feliz e faz desta projecção a sua realidade momentânea.&lt;br /&gt;Por isso ele diz que a memória "não foi de ninguém". É uma memória construída, projectada a partir de uma outra memória parcial.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se quem fui é enigma,/ E quem serei visão,/ Quem sou ao menos sinta/ Isto no coração.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Esta pequena felicidade é o que suporta Pessoa nos momentos mais difíceis. Como ele, nós também em momentos recordamos a nossa infância, principalmente quando na nossa vida adulta nos encontramos em dificuldades - a infância, sobretudo a infância, é um porto seguro para as inseguranças dos adultos. É na infância que se define o mais básico dos princípios, valores e traves mestras da nossa personalidade e das nossas crenças.&lt;br /&gt;Veja-se como Pessoa racionaliza o facto da emoção o confortar - ele não se limita a reconhecer que a emoção o conforta, mas associa a esse conforto pobre a realidade de ele ser um "enigma" e uma "visão". Para Pessoa a constatação de um facto não se fica apenas por essa mesma constatação e isso revela a sua necessidade permanente de racionalizar, de manter o controlo da sua mente e do que o rodeia. Esta necessidade de controlo absoluto - que se revela em todas as mentes racionais - é sinal óbvio dessa mesma infância perdida. É o pequeno rapaz que sentiu todo o seu mundo perder-se subitamente que tenta, enquanto adulto, racionalizar tudo à sua volta, de maneira progressivamente mais desesperada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5830533590021971040?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5830533590021971040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5830533590021971040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5830533590021971040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5830533590021971040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/poema-quando-as-criancas-brincam.html' title='Poema &quot;Quando as crianças brincam&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxaKec73nI/AAAAAAAAAhw/LehLxpMbl-g/s72-c/FernandoPessoa_almada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3135999607455150766</id><published>2009-02-06T15:37:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.629Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Orientação de Leitura "Não sei se é sonho, se realidade"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxZufbsf0I/AAAAAAAAAho/txGOweixdTE/s1600-h/FernandoPessoa_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299709516754747202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxZufbsf0I/AAAAAAAAAho/txGOweixdTE/s320/FernandoPessoa_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;1. Primeira parte – primeira estrofe; segunda parte – segunda e terceira estrofes; terceira parte – quarta estrofe.&lt;br /&gt;2. Na primeira parte, o sujeito poético apresenta a hipótese de ser possível a concretização do sonho.&lt;br /&gt;2.1. Orações condicionais; a utilização repetida do advérbio de dúvida “talvez”; o uso do conjuntivo “dêem”.&lt;br /&gt;2.2. O poema inicia-se com a 1ª pessoa do singular, que traduz a reflexão pessoal, mas ainda na 1ª estrofe, o sujeito poético passa a utilizar a 1ª pessoa do plural que generaliza o âmbito da reflexão àqueles que sonham, sem deixar o sujeito de estar implicado nessa categoria. Contudo, essa 1ª pessoa do plural marca a passagem para a reflexão filosófica, ontológica, passagem que é evidenciada pelo uso da 3ª pessoa em expressões como “só de pensá-lo cansou”. No final do poema, retoma-se o uso da 1ª pessoa do plural, generalizador e aglutinador de sujeito poético + homens.&lt;br /&gt;2.3. A ilha é a representação do sonho. Ligada a esta representação do sonho está a ideia de felicidade, de paraíso alcançado, na terra de “suavidade”, com palmares, áleas, sombras e sossego onde a vida é jovem e o amor sorri.&lt;br /&gt;3. Conjunção coordenativa adversativa “mas”.&lt;br /&gt;3.1. É anulada já que, uma vez realizado, o sonho deixa de o ser, logo, não se concretiza.&lt;br /&gt;4.1. O poeta conclui que não é com sonhos longínquos, nem com objectivos distantes que a felicidade se encontra, pois aquilo que procuramos está dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;4.2. “É em nós que é tudo”. Esta afirmação coloca na primeira linha do ser a procura de si mesmo. No entanto, também a procura do que está para além, a distância, o longe, é tema fundamental nesta poesia.&lt;br /&gt;5. aquela – sonho; essa – distância; nesta – realidade. O sonho era a distância, o “ali”, “aquela terra”, “essa terra”; uma vez atingido é a realidade, “nesta terra” onde “o mal não cessa, não dura o bem”.&lt;br /&gt;5.1. O poeta começou por colocar como possibilidade a realização do sonho; depois anula essa hipótese, considerando que uma vez realizado, o sonho deixa de o ser; finalmente, conclui que não é necessário fugir para o sonho, porque aquilo que procuramos está dentro de nós mesmos.&lt;br /&gt;6. Binómio sonho/ realidade&lt;br /&gt;7. A utilização da regularidade métrica (versos de 9 sílabas), da rima, das repetições, das aliterações, da interrogação são os processos que mais contribuem para a musicalidade do poema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3135999607455150766?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3135999607455150766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3135999607455150766' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3135999607455150766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3135999607455150766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/orientacao-de-leitura-nao-sei-se-e.html' title='Orientação de Leitura &quot;Não sei se é sonho, se realidade&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYxZufbsf0I/AAAAAAAAAho/txGOweixdTE/s72-c/FernandoPessoa_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-307604452624571167</id><published>2009-02-01T20:07:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.630Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Sugestões de Correcção da Ficha de Trabalho - Poema "Autopsicografia"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYX_aepUSnI/AAAAAAAAAhg/1TGg6oY3QNs/s1600-h/autopsicografia_correccao_Page_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297921367039298162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYX_aepUSnI/AAAAAAAAAhg/1TGg6oY3QNs/s320/autopsicografia_correccao_Page_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYX_aYA617I/AAAAAAAAAhY/em8_dj5-Zkk/s1600-h/autopsicografia_correccao_Page_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297921365259245490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYX_aYA617I/AAAAAAAAAhY/em8_dj5-Zkk/s320/autopsicografia_correccao_Page_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-307604452624571167?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/307604452624571167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=307604452624571167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/307604452624571167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/307604452624571167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/02/sugestoes-de-correccao-da-ficha-de.html' title='Sugestões de Correcção da Ficha de Trabalho - Poema &quot;Autopsicografia&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYX_aepUSnI/AAAAAAAAAhg/1TGg6oY3QNs/s72-c/autopsicografia_correccao_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4285496187478081237</id><published>2009-02-01T20:00:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.630Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Análise de Imagem</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Comenta o quadro (150-200 palavras) que se segue à luz das afirmações de Fernando Pessoa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297599433667614946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYTanfYRmOI/AAAAAAAAAhI/jq-1ciCn310/s320/caricatura8.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Miguel Yoco, &lt;em&gt;O Teatro Íntimo do Ser&lt;/em&gt;, 1986&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas uma única anterior realidade que não está em nenhuma e está em todas."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4285496187478081237?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4285496187478081237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4285496187478081237' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4285496187478081237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4285496187478081237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/analise-de-imagem.html' title='Análise de Imagem'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SYTanfYRmOI/AAAAAAAAAhI/jq-1ciCn310/s72-c/caricatura8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6919174489264695210</id><published>2009-02-01T19:52:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.630Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema "Leve, breve, suave" - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Leia, atentamente, o texto apresentado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve, breve, suave&lt;br /&gt;Um canto de ave&lt;br /&gt;Sobe no ar com que principia&lt;br /&gt;O dia.&lt;br /&gt;Escuto e passou...&lt;br /&gt;Parece que foi só porque escutei&lt;br /&gt;Que parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca, nunca, em nada,&lt;br /&gt;Raie a madrugada,&lt;br /&gt;Ou ´splenda o dia, ou doire no declive,&lt;br /&gt;Tive&lt;br /&gt;Prazer a durar&lt;br /&gt;Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir&lt;br /&gt;Gozar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pessoa, Fernando, Poesias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apresente, de forma bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Explique de que forma as palavras do primeiro verso traduzem a beleza do canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O eu refere-se à fugacidade do momento de encanto.&lt;br /&gt;2.1. Que verso melhor o traduz?&lt;br /&gt;2.2. Explique o valor das formas verbais e da pontuação no verso que escolheu em 2.1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O que quebrou esse momento de encanto? Justifique com exemplos do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Identifique que sentimentos experimenta o eu poético na segunda estrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Relacione a repetição de vocábulos e de sons com a expressão desses sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6919174489264695210?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6919174489264695210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6919174489264695210' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6919174489264695210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6919174489264695210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/poema-leve-breve-suave-fernando-pessoa.html' title='Poema &quot;Leve, breve, suave&quot; - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2482166888098241424</id><published>2009-02-01T19:37:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.630Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Análise poema - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Leia, atentamente, o texto a seguir transcrito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Em toda a noite o sono não veio. Agora&lt;br /&gt;Raia do fundo&lt;br /&gt;Do horizonte, encoberta e fria, a manhã.&lt;br /&gt;Que faço eu no mundo?&lt;br /&gt;Nada que a noite acalme ou levante a aurora,&lt;br /&gt;Coisa séria ou vã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Com olhos tontos da febre vã da vigília&lt;br /&gt;Vejo com horror&lt;br /&gt;O novo dia trazer-me o mesmo dia do fim&lt;br /&gt;Do mundo e da dor –&lt;br /&gt;Um dia igual aos outros, da eterna família&lt;br /&gt;De serem assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Nem o símbolo ao menos vale, a significação&lt;br /&gt;Da manhã que vem&lt;br /&gt;Saindo lenta da própria essência da noite que era,&lt;br /&gt;Para quem,&lt;br /&gt;Por tantas vezes ter sempre ’sperado em vão,&lt;br /&gt;Já nada ’spera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;Fernando Pessoa, Poesias, 15.ª ed., Lisboa, Ática, 1995&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Apresente, de forma bem estruturada, as suas respostas aos itens que se seguem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;1. Caracterize os momentos temporais representados na primeira estrofe do poema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;2. Refira um dos sentidos produzidos pela interrogação «Que faço eu no mundo?» (v. 4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;3. Atente nos três primeiros versos da terceira estrofe. Explicite, sucintamente, a relação entre a «noite» e a «manhã» estabelecida nos versos 14 e 15.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;4. Tendo em conta todo o poema, identifique duas das razões do sentimento de «horror» referido no verso 8.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Exercício retirado do site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.gave.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.gave.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - Exame Nacional Português - 2007- 2ª fase&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2482166888098241424?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2482166888098241424/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2482166888098241424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2482166888098241424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2482166888098241424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/analise-poema-fernando-pessoa.html' title='Análise poema - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3135344774827601181</id><published>2009-01-19T17:53:00.003Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.631Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema "Isto" - Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SXTDyeQ_tGI/AAAAAAAAAhA/7QDKLnzS47c/s1600-h/pessoa.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293070733952398434" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SXTDyeQ_tGI/AAAAAAAAAhA/7QDKLnzS47c/s200/pessoa.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Poema Isto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Dizem que finjo ou minto&lt;br /&gt;Tudo que escrevo. Não.&lt;br /&gt;Eu simplesmente sinto&lt;br /&gt;Com a imaginação.&lt;br /&gt;Não uso o coração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que sonho ou passo,&lt;br /&gt;O que me falha ou finda,&lt;br /&gt;É como que um terraço&lt;br /&gt;Sobre outra coisa ainda.&lt;br /&gt;Essa coisa é que é linda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Por isso escrevo em meio&lt;br /&gt;Do que não está ao pé,&lt;br /&gt;Livre do meu enleio,&lt;br /&gt;Sério do que não é.&lt;br /&gt;Sentir? Sinta quem lê! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Assunto&lt;/strong&gt;: o fingimento e a criação artística; a racionalização dos sentimentos (sentir com a imaginação, não usando o coração).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Divisão do poema&lt;/strong&gt;: duas primeiras quintilhas - negação de que finge ou mente; justificação de que o que faz é a racionalização dos sentimentos na busca de algo mais belo mas inacessível; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;última quintilha - argumentação de que ao escrever se distancia da realidade, intelectualizando os sentimentos e elaborando uma nova realidade - a arte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;sentido da 1ª estrofe&lt;/strong&gt;: reconhecimento do que dizem e negação de que finge ou mente "&lt;em&gt;sinto com a imaginação/ Não uso o coração&lt;/em&gt;" - expressão da intelectualização do sentimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;comparação da 2ª estrofe&lt;/strong&gt;: "&lt;em&gt;Tudo o que sonho ou passo&lt;/em&gt;/ &lt;em&gt;O que me falha ou finda&lt;/em&gt;" (primeiro termo da comparação) "(...) &lt;em&gt;um terraço&lt;/em&gt;/ &lt;em&gt;Sobre outra coisa ainda&lt;/em&gt;" (segundo termo), ou seja, o mundo real ("&lt;em&gt;terraço&lt;/em&gt;") é reflexo de ("&lt;em&gt;Sobre outra coisa ainda&lt;/em&gt;") um mundo ideal ("&lt;em&gt;essa coisa é que é linda&lt;/em&gt;" - conceito oculto ou platónico, mundo que fascina o sujeito poético).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;situação a que chega o sujeito poético&lt;/strong&gt; - "&lt;em&gt;livre de meu enleio&lt;/em&gt;" (desligado do tema) . há um acto de fingimento de pura elaboração estética e o leitor que sinta o que ele comunica apesar de não sentir ("&lt;em&gt;Sentir? Sinta quem lê&lt;/em&gt;!")&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;O poema "Isto" apresenta-se como uma espécie de esclarecimento em relação à questão do fingimento poético enunciada em "Autopsicografia" - não há mentira no acto de criação poética; o fingimento poético resulta da intelectualização do "sentir" da racionalização. Aqui, o sujeito poético vai mais longe já que, negando o "&lt;em&gt;uso do coração&lt;/em&gt;", aponta para a simultaneidade dos actos de "&lt;em&gt;sentir&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;imaginar&lt;/em&gt;", apresentando-nos a obra poética como uma espécie de síntese onde a sensação surge filtrada pela imaginação criadora. A comparação presente na 2ª estrofe (vv.6-9) evidencia o facto de a realidade que envolve o sujeito poético ser apenas a "ponte" para "&lt;em&gt;outra coisa&lt;/em&gt;": a obra poética, expressão máxima do Belo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333300;"&gt;Na 3ª estrofe, introduzida pela expressão "&lt;em&gt;Por isso&lt;/em&gt;" de valor conclusivo/ explicativo, o sujeito poético recusa a poesia como expressão imediata das sensações. O sentir, no sentido convencional do termo, é remetido para o leitor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;"Fingir" não é o mesmo que "mentir" é a tese defendida. Não há mentira no acto de criação poética; o fingimento poético resulta da intelectualização do "sentir", da racionalização dos sentimentos vividos pelo sujeito poético. O sujeito poético vai mais longe já que, negando o "uso do coração", aponta para a simultaneidade dos actos de "sentir" e "imaginar", apresentando-nos a obra poética como uma espécie de síntese onde a sensação surge filtrada pela imaginação criadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3135344774827601181?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3135344774827601181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3135344774827601181' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3135344774827601181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3135344774827601181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/poema-isto-fernando-pessoa.html' title='Poema &quot;Isto&quot; - Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SXTDyeQ_tGI/AAAAAAAAAhA/7QDKLnzS47c/s72-c/pessoa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6342000849563059235</id><published>2009-01-13T20:50:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.631Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Poema "Autopsicografia"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;O poeta é um fingidor&lt;br /&gt;Finge tão completamente&lt;br /&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;A dor que deveras sente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;Mas só a que eles não têm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim nas calhas de roda&lt;br /&gt;Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;Esse comboio de corda&lt;br /&gt;Que se chama coração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz_OKT_VHI/AAAAAAAAAg4/3gBs2tvDsaY/s1600-h/fernando_pessoa10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290884281004938354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 106px; CURSOR: hand; HEIGHT: 152px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz_OKT_VHI/AAAAAAAAAg4/3gBs2tvDsaY/s200/fernando_pessoa10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Esta composição poética é uma esplêndida síntese do que Pessoa pensava sobre a génese e a natureza da poesia. Podemos, pois, considerá-lo como uma verdadeira "arte poética".&lt;br /&gt;O assunto do poema desenvolve-se em três partes lógicas, que correspondem a cada uma das estrofes.&lt;br /&gt;Na primeira parte, o primeiro verso contém a ideia fundamental do poema, na frase de tipo axiomático "o poeta é um fingidor", que, logo a seguir, é explicado, ou confirmado, por meio de uma particularização centrada na dor.&lt;br /&gt;Quer isto dizer que a poesia não está na dor experimentada, ou sentida realmente, mas no fingimento dela. Isto é, a dor sentida, a dor real, para se elevar ao plano da arte, tem de ser fingida, imaginada, tem de ser expressa em linguagem poética, o poeta tem que partir da dor real, a dor que deveras sente.&lt;br /&gt;Não basta, para haver poesia, a expressão espontânea dessa dor real, tal como o faria, por exemplo, um doente relatando a sua dor ao médico. Não há poesia, não há arte sem imaginação, sem que o real seja imaginado de forma a exprimir-se artisticamente, de forma a surgir como um objectivo poético (artístico), de forma a concretizar-se em arte.&lt;br /&gt;Esta concretização da dor no poema opera na memória do poeta o retorno à sua dor inicial, parecendo-lhe a dor imaginada mais autêntica do que a dor real. É a sobreposição do objecto artístico à realidade objectiva que lhe serviu de base: “chega a fingir que é dor/a dor que deveras sente”. Isto conduz-nos à ideia de fruição artística, da parte do poeta.&lt;br /&gt;Na segunda parte do poema, o poeta alude à fruição artística da parte do leitor. Este não sente a dor real (inicial), que o poeta sentiu, nem a dor imaginária (dor em imagens) que o poeta imaginou, ao ser artífice do poema, nem a dor que eles (leitores) têm, mas só a que eles não têm. Isto é, o que o leitor sente é uma quarta dor que se liberta do poema, que é interpretado à maneira de cada leitor.&lt;br /&gt;Há na segunda estrofe referência a quatro dores: a dor sentida (real), a dor fingida pelo poeta, a dor real do leitor e a dor lida (dor intelectualizada que provém da interpretação do leitor e que é objecto da sua fruição.&lt;br /&gt;A terceira parte do poema, como a própria expressão "E assim" prenuncia, constitui uma espécie de conclusão: o coração (símbolo da sensibilidade) é um comboio de corda sempre a girar nas calhas da roda (que o destino fatalmente traçou) para entreter a razão. Há aqui uma referência à função lúdica da poesia, que começa na fruição de que o próprio poeta goza, no acto da criação artística. São aqui marcados os dois pólos em que se processa a criação do poema: o coração (as sensações donde o poema nasce) e a razão (a imaginação onde o poema é inventado). Fecha-se neste fim do poema como que um círculo cuja linha limite marca uma pista sem fim em que nunca se esgota a dinâmica do jogo sensação-imaginação.&lt;br /&gt;Quanto aos aspectos morfo-sintácticos, desde logo a ligação por meio do síndeto (coordenativa "e") das três estrofes do poema impondo não só a divisão do texto em três partes lógicas, mas também sugerindo uma sequência lógica no desenvolvimento do assunto.&lt;br /&gt;Os verbos, com excepção da forma teve (pretérito perfeito), encontram-se no presente, o que está de acordo com a natureza teórica do poema, que é anunciada pelo título "Autopsicografia" (estudo que o poeta faz do fenómeno psicológico que nele se passa, no acto de criação artística, portanto no presente).&lt;br /&gt;A forma do perfeito "teve" explica-se porque é exigida para marcar a prioridade temporal em que o poeta experimentou as suas dores em relação ao tempo (presente) em que o leitor experimenta a dor lida.&lt;br /&gt;A expressão infinitiva "a entreter" apresenta-se com um nítido aspecto durativo, insinuando a repetição continuada do processo criativo. Note-se a insistência do poeta no processo mais importante da criação poética: o fingimento. Este processo é marcado pelas formas verbais "finge" e "fingir" e pelo substantivo "fingidor". O verbo fingir (do latim "fingere " = fingir, pintar, desenhar, construir) aponta não apenas para disfarçar, mas também para construir, modelar, envolvendo, assim, todo o processo criativo desenvolvido pelo poeta na produção do poema: o poeta é um artífice.&lt;br /&gt;É interessante a perífrase "os que lêem o que escreve" (para significar os leitores) por ser portadora de uma expressividade especial: aponta para os dois intervenientes fundamentais do processo poético --o emissor (poeta) e os receptores (leitores).&lt;br /&gt;Além da reiteração (repetição), já apontada, do verbo fingir, há ainda a do verbo sentir, que não se deve desligar da repetição do substantivo dor (três vezes), além de outras três vezes que se repete por intermédio de pronomes, ou expressões ("que","as duas", "a que"). A insistência na dor e no sentir está de acordo com o facto de o poeta ter tomado a dor como tema exemplificativo da criação poética e pelo facto de as sensações (o sentir) serem o ponto de partida dessa criação.&lt;br /&gt;Em relação à sensação do sujeito lírico e dos leitores, são expressivos os advérbios: "Finge tão completamente";... Deveras senta"; "...sentem bem". Estes advérbios sugerem a veemência, o rigor com que a sensação da dor se impõe, quer ao poeta quer aos leitores. Os advérbios estão pois a marcar a intenção do autor: expor a sua teoria poética com rigor. O acto de fingir é tão importante que o poeta o superlativou não apenas pela expressão adverbial "tão completamente", mas também por meio da subordinada consecutiva "que chega a fingir". Notemos que a subordinação (hipotaxe) é muito mais importante do que a coordenação, o que está de harmonia com um discurso teórico que tem por finalidade apresentar uma teoria da criação poética.&lt;br /&gt;Repare-se na expressividade das duas metáforas, de valor altamente simbólico, que se encontram na última estrofe: calhas de roda e comboio de corda. Esse comboio de corda (o coração), ultrapassando o significado denotativo de brinquedo, aponta sobretudo para um sentido simbólico relacionado com a função lúdica da poesia., e assim, gira nas calhas de roda. Também essas calhas de roda ultrapassam o significado de carris (correspondente ao sentido de comboio de corda) para apontarem simbolicamente para um rumo necessário, marcado pelo destino, qualquer coisa que sucede por fatalidade, na vida (na roda da vida).&lt;br /&gt;O poeta, é pois, um ser predestinado a brincar intelectualmente com as sensações, elevando-as ao nível da arte poética, transformando-as num objectivo, artístico, que é o poema, também objecto de fruição lúdica para os leitores.&lt;br /&gt;No que toca à forma do poema, aos seus aspectos fónicos, parecer-nos-á estranho que Pessoa tenha escolhido o verso de redondilha (verso curto de sete sílabas), de feição rítmica popular, distribuídos em quadras, para expor uma teoria intelectualizada e de alto nível mental. Trata-se de um entre tantos paradoxos de que o proceder de Pessoa é fértil. Note-se que os casos frequentes de transporte, verificados em grande parte dos versos vem reduzir as dificuldades que o metro curto poderia oferecer ao desbobinar do raciocínio do poeta.&lt;br /&gt;A rima é sempre cruzada, apresentando uma certa irregularidade nos versos 1º e 3º da última estrofe. Notar os dois pares rimáticos fingidor/dor e razão/coração, em que se poderá ver uma certa intenção expressiva, se relacionarmos razão com fingidor e o coração com dor: ficariam assim em lugar de destaque, bem marcados os dois pólos de criação poética – as sensações e o fingimento.&lt;br /&gt;O título do poema pode levar-nos à conclusão de que o poeta quer explicar o processo psíquico que nele se passa, ao elaborar um texto poético. Como se explica, então que o poeta nunca empregue o pronome "eu", nem qualquer verbo na primeira pessoa, e que parte precisamente de uma afirmação axiomática, "O poeta é um fingidor", de aplicação universal, aplicável a todos os poetas? "Este poema está construído na 3ª pessoa como a lei de Newton, ou qualquer outro enunciado científico" – afirma A. J. Saraiva – "para significar que é a inteligência, como um ser autónomo, que explica o processo de criação poética".&lt;br /&gt;Por meio do título, o autor quis significar que a teoria da criação poética, exposta no poema, de valor universal porque aplicável a todo o verdadeiro poeta, foi elaborada por via da auto-introspeccção, por meio da qual Fernando Pessoa verificou o processo em si próprio. O título aponta para o palco de experimentação e verificação de uma teoria poética que o autor julgou de valor universal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6342000849563059235?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6342000849563059235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6342000849563059235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6342000849563059235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6342000849563059235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/poema-autopsicografia.html' title='Poema &quot;Autopsicografia&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz_OKT_VHI/AAAAAAAAAg4/3gBs2tvDsaY/s72-c/fernando_pessoa10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6963388395538355478</id><published>2009-01-13T20:48:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.631Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa Ortónimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YmnqC3I/AAAAAAAAAgw/MVPGqmbF6dk/s1600-h/Diapositivo1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883360890686322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YmnqC3I/AAAAAAAAAgw/MVPGqmbF6dk/s200/Diapositivo1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YS79vgI/AAAAAAAAAgo/3vIPxbZGbIE/s1600-h/Diapositivo2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883355607154178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YS79vgI/AAAAAAAAAgo/3vIPxbZGbIE/s200/Diapositivo2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YLHCFVI/AAAAAAAAAgg/gH8lFuvCkHg/s1600-h/Diapositivo3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883353506092370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YLHCFVI/AAAAAAAAAgg/gH8lFuvCkHg/s200/Diapositivo3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YFF-9GI/AAAAAAAAAgY/6id8KccbNMc/s1600-h/Diapositivo4.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883351891080290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YFF-9GI/AAAAAAAAAgY/6id8KccbNMc/s200/Diapositivo4.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6963388395538355478?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6963388395538355478/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6963388395538355478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6963388395538355478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6963388395538355478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo_3372.html' title='Fernando Pessoa Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-YmnqC3I/AAAAAAAAAgw/MVPGqmbF6dk/s72-c/Diapositivo1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2900478677258203094</id><published>2009-01-13T20:47:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.631Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa Ortónimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-K6n0j0I/AAAAAAAAAgQ/x499r9llVvE/s1600-h/Diapositivo5.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883125741915970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-K6n0j0I/AAAAAAAAAgQ/x499r9llVvE/s200/Diapositivo5.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-Kh8PdoI/AAAAAAAAAgI/RWUy8yw-PXk/s1600-h/Diapositivo6.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883119116678786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-Kh8PdoI/AAAAAAAAAgI/RWUy8yw-PXk/s200/Diapositivo6.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-KSQj9hI/AAAAAAAAAgA/ykni-m-Q6ts/s1600-h/Diapositivo7.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883114906940946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-KSQj9hI/AAAAAAAAAgA/ykni-m-Q6ts/s200/Diapositivo7.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-KAsH4AI/AAAAAAAAAf4/TzNi4THPUbU/s1600-h/Diapositivo8.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883110190702594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-KAsH4AI/AAAAAAAAAf4/TzNi4THPUbU/s200/Diapositivo8.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-J-NjTcI/AAAAAAAAAfw/S4v7Op_UcIc/s1600-h/Diapositivo9.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290883109525605826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-J-NjTcI/AAAAAAAAAfw/S4v7Op_UcIc/s200/Diapositivo9.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2900478677258203094?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2900478677258203094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2900478677258203094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2900478677258203094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2900478677258203094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo_4360.html' title='Fernando Pessoa Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz-K6n0j0I/AAAAAAAAAgQ/x499r9llVvE/s72-c/Diapositivo5.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5865567377271978241</id><published>2009-01-13T20:46:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.632Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa Ortónimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97x6b62I/AAAAAAAAAfo/0YEjV3SAG7c/s1600-h/Diapositivo10.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882865706036066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97x6b62I/AAAAAAAAAfo/0YEjV3SAG7c/s200/Diapositivo10.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz974Y-iTI/AAAAAAAAAfg/dZ6hBbfhr9s/s1600-h/Diapositivo11.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882867444746546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz974Y-iTI/AAAAAAAAAfg/dZ6hBbfhr9s/s200/Diapositivo11.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97ud9U5I/AAAAAAAAAfY/V93ptd3GfKY/s1600-h/Diapositivo12.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882864781284242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97ud9U5I/AAAAAAAAAfY/V93ptd3GfKY/s200/Diapositivo12.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97o7fmeI/AAAAAAAAAfQ/6eeCkA9plNQ/s1600-h/Diapositivo13.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882863294552546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97o7fmeI/AAAAAAAAAfQ/6eeCkA9plNQ/s200/Diapositivo13.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97Rq5rwI/AAAAAAAAAfI/IlHlSXHrFN4/s1600-h/Diapositivo14.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882857050943234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97Rq5rwI/AAAAAAAAAfI/IlHlSXHrFN4/s200/Diapositivo14.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5865567377271978241?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5865567377271978241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5865567377271978241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5865567377271978241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5865567377271978241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo_368.html' title='Fernando Pessoa Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz97x6b62I/AAAAAAAAAfo/0YEjV3SAG7c/s72-c/Diapositivo10.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-1564643441366262745</id><published>2009-01-13T20:45:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.632Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa Ortónimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sw3oFNI/AAAAAAAAAfA/XY-xgUX8WaY/s1600-h/Diapositivo15.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882607727776978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sw3oFNI/AAAAAAAAAfA/XY-xgUX8WaY/s200/Diapositivo15.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9s0Re1sI/AAAAAAAAAe4/9q9dnA5kAU8/s1600-h/Diapositivo16.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882608641529538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9s0Re1sI/AAAAAAAAAe4/9q9dnA5kAU8/s200/Diapositivo16.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sU-6UII/AAAAAAAAAew/0B7xv1CPY18/s1600-h/Diapositivo17.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882600242139266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sU-6UII/AAAAAAAAAew/0B7xv1CPY18/s200/Diapositivo17.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sW3tmII/AAAAAAAAAeo/2IyNLKjnITQ/s1600-h/Diapositivo18.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882600748816514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sW3tmII/AAAAAAAAAeo/2IyNLKjnITQ/s200/Diapositivo18.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sExH15I/AAAAAAAAAeg/4yMt0Q9ITv8/s1600-h/Diapositivo19.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882595889338258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sExH15I/AAAAAAAAAeg/4yMt0Q9ITv8/s200/Diapositivo19.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-1564643441366262745?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/1564643441366262745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=1564643441366262745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1564643441366262745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/1564643441366262745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo_5908.html' title='Fernando Pessoa Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9sw3oFNI/AAAAAAAAAfA/XY-xgUX8WaY/s72-c/Diapositivo15.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-459758441216214299</id><published>2009-01-13T20:44:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.632Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa Ortónimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9c0EhGNI/AAAAAAAAAeY/5t46PBrVBRw/s1600-h/Diapositivo20.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882333709244626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9c0EhGNI/AAAAAAAAAeY/5t46PBrVBRw/s200/Diapositivo20.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9cX6s1sI/AAAAAAAAAeQ/fppahVsovcU/s1600-h/Diapositivo21.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882326151878338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9cX6s1sI/AAAAAAAAAeQ/fppahVsovcU/s200/Diapositivo21.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9b1wmwSI/AAAAAAAAAeI/iuACbUgH89U/s1600-h/Diapositivo22.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882316982731042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9b1wmwSI/AAAAAAAAAeI/iuACbUgH89U/s200/Diapositivo22.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9b41wVLI/AAAAAAAAAeA/CvT-dGqfAyg/s1600-h/Diapositivo23.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882317809636530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9b41wVLI/AAAAAAAAAeA/CvT-dGqfAyg/s200/Diapositivo23.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9bDem2QI/AAAAAAAAAd4/sG2A7ymSzxQ/s1600-h/Diapositivo24.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290882303485466882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9bDem2QI/AAAAAAAAAd4/sG2A7ymSzxQ/s200/Diapositivo24.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-459758441216214299?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/459758441216214299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=459758441216214299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/459758441216214299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/459758441216214299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo_13.html' title='Fernando Pessoa Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz9c0EhGNI/AAAAAAAAAeY/5t46PBrVBRw/s72-c/Diapositivo20.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5162628663743699242</id><published>2009-01-13T19:54:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:39:53.632Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa ortónimo - apresentação PPT</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XnrlKmI/AAAAAAAAAdw/E8XLn6BFC2o/s1600-h/Diapositivo25.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290875647414315618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XnrlKmI/AAAAAAAAAdw/E8XLn6BFC2o/s200/Diapositivo25.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XIIqLgI/AAAAAAAAAdo/xaNzII3wH24/s1600-h/Diapositivo26.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290875638946344450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XIIqLgI/AAAAAAAAAdo/xaNzII3wH24/s200/Diapositivo26.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XD4PNsI/AAAAAAAAAdg/9eErLP2dObY/s1600-h/Diapositivo27.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290875637803726530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XD4PNsI/AAAAAAAAAdg/9eErLP2dObY/s200/Diapositivo27.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3WuQz8qI/AAAAAAAAAdY/EpEQh8_jx4U/s1600-h/Diapositivo28.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290875632001217186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3WuQz8qI/AAAAAAAAAdY/EpEQh8_jx4U/s200/Diapositivo28.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3WkGfw3I/AAAAAAAAAdQ/Q2XNWS6E0JM/s1600-h/Diapositivo29.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290875629273596786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3WkGfw3I/AAAAAAAAAdQ/Q2XNWS6E0JM/s200/Diapositivo29.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5162628663743699242?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5162628663743699242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5162628663743699242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5162628663743699242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5162628663743699242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo-apresentao-ppt.html' title='Fernando Pessoa ortónimo - apresentação PPT'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWz3XnrlKmI/AAAAAAAAAdw/E8XLn6BFC2o/s72-c/Diapositivo25.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-564336711200198351</id><published>2009-01-12T18:51:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.871Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa - Ortónimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWuRpKN8DXI/AAAAAAAAAdI/7J7TrKU8pZ0/s1600-h/fernando_pessoa.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290482323580259698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWuRpKN8DXI/AAAAAAAAAdI/7J7TrKU8pZ0/s200/fernando_pessoa.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As temáticas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;· &lt;span style="color:#000066;"&gt;a intersecção entre o sonho de um tempo em que o poeta diz ter sido feliz e a realidade (ex.: "Chuva Oblíqua");&lt;br /&gt;· a angústia existencial e a nostalgia de um tempo perdido (do Eu, de um bem perdido, das imagens da infância...);&lt;br /&gt;· a distância entre o idealizado e o realizado - e a consequente frustração ("Tudo o que faço ou medito");&lt;br /&gt;· a máscara e o fingimento como elaboração mental dos conceitos que exprimem as emoções ou o que quer comunicar (ex.: "Autopsicografia");&lt;br /&gt;· a intelectualização das emoções e dos sentimentos para elaboração da arte;&lt;br /&gt;· o ocultismo como fonte de explicação da realidade e o hermetismo (ex.: "Eros" e "Psique"),&lt;br /&gt;· tradução dos sentimentos na linguagem do leitor, pois o que se sente é incomunicável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Linguagem e estilo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;· &lt;span style="color:#000099;"&gt;linguagem simples, espontânea, mas sóbria, simbólica e esóterica;&lt;br /&gt;· recorrência frequente a adjectivos, comparações, metáforas e imagens para traduzir constatações ou reflexões;&lt;br /&gt;· preferência pela métrica curta, tradicional - redondilha;&lt;br /&gt;· aliterações, onomatopeias (imitação de sons), utilização de rima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-564336711200198351?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/564336711200198351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=564336711200198351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/564336711200198351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/564336711200198351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo_12.html' title='Fernando Pessoa - Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWuRpKN8DXI/AAAAAAAAAdI/7J7TrKU8pZ0/s72-c/fernando_pessoa.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2840063746620952820</id><published>2009-01-12T18:46:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.871Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa - Ortónimo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;strong&gt;Características da poesia do Ortónimo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Sinceridade / fingimento; consciência/inconsciência;sentir/pensar; a desagregação do tempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A poesia do ortónimo (diferente de pseudónimo) é uma tentativa de resposta a várias inquietações que perturbam o poeta. A realidade por si percepcionada causa&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWuQ3frxSII/AAAAAAAAAdA/V6s9rFXBnhA/s1600-h/FernandoPessoa_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290481470349068418" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWuQ3frxSII/AAAAAAAAAdA/V6s9rFXBnhA/s200/FernandoPessoa_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-lhe uma atitude de estranheza e, consequentemente, condu-lo a uma situação de negação face ao que as suas percepções lhe transmitem. Assim, Fernando Pessoa recusa o mundo sensível, privilegiando o mundo inteligível (platónico), aquele a que ele não acesso ("Essa coisa é que é linda", em "Isto").&lt;br /&gt;Esta inquietação dá origem a uma poesia que abrange várias tendências que vão desde a nostalgia de um bem perdido até ao interseccionismo impressionista.&lt;br /&gt;Uma das principais características de Pessoa ortónimo é a dor de pensar que o persegue desde sempre e que manifesta em vários poemas. Como tal, são frequentes as tensões ou dicotomias que espelham a sua complexidade interior.&lt;br /&gt;Quanto à dicotomia sinceridade/fingimento, o poeta questiona-se sobre a sinceridade poética e conclui que "fingir é conhecer-se", daí a despersonalização do poeta fingidor que fala e que se identifica com a própria criação poética, como impõe a modernidade. Lugar de destaque ocupa o poema "Autopsicografia" (teorizador da poética pessoana), em que se definem claramente os lugares da inteligência e do coração (sentimento) na criação artística. É assim que este poeta, possuidor de uma impressionante capacidade de despersonalização (sem contudo deixar de ser um), procura, através da fragmentação do eu ("Continuamente me estranho", em "Não sei quantas almas tenho"), atingir a finalidade da Arte, servindo-se da intelectualização do sentimento que fundamenta o poeta fingidor.&lt;br /&gt;Debate-se frequentemente com as dialécticas sentir/pensar e conciência/inconsciência, tentando encontrar um ponto de equilíbrio, o que não consegue. Em "Ela canta pobre ceifeira", o poeta vive intensamente estas dicotomias: deseja ser a ceifeira que canta inconscientemente ("Ter a tua alegre inconsciência") e simultaneamente "a consciência disso!". Enquanto ela se julga feliz por apenas sentir, não intelectualizar as suas emoções ("Ah, canta, canta sem razão!"), o poeta está infeliz porque pensa, porque racionaliza em excesso ("O que em mim sente, 'sta pensando"). Na mesma linha, cita-se o poema "Gato que brincas na rua", no qual o poeta reforça a ideia da felicidade de não pensar ("És feliz porque és assim") e a dor do sujeito poético devido à incapacidade de racionalização do animal.&lt;br /&gt;Em “Leve, breve, suave”, Pessoa manifesta o seu desalento, a sua frustração quando o ”eu" consciente do poeta intervém (“Escuto, e passou... / Parece que foi só porque escutei / Que parou.”). A frustração é o resultado de uma incapacidade de atingir plenamente a satisfação, a felicidade (“Nunca, nunca, em nada, / Raie a madrugada, / Ou ‘splenda o dia, ou doire no declive. / Tive / Prazer a durar / Mais do que o nada, a perda, antes de eu o ir / gozar.").&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A luta incessante entre as várias dialécticas origina a dor de pensar e a angústia existencial que tão bem caracterizam este poeta que é “um mar de sargaço” (“Tudo o que faço ou medito”), pois, quando quer, “quer o infinito”, “Fazendo, nada é verdade”.&lt;br /&gt;Poeta da desilusão, tem uma visão negativa do mundo e da vida, como o manifesta no poema “Abdicação”, onde se entrega à “noite eterna” (morte) como se fosse a sua própria mãe.&lt;br /&gt;Outro problema que perpassa a poesia do ortónimo é a desagregação do tempo. Para o poeta, o tempo é um factor de desagregação, porque tudo é breve, efémero. Esta fugacidade da vida fá-lo desejar ser criança de novo, visto que a infância lhe surge como o único momento possível de paz e felicidade, como documentam os poemas (de carácter tradicionalista) “0 menino da sua mãe” e “Não sei, ama, onde era”.&lt;br /&gt;Coexistem duas, vertentes na sua produção poética: uma de carácter tradicionalista e outra de carácter modernista. E é a primeira que oferece poemas de métrica curta, manifestando preferência pela quadra e quintilha, a fazer lembrar o lirismo português, com marcas saudosistas. A modernista inicia já o processo de ruptura, concretizando-se em formas poéticas heterostróficas e heterométricas. A criação dos heterónimos insere-se, também, nesta vertente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Heterometria&lt;/strong&gt; – consiste na irregularidade métrica, típica da poesia modernista.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Heterostrofia&lt;/strong&gt; – consiste na irregularidade estrófica, típica da poesia modernista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2840063746620952820?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2840063746620952820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2840063746620952820' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2840063746620952820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2840063746620952820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/fernando-pessoa-ortnimo.html' title='Fernando Pessoa - Ortónimo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWuQ3frxSII/AAAAAAAAAdA/V6s9rFXBnhA/s72-c/FernandoPessoa_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7889218276028596116</id><published>2009-01-06T21:31:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.872Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Informações Exame Português 2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN-8i6BQI/AAAAAAAAAc4/UyPUYdz8bCE/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296868751213826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN-8i6BQI/AAAAAAAAAc4/UyPUYdz8bCE/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN-eY0NjI/AAAAAAAAAcw/7ulEItiXVAY/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296860655826482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN-eY0NjI/AAAAAAAAAcw/7ulEItiXVAY/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN9-wGR0I/AAAAAAAAAco/23EwPSpXilA/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296852163544898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN9-wGR0I/AAAAAAAAAco/23EwPSpXilA/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7889218276028596116?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7889218276028596116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7889218276028596116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7889218276028596116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7889218276028596116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/informaes-exame-portugus-2009_06.html' title='Informações Exame Português 2009'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPN-8i6BQI/AAAAAAAAAc4/UyPUYdz8bCE/s72-c/Inf_exame_2008_2009_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-573664318147125191</id><published>2009-01-06T21:27:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.872Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Informações Exame Português 2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNtx3YdgI/AAAAAAAAAcg/UnOtDojIxdE/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296573826528770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNtx3YdgI/AAAAAAAAAcg/UnOtDojIxdE/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNtHLNQmI/AAAAAAAAAcY/A5-l0iWd4Pc/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296562366956130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNtHLNQmI/AAAAAAAAAcY/A5-l0iWd4Pc/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNseaGU0I/AAAAAAAAAcQ/WYxXPg7XepI/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296551423562562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNseaGU0I/AAAAAAAAAcQ/WYxXPg7XepI/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNrjrrTUI/AAAAAAAAAcI/vr3mqcGLon0/s1600-h/Inf_exame_2008_2009_Page_7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288296535659597122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNrjrrTUI/AAAAAAAAAcI/vr3mqcGLon0/s200/Inf_exame_2008_2009_Page_7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-573664318147125191?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/573664318147125191/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=573664318147125191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/573664318147125191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/573664318147125191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2009/01/informaes-exame-portugus-2009.html' title='Informações Exame Português 2009'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SWPNtx3YdgI/AAAAAAAAAcg/UnOtDojIxdE/s72-c/Inf_exame_2008_2009_Page_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-5093583271442417800</id><published>2008-12-14T19:51:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.872Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Manifesto Anti Dantas - Mário Viegas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CSRC6-XgSHo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=CSRC6-XgSHo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-5093583271442417800?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/5093583271442417800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=5093583271442417800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5093583271442417800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/5093583271442417800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/manifesto-anti-dantas-mrio-viegas.html' title='Manifesto Anti Dantas - Mário Viegas'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-916001046978086901</id><published>2008-12-14T19:44:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.873Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa - Contextualização</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SUVjTox5iHI/AAAAAAAAAbg/FXsXFVRfdwQ/s1600-h/fernando_pessoa10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279735327177148530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 138px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SUVjTox5iHI/AAAAAAAAAbg/FXsXFVRfdwQ/s200/fernando_pessoa10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Contextualização sociocultural&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Nas últimas décadas do século XIX, instala-se na Europa um clima de tensão que nasceu de rivalidades económicas, político-militares e coloniais. A Grã-Bretanha destacava-se pelo seu vasto império, pelo domínio do comércio mundial, pelos empreendimentos coloniais que financiava e pelo número de ingleses que por todo o continente espalhavam a sua sua língua. A França e a Alemanha afirmavam-se como suas grandes rivais.&lt;br /&gt;Eram de conhecimento público os acordos firmados secretamente entre a Inglaterra e a Alemanha (1898,1912,1914), para partilharem as colónias portuguesas. Mas, se o despoletar da Primeira Guerra desvia as atenções da Inglaterra das possessões portuguesas, o mesmo não sucede com a Alemanha, que ataca as fronteiras de Moçambique e de Angola. A defesa dos territórios ultramarinos obrigou os portugueses a um grande esforço de mobilização.&lt;br /&gt;Os tratados de paz estabelecidos em Paris traçavam uma nova carta política da Europa e do Mundo, que reflectia as transformações levadas a cabo durante a guerra. Novos estados e novas fronteiras são marcados no mapa europeu.&lt;br /&gt;O governo e os direitos dos cidadãos sofrem grandes transformações. As monarquias chegam ao fim e a democracia triunfa; os processos eleitorais foram revistos, passando a haver um maior número de cidadãos com direito a voto.&lt;br /&gt;Portugal empenhou-se em dar efectividade ao mapa cor-de-rosa, marcando a sua presença nas áreas compreendidas entre Angola e Moçambique. A este plano opõe-se a Inglaterra, empenhada em alargar a sua influência no interior do território africano a partir da África do Sul.&lt;br /&gt;O mapa cor-de-rosa apresenta uma zona da África Austral, situada entre Angola e Moçambique, como pertencente a Portugal. A Inglaterra opõe-se frontalmente à ideia de se construir em África um novo Brasil. Tendo o governo português organizado as expedições ao território em litígio, a Inglaterra (partindo do princípio de que só havia direitos históricos onde houvesse ocupação efectiva) impôs a Portugal o Ultimato de 1890.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Contextualização literária / artística&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Em consequência do Ultimato inglês, Portugal vive momentos de tensão política e social.&lt;br /&gt;Durante a Primeira Grande Guerra, surge em Portugal o movimento modernista, que toma vulto a partir da revista &lt;em&gt;Orpheu&lt;/em&gt;, em 1915.&lt;br /&gt;O espaço que decorre até ao Modernismo é preenchido pelo Simbolismo de Camilo Pessanha, pelo Saudosismo de Teixeira de Pascoaes e pelo Nacionalismo de António Nobre.&lt;br /&gt;Esta nova expressão artística define-se como um movimento estético em que a literatura surge associada às artes plásticas, empreendida pela geração de Fernando Pessoa (1888-1935), Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) e Almada Negreiros (1893-1970).&lt;br /&gt;Surge agora uma poesia que provoca novos modos poéticos e estéticos fora da linha tradicional, contrariando a forte sujeição à ríma e buscando recursos artísticos que ajudassem o poeta a expressar directamente os seus sentimentos, com exclusão de formas simbólicas e com efeitos sonoros e aliterantes dos simbolistas. A ousadia dos poetas deste movimento permitia-lhes comunicar os seus mais profundos sentimentos com a máxima liberdade. Todavia, a sociedade intelectual da época é abalada com este novo tipo de literatura, tal era a sua inclinação para o desprezo do bom senso, com tendências que evoluíam do Sebastianismo mais delirante até às ciências ocultas e à astrologia. Assim, são muitas as críticas a estes intefectuais modernistas, vendo nas suas poesias algo que reflectia perturbações a nível psíquico.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa e Sã-Carneiro, após o rompimento com &lt;em&gt;A Águia&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Renascença Portuguesa&lt;/em&gt; (revistas saudosistas), dão origem ao grupo do Orpheu, que entra em oposição com os movimentos políticos da época. A revista que lhe dá o nome, de que saíram apenas dois números, reage contra o tradicionalismo e cria uma ruptura com o passado. Considera-se, então, que o Orpheu, pelo seu vanguardismo, inicia o Modernismo em Portugal. E é este espírito de vanguarda que faz criar vontade de romper com o passado, de procurar uma inspiração e formas novas, de se lançar na aventura, tendo a preocupação constante com o futuro.&lt;br /&gt;Os principais temas desta nova expressão artística são a euforia do moderno, que rapidamente conduz ao tédio existencial; a dissolução do sujeito que conduz, frequentemente, ao suicídio; o esforço ridículo do autoconhecimento, entre outros.&lt;br /&gt;Vários "ismos" povoam o Modernismo, tais como Decadentismo, Interseccionismo, Paulismo, Surrealismo, Futurismo, Sensacionismo e Cubismo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;ANTECEDENTES&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Simbolismo&lt;/strong&gt; - escola literária do fim do século XIX, que se originou em França, como reacção contra o Parnasianismo, e que se caracterizou por uma visão subjectiva, simbólica e espiritual do mundo. Adoptou novas formas de expressão, nomeadamente os símbolos, traduzindo as impressões por uma linguagem onde dominavam as preocupações estéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Saudosismo&lt;/strong&gt; - nome que Teixeira de Pascoaes (o mais representativo poeta saudosista) dá à Religião da Saudade. Pretende-se, assim, fazer reviver no povo português a alma portuguesa, o que é imprescindível para que Portugal viva uma vida própria, bela e independente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;MODERNISMO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Modernismo&lt;/strong&gt; - movimento estético de vanguarda, iniciado e impulsionado pela geração do Orpheu (segunda década do século XX), no qual a literatura aparece associada às artes plásticas e é por elas Influenciada. Tal movimento surgiu como imperativo de levar a poesia a trilhar no nosso país os caminhos ousados e originais por onde seguia já no resto da Europa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Decadentismo&lt;/strong&gt; - surge como uma atitude estética que exprime o tédio, o cansaço e a necessidade de novas sensações. Traduz a falta de um sentido para a vida e a necessidade de fuga à monotonia. Característica visível em Álvaro de Campos, na sua 3ª fase literária, quando, perante a incapacidade das realizações futuristas, o poeta ressente-se sob a forma de abatimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Paulismo&lt;/strong&gt; - consiste na confusão voluntária do subjectivo e do objectivo; na associação de ideias desconexas; frases nominais, exclamativas; aberrações da sintaxe, vocabulário expressivo do tédio, do vazio da alma, do anseio de outra coisa, do vago; uso indiscriminado de maiúsculas para traduzir a profundidade espiritual de certas palavras. (poema &lt;em&gt;Impressões de Crepúsculo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Cubismo&lt;/strong&gt; - surge inicialmente na pintura com Matisse e designa um modo de expressão que recria através de planos geométricos elementos da realidade. O Cubismo terá de apresentar os objectos tal como a mente os concebe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;strong&gt;Interseccionismo&lt;/strong&gt; - espécie de Cubismo na poesia que se caracteriza pelas sobreposições ou cruzamentos de diferentes realidades ou planos. Sucede o estilo sensacionista, sobrepondo ao intimismo lírico romântico de cariz emotivo a expressão sensacional pura, transmitida em malabarismos apalhaçados com fins espectaculares. (poema &lt;em&gt;Chuva Oblíqua&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Sensacionismo&lt;/strong&gt; - consiste em "sentir tudo de todas as maneiras", ou seja, a sensação é a realidade da vida e base de toda a arte. Deve distinguir-se o sensacionismo de Caeiro do de Campos: o primeiro considera a sensação captada pelos sentidos como única realidade, mas rejeita o pensamento; o segundo procura a totalização das sensações, sobretudo das percepções conforme as sente ou pensa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Futurismo&lt;/strong&gt; - propõe o esquecimento do passado e pretende criar e construir o futuro; o desprezo do clássico, do tradicional e estático; o repúdio do sentimentalismo e o ingresso frenético na vida activa (exaltamento do homem de acção); o culto da liberdade, da velocidade, da energia, da força física, da máquina, da violência, do perigo; a veneração da originalidade. Defende o versilibrismo; as palavras em liberdade, mesmo com sacrifício da correcção gramatical; a comunicação de ideias de inteligência, sem interferência de imagens e símbolos; a exploração da alma, da inquietação, da insatisfação, do que se não tem e está para vir, das ciências ocultas, da astrologia, do metapsiquisrno; a proscrição do idealismo romântico. (&lt;em&gt;Manifesto Anti-Dantas&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-916001046978086901?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/916001046978086901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=916001046978086901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/916001046978086901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/916001046978086901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/fernando-pessoa-contextualizao.html' title='Fernando Pessoa - Contextualização'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SUVjTox5iHI/AAAAAAAAAbg/FXsXFVRfdwQ/s72-c/fernando_pessoa10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4521118317947781319</id><published>2008-12-14T19:24:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.873Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SUVfkuGCvlI/AAAAAAAAAbY/DTezDmqK30w/s1600-h/fpessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279731222615080530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SUVfkuGCvlI/AAAAAAAAAbY/DTezDmqK30w/s200/fpessoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fernando pessoa (1888-1935)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Fernando António Nogueira Pessoa nasce em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1888, e perde o pai aos cinco anos, o que o vai marcar profundamente. Passa a infância em Durban (África do Sul) e recebe uma educação de influência anglo-saxónica, devido ao casamento da sua mãe com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban.&lt;br /&gt;Regressa a Lisboa em 1905 e exerce uma actividade profissional ligada à tradução de documentos comerciais.&lt;br /&gt;A explosão dos heterónimos dá-se em 1914, após o rompimento com a revista A Águia. A morte do seu amigo Mário de Sá-Carneiro, em 1916, em Paris, abala fortemente Fernando Pessoa, que passa a ser dominado por uma nuvem de tédio e melancolia.&lt;br /&gt;É 1934 que marca o ano da publicação da Mensagem, o único livro de versos portugueses, organizado e publicado pelo poeta, que lhe proporcionou o prémio de categoria B, consequência do concurso ao prémio Antero de Quental, do Secretariado de Propaganda Nacional.&lt;br /&gt;A 30 de Novembro de 1935, morre no Hospital de S. Luís dos Franceses, vítima de uma cólica hepática.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;O que sabemos da vida de Fernando Pessoa (1888-1935)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;1888&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Nascimento de Fernando António Nogueira Pessoa, em 13 de Junho, no Lg. de S. Carlos nº 4 – 4º Esq. (entre o Teatro de S. Carlos e a Igreja dos Mártires), em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1893&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nasce um outro filho do casal, em Janeiro: Jorge.&lt;br /&gt;O pai de Fernando Pessoa morre de tuberculose, em Julho.&lt;br /&gt;A família muda-se para uma casa mais modesta, após a morte de Joaquim Seabra Pessoa, em Novembro; a mãe do poeta instala-se com o mesmo, Jorge, a avó Dionísia e duas criadas, na Rua de S. Marçal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1894&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jorge, o irmão mais novo de Pessoa, morre após a administração de algumas vacinas.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa cria o seu primeiro heterónimo, Chevalier de Pas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1895&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;João Miguel Rosa, oficial de Marinha de Guerra, futuro padrasto de Fernando Pessoa, embarca para a colónia do Natal (fora nomeado cônsul interino, em Durban).&lt;br /&gt;Ainda nesse ano, em Dezembro, casa por procuração com Maria Madalena, a mãe do futuro poeta.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa parte com a mãe para a África do Sul, acompanhado de um tio, durante a viagem.&lt;br /&gt;Viverá dez anos em Durban, num bungalow, em Ridge Road, tendo estudado no Convento de West Street.&lt;br /&gt;Escreve o seu primeiro poema, intitulado À Minha Querida Mamã.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1896&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nasce Henriqueta Madalena, a primeira filha de sua mãe e de seu padrasto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1898&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nasce Madalena Henriqueta, a segunda filha do casal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1899&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa entra para a Durban High School, onde permanecerá durante três anos e será um dos primeiros alunos da turma.&lt;br /&gt;Nesse ano, recebe o "Forum Prize".&lt;br /&gt;Cria o heterónimo Alexander Search.&lt;br /&gt;Ainda no mesmo ano, nasce Luís Miguel, terceiro filho do casal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1900&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa ganha um prémio de Francês.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1901&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Morre Madalena Henriqueta, a segunda meia-irmã do futuro poeta.&lt;br /&gt;Em Agosto, Fernando, a mãe, o padrasto, Henriqueta, Luís Miguel e Madalena (morta) embarcam para Lisboa. A família instala-se em casa das tias-avós maternas de Pessoa, D. Rita Xavier Pinheiro e D. Maria Xavier Pinheiro da Cunha, em pedrouços.&lt;br /&gt;É aprovado com distinção no seu primeiro exame.&lt;br /&gt;Escreve os primeiros poemas em inglês.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1902&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A família regressa a Durban, depois de passar pelos Açores. Fernando Pessoa matricula-se na Commercial School, em Durban (mais tarde, manifesta os seus conhecimentos, n' O Livro do Desassossego, do semi-heterónimo Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros e nos artigos que escreveu para a Revista do Comércio e Contabilidade, que viria a dirigir, com o seu cunhado, em 1926).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1904&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É-lhe concedido o "Queen Victoria Memorial Prize", por ter escrito o melhor ensaio em língua inglesa, no exame de admissão à Universidade. Frequenta a High School como aluno universitário, no curso de Letras. Nascera, entretanto, mais um irmão, João.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1905&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em Agosto, regressa a Portugal, apesar de ter passado de ano na Universidade do Cabo da Boa Esperança (de que a High School é uma secção).&lt;br /&gt;Continua a escrever poemas em inglês.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1906&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já em Lisboa, matricula-se no Curso Superior de Letras.&lt;br /&gt;Vive em casa das tias, na Rua da Bela Vista, à Lapa nº 17 – 1º.&lt;br /&gt;Cerca de um ano depois, muda-se para a Calçada da Estrela, 100 – 1º, onde vive com a família e o padrasto, que viera de férias.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1907&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Volta a morar na Rua da Bela Vista, com as tias.&lt;br /&gt;Escreve um diário íntimo, em inglês.&lt;br /&gt;Convive com jovens intelectuais na Brasileira do Chiado.&lt;br /&gt;A avó Dionísia morre nesse ano e deixa-lhe uma pequena herança.&lt;br /&gt;Aluga um quarto na Rua da Glória, 4 - r/c.&lt;br /&gt;Desiste do Curso de Letras e monta uma tipografia - a Íbis -, em Portalegre, na Rua da Conceição da Glória, 38-40. Esta tipografia não funcionou, porém, durante muito tempo.&lt;br /&gt;Aluga outro quarto, no Largo do Carmo, 18 – 1º e emprega-se como correspondente estrangeiro em casas comerciais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1908&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escreve poemas em inglês.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1909&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Toma contacto com o Simbolismo, enquanto escola (conhecia já Shakespeare, Milton, Shelley, Keats, Tennyson, E. Allan Poe, Ben Jonhson - os quatro últimos autores foram privilegiados por F. Pessoa, aquando da sua recepção do "Queen Victoria Memorial Prize", atribuído em livros -, Byron, Pope, Wordsworth, Poe, Baudelaire e Cesário Verde).&lt;br /&gt;[O seu livro preferido, logo após a infância, foi Pickwick Papers].&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1910&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trabalha na firma Lavado, Pinto &amp;amp; Cª, no Campo das Cebolas.&lt;br /&gt;O poeta Henrique Rosa, irmão de seu padrasto, impressiona-o positivamente, enquanto ser solitário e associal.&lt;br /&gt;Rejeita a oportunidade de ir para Inglaterra como súbdito britânico.&lt;br /&gt;Escreve poesia e prosa em português, inglês e francês.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por volta de 1912&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lê a obra La Dégénérescence, de Max Nordau, que muito o influenciou, quer a nível pessoal quer ao nível da sua maturação literária - Max Nordau considerava escritores "fim de século", conferindo-lhes uma conotação pejorativa, os simbolistas, os decadentes e os pré-rafaelitas.&lt;br /&gt;Escreve artigos sobre "A Nova Poesia Portuguesa", para a revista A Aguia.&lt;br /&gt;Pessoa estréia-se como crítico literário, provocando polémicas junto à intelectualidade portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Até 1914&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escreve n'A Águia. Mantém um círculo de amigos em Lisboa: Mário de Sá-Carneiro, Santa-Rita Pintor; Almada-Negreiros, entre outros.&lt;br /&gt;Intensa produção literária. Escreve O Marinheiro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1914&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cria os heterónimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.&lt;br /&gt;Escreve os poemas de O Guardador de Rebanhos e também O Livro do Desassossego.&lt;br /&gt;A 8 de Março, nasce Alberto Caeiro. Pessoa pretendia, com a criação deste heterónimo, fazer uma partida a Mário de Sá-Carneiro.&lt;br /&gt;Aparece, pela primeira vez, uma composição do poeta, publicada na revista Renascença, com o título "Impressões do Crepúsculo".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1915&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sai o primeiro número da revista &lt;em&gt;Orpheu&lt;/em&gt;, em que Pessoa participa com alguns poemas. A revista causou escândalo.&lt;br /&gt;A nível da sua vida privada e com a influência da tia Anica, conhece fenómenos de mediunidade. Lia e traduzia também livros de Teosofia.&lt;br /&gt;É por esta altura que sua tia Ana Luísa de Freitas, com quem morava havia algum tempo, vai para a Suíça. Pessoa vai, então, morar para o sótão de uma leitaria, na Rua Almirante Barroso, 12. O dono deste estabelecimento "A Leitaria Alentejana" admirava-o muito, mas em 1917, a casa é transformada numa barbearia.&lt;br /&gt;Ainda neste ano, a mãe do poeta sofre urna congestão cerebral, que a deixará enferma até ao fim da sua vida.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa faz os seus primeiros horóscopos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1916&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O melhor amigo do poeta, Mário de Sá-Carneiro, suicida-se em Paris, no hotel de Nice.&lt;br /&gt;Frequenta regularmente os cafés "Martinho da Arcada" e "A Brasileira".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1917&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vive em casa própria, na Rua Bernardim Ribeiro, 11 – 1º.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1918&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trabalha como correspondente em línguas estrangeiras em vários escritórios em Lisboa.&lt;br /&gt;Pessoa publica poemas em inglês, resenhados com destaque no “Times”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1919&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conhece Ophélia, no escritório do Largo do Corpo Santo, com quem enceta um romance - esta é a única mulher que teve lugar na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1920&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vai morar para a Rua Coelho da Rocha, 16 – 1º Dto., a pedido de sua mãe.&lt;br /&gt;A família viria a instalar-se aí posteriormente.&lt;br /&gt;Abre um escritório na Rua da Assunção, 58 – 2º, o nome da firma é Olisipo Lda. e trata-se de uma editora, projecto conjunto com alguns amigos (o poeta abrira já outros escritórios, anteriormente).&lt;br /&gt;Em Outubro, atravessa uma grande depressão, que o leva a pensar em internar-se numa casa de saúde.&lt;br /&gt;Rompe com Ophélia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1925&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Morre a mãe de Fernando Pessoa, em 17 de Março.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1929&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O poeta propõe-se ordenar os seus papéis.&lt;br /&gt;Bebe bastante, ainda que não o vejam embriagado.&lt;br /&gt;Volta a relacionar-se com Ophélia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1930&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alister Crowlley, astrólogo e mago inglês, com quem Pessoa mantinha correspondência, vem a Portugal para o conhecer pessoalmente. Aquele intitula-se a si mesmo a "Besta 666". A sua estada no nosso país foi exuberante, pelas circunstâncias pouco vulgares que se lhe associam. Os jornais da época publicaram alguns artigos que se centravam no desaparecimento de Crowley, em Cascais, na Boca do Inferno. O próprio Pessoa foi entrevistado e pareceu divertir-se bastante com o episódio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1931&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rompe novamente com Ophélia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1934&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Publica a obra &lt;em&gt;Mensagem&lt;/em&gt;, premiada num concurso, com o segundo prémio.&lt;br /&gt;Concorre ao lugar de conservador do Museu da Biblioteca Conde de Castro de Guimarães, em Cascais, o que lhe foi recusado.&lt;br /&gt;Revela grande interesse pelas ciências ocultas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1935&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Morre a 30 de Novembro, na sequência de uma cólica hepática, no Hospital de São Luís dos Franceses.&lt;br /&gt;As suas últimas palavras foram: "Dá-me os óculos" e “Maman, je suis encore ton petit enfant”.&lt;br /&gt;A sua última frase, escrita em inglês, diz: "I know not what tomorrow will bring"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Outros heterónimos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernardo Soares&lt;/strong&gt; – Semi-heterónimo porque apresentava uma mutilação da sua própria personalidade, uma vez que não apresentava a sua capacidade de raciocínio nem a sua faceta afectiva. Autor de &lt;em&gt;O Livro do Desassossego&lt;/em&gt;. Só aparecia no seu espírito quando o poeta se encontrava cansado ou quando tinha sono.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rafael Baldaya&lt;/strong&gt; – semi-heterónimo, é o filósofo que espelha o tecido social e moral do séc. XX.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Mora&lt;/strong&gt; – heterónimo, que exaltou o “regresso dos deuses”, isto é, o paganismo. A defesa do paganismo em detrimento do cristianismo (o próprio F. Pessoa afirmava-se pagão) surge na tentativa de modificar a mentalidade portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Biografia de Fernando Pessoa feita pelo próprio poeta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Nome Completo: Fernando António Nogueira Pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio nº 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório), em 13 de Junho de 1888.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto, e que foi director-geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral - misto de fidalgos e judeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Profissão: A designação mais própria será "tradutor", a mais exacta de "correspondente estrangeiro em casas comerciais". O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos ou funções de destaque, nenhumas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações, O que, de livros ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: 35 Sonnets (em inglês), 1918; English Poems I-II e English Poems III (em inglês também), 1922, e o livro Mensagem, 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria "Poemas".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o comandante João Miguel Rosa, cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês, na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Ideologia política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes votaria, embora com pena, pela República. Conservador de estilo inglês, isto é, liberal dentro do conservantismo e absolutamente anti-reaccionário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Posição religiosa: Cristão gnóstico, e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Posição iniciática: ……………………………………………………………………………………………...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda infiltração católica-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Resumo destas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, grão-mestre dos Templários, e combater, sempre, e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.&lt;br /&gt;Lisboa, 30 de Março de 1935&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4521118317947781319?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4521118317947781319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4521118317947781319' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4521118317947781319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4521118317947781319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/fernando-pessoa.html' title='Fernando Pessoa'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SUVfkuGCvlI/AAAAAAAAAbY/DTezDmqK30w/s72-c/fpessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7693889448709281261</id><published>2008-12-04T17:49:00.003Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.874Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Cenários de Resposta</title><content type='html'>&lt;span style="color:#003333;"&gt;Excerto de "&lt;em&gt;Felizmente Há Luar!&lt;/em&gt;" - Matilde e Populares&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;1. As palavras proferidas por Manuel, na citação dada, revelam:&lt;br /&gt;- que a personagem não ficou surpreendida com a ascensão de Vicente, pois os falsos e hipócritas são recompensados e os justos e honestos são condenados;&lt;br /&gt;- a injustiça que reina numa sociedade materialista;&lt;br /&gt;- que até Deus parece estar contra os que vivem miseravelmente;&lt;br /&gt;- (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;2. De simples elemento do povo, consciente das suas limitações e privações, Vicente vende-se, trocando favores por melhores condições de vida (“Foi feito chefe de polícia.”), desprezando os seus “irmãos” de classe (“Olhou para mim como se nunca me tivesse visto. Estendi-lhe a mão e deu-me uma cacetada na cabeça!”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;3. Traços caracterizadores de Manuel no excerto seleccionado:&lt;br /&gt;- consciente da presença de Matilde (“Manuel, agora, mostra que tinha consciência da presença de Matilde (...)” – informação em nota lateral);&lt;br /&gt;- terno (“Levanta-se e fala com ternura”- informação em didascália);&lt;br /&gt;- revoltado (“Olhe bem para nós, Srª D. Matilde. Abra bem os olhos e veja quem somos e ao que estamos reduzidos.”);&lt;br /&gt;- (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt; 4. Ao longo do excerto, Matilde revela uma mudança no seu comportamento. Inicialmente, apresenta-se desesperada “perante a atitude dos populares”, seguidamente, a timidez apodera-se dela, em consequência de ter tomado consciência de que as pessoas a quem recorreu para pedir ajuda nada lhe podem dar. Aliás, agora ela pede “esmola” a quem já tantas vezes lhe pediu, aspecto que Matilde com certeza percebeu pelas palavras proferidas por Manuel (“A senhora, hoje, veio ter connosco porque não sabia para onde se havia de voltar...”; “Mas nós passamos a vida inteira a ir ter convosco porque não temos a quem recorrer!”).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7693889448709281261?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7693889448709281261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7693889448709281261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7693889448709281261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7693889448709281261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/cenrios-de-resposta.html' title='Cenários de Resposta'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3088853177290340174</id><published>2008-12-04T17:43:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.874Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Respostas aos exercícios de funcionamento da língua</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STgX-rI9d2I/AAAAAAAAAaA/_gKc6uM995k/s1600-h/eleves-07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275993328964171618" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STgX-rI9d2I/AAAAAAAAAaA/_gKc6uM995k/s320/eleves-07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto "A medida do homem"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.1. B&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.2. D&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.3. B&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.4. C&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1-a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2-g&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3-c&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4-c&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5-f&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto "História de Portugal"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.1. C&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.2. A&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.3. B&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.4. B&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1-a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2-h&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3-d&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4-e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5-c&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1-h&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2-c&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3-e&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4-a&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5-f&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Texto "Nunca te deixarei morrer, David Crocket"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1.A&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2.B&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3.B&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4.C&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5.A&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6.A&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A-F&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;B-V&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;C-F&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;D-V&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E-V&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;F-F&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;G-V&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;H-V&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;I-F&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;J-V&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-3088853177290340174?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/3088853177290340174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=3088853177290340174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3088853177290340174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/3088853177290340174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/respostas-aos-exerccios-de.html' title='Respostas aos exercícios de funcionamento da língua'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STgX-rI9d2I/AAAAAAAAAaA/_gKc6uM995k/s72-c/eleves-07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7594063253751634763</id><published>2008-12-03T19:35:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.874Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbgJzOeOYI/AAAAAAAAAZ4/N6rtjlEgMoA/s1600-h/livro+FHL.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275650472485468546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbgJzOeOYI/AAAAAAAAAZ4/N6rtjlEgMoA/s320/livro+FHL.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;Num texto expositivo-argumentativo bem estruturado, de cem a duzentas palavras, apresenta o tema que consideras mais marcante em &lt;em&gt;Felizmente Há Luar!&lt;/em&gt;, de Luís de Sttau Monteiro. Fundamenta a tua opinião com argumentos decorrentes da tua experiência de leitura da obra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota: Questão adaptada do Exame de Português B – 1.a fase, 2.a chamada, 2002.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7594063253751634763?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7594063253751634763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7594063253751634763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7594063253751634763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7594063253751634763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/felizmente-h-luar_03.html' title='Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbgJzOeOYI/AAAAAAAAAZ4/N6rtjlEgMoA/s72-c/livro+FHL.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2033681845721998144</id><published>2008-12-03T19:29:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.874Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Texto Expositivo-Argumentativo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbfHHDKnnI/AAAAAAAAAZw/vAZNOxdtack/s1600-h/Felizmente%2Bh%C3%A1%2Bluar!.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275649326755520114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbfHHDKnnI/AAAAAAAAAZw/vAZNOxdtack/s320/Felizmente%2Bh%C3%A1%2Bluar!.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Num texto expositivo-argumentativo de cem a duzentas palavras, comenta a seguinte afirmação:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;“Matilde surge-nos como a figura mais dramaticamente elaborada de toda a peça.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2033681845721998144?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2033681845721998144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2033681845721998144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2033681845721998144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2033681845721998144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/texto-expositivo-argumentativo.html' title='Texto Expositivo-Argumentativo'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbfHHDKnnI/AAAAAAAAAZw/vAZNOxdtack/s72-c/Felizmente%2Bh%C3%A1%2Bluar!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-2204044675734414502</id><published>2008-12-03T19:25:00.004Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar! (questões retiradas de exame nacional)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdoGfUZrI/AAAAAAAAAZo/cGfrLjJaHig/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275647694517593778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdoGfUZrI/AAAAAAAAAZo/cGfrLjJaHig/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdncx8KhI/AAAAAAAAAZg/GDwIk1qNQXM/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275647683321408018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdncx8KhI/AAAAAAAAAZg/GDwIk1qNQXM/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdcrW8f0I/AAAAAAAAAZY/IynhAWHhb4o/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar_2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdcH5w-oI/AAAAAAAAAZQ/3h7thwSar3o/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar_1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-2204044675734414502?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/2204044675734414502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=2204044675734414502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2204044675734414502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/2204044675734414502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/12/felizmente-h-luar.html' title='Felizmente Há Luar! (questões retiradas de exame nacional)'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STbdoGfUZrI/AAAAAAAAAZo/cGfrLjJaHig/s72-c/Felizmente+H%C3%A1+Luar_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7945275534392484188</id><published>2008-11-29T12:42:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Análise de Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Matilde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ninguém me ouve? Estarão cegos e surdos para não compreenderem o que se passa à vossa volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º Popular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Dando uma notícia importante de que se esquecera&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só agora me lembro duma notícia que os vai espantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Ri-se&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;E em que não vão acreditar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Ri-se&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;O Vicente, lembram-se do Vicente? Foi feito chefe de polícia. Vi-o hoje, fardado, seguido por dois esbirros! É verdade! Juro-lhes que é verdade! Olhou para mim como se nunca me tivesse visto. Estendi-lhe a mão e deu-me uma cacetada na cabeça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º Popular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Era mesmo ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;1º Popular&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Era ele, digo-lhes eu. Nunca me esqueço duma cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Matilde, profundamente desanimada, começa a afastar-se do grupo e aproxima-se da esquerda do palco.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de espantar. Deus escreve torto por linhas direitas. Não é assim que se devia dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Matilde, chorando, vai a sair pela esquerda do palco quando Manuel a chama, sem voltar a cabeça e sem fazer um gesto.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Matilde estaca e volta-se para o grupo sem saber, ao certo, se a chamaram&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É consigo, senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Sempre sem voltar a cabeça e limando a faca enquanto fala&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se vá, assim, embora, sem levar resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Matilde volta a aproximar-se do grupo, que finge não dar por dar por ela. Os seus passos são curtos e tímidos. Não sabe porque a chamaram. Manuel prossegue, agora para Rita&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranja aí um caixote para ela, Rita.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Levanta-se e fala com ternura&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqui, sabemos quem a senhora é, e nenhum de nós é cego ou surdo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Observa-a com atenção&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Há quanto tempo não come, minha senhora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Matilde encolhe os ombros. Manuel mete a mão num saco, procura qualquer coisa que não encontra e olha para os outros. Um deles levanta-se e, com uma maçã na mão, aproxima-se de Matilde)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coma essa maçã, Srª D. Matilde. Verá que lhe faz bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Matilde recusa a maçã&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntou-nos, há pouco, o que íamos fazer para libertar o general...&lt;br /&gt;Insinuou mesmo que éramos responsáveis pela sua prisão, já que tínhamos fé nele...&lt;br /&gt;Olhe para nós, Srª D. Matilde. Abra bem os olhos e veja quem somos e ao que estamos reduzidos.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;A senhora, hoje, veio ter connosco porque não sabia para onde se havia de voltar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Pausa&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Mas nós passamos a vida inteira a ir ter convosco porque não temos a quem recorrer! E o que nos dão, senhores, que nos dão quando lhe batemos às portas no Inverno, com os filhos embrulhados em trapos, tão cheios duma fome que o pão, só por si, não satisfaz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;em&gt;Pausa&lt;/em&gt;)Cinco réis, senhora! Dão-nos cinco reis ou dizem-nos que tenhamos paciência!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Felizmente Há Luar!,&lt;/em&gt; Luís de Sttau Monteiro&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;1. Proponha uma possível interpretação para as palavras de Manuel: “Não é de espantar. Deus escreve torto por linhas direitas. Não é assim que se devia dizer?”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;2. Demonstre como Vicente é uma personagem que evoluiu ao longo da obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;3. Apresente, fundamentando-se no excerto, três traços caracterizadores de Manuel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;4. Comente a atitude de Matilde evidenciada neste momento textual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7945275534392484188?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7945275534392484188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7945275534392484188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7945275534392484188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7945275534392484188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/anlise-de-felizmente-h-luar_29.html' title='Análise de Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8458823374997455539</id><published>2008-11-29T12:41:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Quadro Síntese de Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4tF9OvcI/AAAAAAAAAZI/qb1gBORhy-Y/s1600-h/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274058985971826114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4tF9OvcI/AAAAAAAAAZI/qb1gBORhy-Y/s320/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4s2nbZNI/AAAAAAAAAZA/oKerleW6J90/s1600-h/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274058981853848786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4s2nbZNI/AAAAAAAAAZA/oKerleW6J90/s320/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4spUYGHI/AAAAAAAAAY4/_qNTb0c5CSs/s1600-h/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274058978284279922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4spUYGHI/AAAAAAAAAY4/_qNTb0c5CSs/s320/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4sXHLoDI/AAAAAAAAAYw/vPXsG04nBbk/s1600-h/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274058973397098546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 224px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4sXHLoDI/AAAAAAAAAYw/vPXsG04nBbk/s320/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8458823374997455539?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8458823374997455539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8458823374997455539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8458823374997455539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8458823374997455539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/quadro-sntese-de-felizmente-h-luar.html' title='Quadro Síntese de Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/STE4tF9OvcI/AAAAAAAAAZI/qb1gBORhy-Y/s72-c/Quadro_s%C3%ADntese_Felizmente+H%C3%A1+Luar_Page_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8300699709814179045</id><published>2008-11-23T13:52:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Análise de "Felizmente Há Luar!"</title><content type='html'>&lt;span style="color:#003300;"&gt;Procede à leitura das páginas 61 a 64 da obra "&lt;em&gt;Felizmente Há Luar!&lt;/em&gt;" de Luís de Sttau Monteiro e responde às questões:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;1. Refira a importância do excerto no contexto da acção da peça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;br /&gt;2. Apresente uma divisão, devidamente fundamentada, do texto em partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Indique uma das funções que a iluminação cénica desempenha no excerto transcrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Explicite um aspecto da crítica de carácter político presente no diálogo entre o principal Sousa e Beresford.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Defina, com base no texto, cinco traços do perfil psicológico de Beresford.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8300699709814179045?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8300699709814179045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8300699709814179045' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8300699709814179045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8300699709814179045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/anlise-de-felizmente-h-luar.html' title='Análise de &quot;Felizmente Há Luar!&quot;'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-8811226346550679097</id><published>2008-11-23T13:49:00.001Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.876Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfaWdCwBI/AAAAAAAAAYo/Fwt3fcGwups/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849745122508818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfaWdCwBI/AAAAAAAAAYo/Fwt3fcGwups/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfZoAC7bI/AAAAAAAAAYg/CrQtO-41LzU/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_15.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849732652854706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfZoAC7bI/AAAAAAAAAYg/CrQtO-41LzU/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-8811226346550679097?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/8811226346550679097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=8811226346550679097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8811226346550679097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/8811226346550679097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/felizmente-h-luar_5278.html' title='Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfaWdCwBI/AAAAAAAAAYo/Fwt3fcGwups/s72-c/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-922676629199898392</id><published>2008-11-23T13:47:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.876Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfK7KoPPI/AAAAAAAAAYY/3nxsZZuadTU/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_16.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849480099478770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfK7KoPPI/AAAAAAAAAYY/3nxsZZuadTU/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_16.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfKpWkmII/AAAAAAAAAYQ/Z3NOpaszrVc/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_17.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849475317733506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfKpWkmII/AAAAAAAAAYQ/Z3NOpaszrVc/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_17.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfKbJqpoI/AAAAAAAAAYI/ba5UkZphFW8/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_24.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849471505507970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfKbJqpoI/AAAAAAAAAYI/ba5UkZphFW8/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_24.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfKKZNHAI/AAAAAAAAAYA/mhfyDr5RRVM/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_25.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849467007278082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfKKZNHAI/AAAAAAAAAYA/mhfyDr5RRVM/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_25.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-922676629199898392?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/922676629199898392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=922676629199898392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/922676629199898392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/922676629199898392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/felizmente-h-luar_1610.html' title='Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlfK7KoPPI/AAAAAAAAAYY/3nxsZZuadTU/s72-c/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_16.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-7269460501672454581</id><published>2008-11-23T13:46:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.876Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3kdgsJI/AAAAAAAAAX4/NUGfJtfJPXo/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_26.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849147587145874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3kdgsJI/AAAAAAAAAX4/NUGfJtfJPXo/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_26.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3nERHqI/AAAAAAAAAXw/j9-sziygTQA/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_27.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849148286574242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3nERHqI/AAAAAAAAAXw/j9-sziygTQA/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_27.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3Ci2stI/AAAAAAAAAXo/pMzAmpuGBSY/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_28.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849138482754258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3Ci2stI/AAAAAAAAAXo/pMzAmpuGBSY/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_28.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle23gXIhI/AAAAAAAAAXg/MpemAi_Snuk/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_32.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271849135519506962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle23gXIhI/AAAAAAAAAXg/MpemAi_Snuk/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_32.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-7269460501672454581?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/7269460501672454581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=7269460501672454581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7269460501672454581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/7269460501672454581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/felizmente-h-luar_3030.html' title='Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSle3kdgsJI/AAAAAAAAAX4/NUGfJtfJPXo/s72-c/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_26.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-6656122134340771524</id><published>2008-11-23T13:45:00.000Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.877Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlen2yOOdI/AAAAAAAAAXY/Qw3NZFX5584/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_33.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848877627947474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlen2yOOdI/AAAAAAAAAXY/Qw3NZFX5584/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_33.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlenq2WAeI/AAAAAAAAAXQ/GYWQKpbIy8o/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_34.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848874424009186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlenq2WAeI/AAAAAAAAAXQ/GYWQKpbIy8o/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_34.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlenVrf04I/AAAAAAAAAXI/tVRLkTJtg3U/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_39.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848868741370754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlenVrf04I/AAAAAAAAAXI/tVRLkTJtg3U/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_39.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlenLGJc4I/AAAAAAAAAXA/vB5GcHSexoI/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_48.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848865900360578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlenLGJc4I/AAAAAAAAAXA/vB5GcHSexoI/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_48.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-6656122134340771524?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/6656122134340771524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=6656122134340771524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6656122134340771524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/6656122134340771524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/felizmente-h-luar_9694.html' title='Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSlen2yOOdI/AAAAAAAAAXY/Qw3NZFX5584/s72-c/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_33.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-4055481161397335702</id><published>2008-11-23T13:43:00.003Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.877Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleLwsU_SI/AAAAAAAAAW4/510vJbx-zgI/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_49.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848394956274978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleLwsU_SI/AAAAAAAAAW4/510vJbx-zgI/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_49.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleLlMZJ2I/AAAAAAAAAWw/7qJa3c-mriU/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_50.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848391869540194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleLlMZJ2I/AAAAAAAAAWw/7qJa3c-mriU/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_50.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleK7rsVTI/AAAAAAAAAWo/XM-FLaNutzA/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_51.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848380726531378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleK7rsVTI/AAAAAAAAAWo/XM-FLaNutzA/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_51.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleKUpZNGI/AAAAAAAAAWg/Ox7y0TpZj8k/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_57.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4546790819245130268-4055481161397335702?l=storamjoao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://storamjoao.blogspot.com/feeds/4055481161397335702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4546790819245130268&amp;postID=4055481161397335702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4055481161397335702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4546790819245130268/posts/default/4055481161397335702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://storamjoao.blogspot.com/2008/11/felizmente-h-luar_9399.html' title='Felizmente Há Luar!'/><author><name>Prof.MªJoão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882383845161725478</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSleLwsU_SI/AAAAAAAAAW4/510vJbx-zgI/s72-c/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_49.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4546790819245130268.post-3268750027217524217</id><published>2008-11-23T13:42:00.002Z</published><updated>2010-11-21T13:40:37.877Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='12ºAno'/><title type='text'>Felizmente Há Luar!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld6T9YyNI/AAAAAAAAAWY/WTpeAWMd9k8/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_57.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848095185422546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld6T9YyNI/AAAAAAAAAWY/WTpeAWMd9k8/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_57.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld57IfznI/AAAAAAAAAWQ/mnxM-YbTvh8/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_58.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848088521133682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld57IfznI/AAAAAAAAAWQ/mnxM-YbTvh8/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_58.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld5pVIeyI/AAAAAAAAAWI/mrxtj_yOMoE/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_59.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848083742292770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld5pVIeyI/AAAAAAAAAWI/mrxtj_yOMoE/s320/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_59.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1XQa5wcCiH8/SSld5cy3OnI/AAAAAAAAAWA/EWti0MLfSyE/s1600-h/Felizmente+H%C3%A1+Luar!_apresenta%C3%A7%C3%A3o_Page_60.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271848080377330290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1X
